Dia de baixa
A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou de perto o movimento em Wall Street ontem. Passou o dia todo em baixa - na mínima do dia, caiu para 35.589 pontos- e, no fechamento, teve uma forte recuperação. Fechou aos 36.553 pontos, com elevação de 1,14% e giro de R$ 2,095 bilhões. O dólar comercial subiu 0,13%, vendido a R$ 2,185. No final da tarde, o risco-país tinha queda de 2,04%, aos 241 pontos. A Bolsa de Nova York avançou 0,28%, para 11.134,77 pontos, e a Nasdaq - que reúne ações de empresas de tecnologia- teve alta de 0,56%, aos 2.128,86 pontos.

Alcoa
Os resultados da Alcoa no segundo trimestre, abaixo do esperado, e o alerta da Lucent Technologies de que suas vendas no período também foram inferiores às expectativas desanimaram o mercado na primeira etapa do expediente, mas o anúncio da KLA-Tencor - fabricante de equipamentos para a produção de semicondutores - de que os seus pedidos superaram as previsões reacendeu o otimismo quanto ao desempenho da economia norte-americana.

Negociações
A média diária de volume de negociações no mercado brasileiro em julho tem sido menor do que no mês passado - R$ 1,682 bilhão contra R$ 2,284 bilhões - em parte por causa das férias de verão nos EUA e em parte porque os investidores, assustados com a recente turbulência, hesitam em voltar a comprar papéis - embora muitos estejam com preços atraentes.

Estrangeiros
Para dar algum fôlego à Bolsa, espera-se o retorno dos estrangeiros, que debandaram desde o dia 10 de maio, quando o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) não deu as esperadas indicações de que o fim do aperto monetário nos Estados Unidos estava próximo. No final de junho, a autoridade monetária sinalizou que, por conta da desaceleração da economia norte-americana, pode parar de aumentar sua taxa básica de juros em breve, mas é necessária uma sinalização mais firme a fim de que o viés otimista seja retomado.

Apatia
Por isso, os humores mudam ao sabor dos indicadores sobre a atividade dos EUA divulgados. Como para esta semana não estão previstos índices importantes, a Bovespa deve se mostrar apática. E os investidores, cautelosos.


IPCs
Os preços caíram com menos intensidade em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), segundo apurou o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). A taxa ficou estável apenas em Salvador, que registrou 0,05% na primeira semana de julho, conforme divulgou ontem a FGV. Em São Paulo foi verificada a maior variação do IPC-S, que passou de 0,64% em junho para 0,39% na primeira leitura de julho.

Capitais
Em Brasília, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro os preços também continuaram em queda, ainda que não tão acentuada. Na capital federal, a taxa passou de 0,67% para 0,53%; na capital gaúcha, o IPC-S passou de 0,18% para 0,10%; em Recife, de 0,27% para 0,21%, e no Rio de Janeiro, de 0,47% para 0,32%. A inflação em Salvador se manteve estável em 0,05% e Belo Horizonte foi a única capital a apresentar taxa positiva. O IPC-S da capital mineira ficou em 0,32%, ante 0,13% registrado na última apuração.


Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa ontem com movimento de realização de lucros, que atingiu principalmente os papéis de corretoras e da Japan Airlines. O índice Nikkei 225 caiu 78,99 pontos (-0,51%), depois da alta de 245,20 pontos na segunda-feira.

JAL
A queda foi provocada pela forte competição entre corretoras e pela especulação sobre uma oferta de ações da Japan Airlines (JAL). Há temores de que os novos papéis da JAL possam ser recebidos friamente pelo mercado depois que o Nikko Citigroup deixou o grupo que dará fiança ao negócio. Os papéis da JAL fecharam em baixa de 2,5%. Além disso, o mercado deve se manter relutante até sexta-feira, quando acaba a reunião de dois dias de política monetária do Banco Central do Japão (BoJ).

Européias
As principais bolsas da Europa fizeram um movimento único de queda ontem, com os alertas de empresas de tecnologia nos Estados Unidos e a alta do petróleo minando as compras de ações. O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres, fechou em queda 0,67%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 1,37. Na bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 1,58%. Na bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em baixa de 1,03%. E em Madri, o índice Ibex-35 cedeu 0,98%.

Petróleo
Depois de três sessões negativas, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York, com as renovadas preocupações relacionadas ao programa nuclear do Irã atraindo os compradores de volta ao mercado, segundo traders e analistas. O Irã descartou ontem dar uma resposta imediata à oferta internacional de incentivos para suspender sua atividade nuclear, dizendo que o pacote contém ''ambiguidades'' demais.

Nymex
Os comentários de Larijani esfriaram as esperanças de que o Irã pudesse dar um sinal sobre se iria responder dentro do prazo final - até hoje - e aceitar a oferta internacional. Na Nymex, os contratos de petróleo para agosto fecharam a US$ 74,16 o barril, alta de US$ 0,55 (0,75%). Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para US$ 73,67 o barril, alta de US$ 0,78.

Com agências Estado, Folhapress e AFP

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