MERCADO FINANCEIRO
Ritmo reduzido
A Bovespa diminuiu o ritmo ontem - depois de subir ao patamar máximo de 36.992 pontos - e fechou em alta de 0,43%, aos 36.533 pontos, com giro de R$ 2,099 bilhões. O dólar comercial caiu 1,13%, vendido a R$ 2,175, apesar de o Banco Central ter realizado mais um leilão de compra de divisas à vista. O risco-país no final do dia caía 1,6%, para 243 pontos.
IBGE
Os números sobre a produção industrial brasileira divulgados de manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) animaram bastante os investidores. A produção cresceu 1,6% em maio na comparação com abril - a maior expansão desde dezembro passado, quando a alta havia sido de 2,5%. Ante maio de 2005, a alta é de 4,8%. As expectativas dos economistas era de aumentos de 0,8% e 3,5%, respectivamente.
IGP-DI
Puxado pela elevação dos preços agrícolas no atacado, o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu de 0,38% em maio para 0,67% em junho, maior taxa desde março de 2005 (0,99%), segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Atacado
Pressionado por aumentos de produtos agrícolas (1,66%) - como cana-de-açúcar (8,57%) e arroz (11,59%) -, o IPA (Índice de Preços por Atacado) teve alta de 1,06% em junho, a maior também desde março de 2005 (1,14%). Os preços no atacado haviam subido menos em maio - 0,46%. Os produtos industriais ajudaram a puxar o IPA, com alta de 0,88% em junho. Em maio, a variação havia sido de 0,67%. Um dos destaques foi o reajuste de 13,10% do ferro gusa, matéria-prima do aço.
Contramão
Na contramão do atacado, o varejo segue em deflação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,40% em junho, contra retração de 0,19% em maio. O índice teve, em junho, a menor variação desde agosto de 2005 (-0,44%). E confirmou a tendência apontada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na quarta-feira, que registrou deflação de 0,31% em junho apenas para a cidade de São Paulo. O IPC-DI é pesquisado em 12 capitais.
Nos EUA
Nos Estados Unidos, indicadores econômicos também foram responsáveis pela elevação da Bolsa de Nova York e da Nasdaq, cujo movimento a Bovespa seguiu de perto. Os pedidos de seguro-desemprego caíram de 315 mil para 313 mil na semana passada. E, hoje, dados sobre o mercado de trabalho norte-americano serão analisados com atenção em busca de pistas dos rumos da política monetária.
Fed
No dia 29, o Fed (federal Reserve, banco central dos EUA) aumentou a sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 5,25% ao ano, mas sinalizou que o fim do aperto monetário pode estar próximo.
Européias
O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 63,3 pontos (1,09%), em 5.890,0 pontos. Traders disseram que a alta foi liderada por ações defensivas, depois de o Banco da Inglaterra (BoE) manter sua taxa básica de juros inalterada em 4,5%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 45,15 pontos (0,92%), em 4.966,45 pontos. A alta foi atribuída ao alívio dos investidores com a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter sua taxa básica de juros inalterada em 2,75%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 69,84 pontos (1,24%), em 5.695,47 pontos. Na Bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 327 pontos (0,90%), em 36.534 pontos. Traders disseram que o mercado italiano acompanhou as altas de outras Bolsas européias e da abertura positiva em Nova York.
Asiáticas
A tensão geopolítica com a Coréia do Norte, que realizou ontem testes com mísseis, levou a Bolsa de Seul (Coréia do Sul) para o terreno negativo. O índice Kospi encerrou o dia em baixa de 1,2%, completando quatro dias seguido em queda. A Bolsa de Manila caiu, com o índice PSE Composto cedendo 1,52%. Em Taiwan, o índice Taiwan Weighted encerrou o dia praticamente estável (-0,01%), a 6.659.07 pontos. O índice Xangai Composto, da Bolsa da China, subiu 1,33% com compras de pechinchas entre as blue chips locais.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo ontem, com realização de lucros diante de preocupações com as perspectivas para os mercados acionários, acentuadas pelos testes de lançamento de mísseis feitos pela Coréia do Norte. O índice Nikkei caiu para nível inferior à média de oscilação dos últimos seis meses, considerado por alguns como suporte. As ações dos segmentos imobiliário e de crédito ao consumidor lideraram o movimento de baixa. No fim do dia, o índice Nikkei registrava queda de 202,54 pontos (-1,3%), em 15.321,40 pontos.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam com uma ligeira queda nesta quinta-feira, abaixo do seu nível da véspera, depois da divulgação de dados animadores sobre os estoques de gasolina americanos, mas o mercado continua preocupado com a demanda e as tensões geopolíticas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet cru'' perdeu 5 centavos para fechar em US$ 75,14.
Recorde
Na quarta-feira, os preços haviam atingido em Nova Iorque um novo recorde, chegando a US$ 75,40 durante a sessão e fechando a US$ 75,19, também um recorde. Hoje, depois da publicação dos estoques semanais americanos, os preços recuaram em função de uma alta inesperada dos estoques de gasolina americanos, antes de subirem para se aproximarem de seu recorde da véspera. O departamento americano de Energia (DoE) também registrou um recuo maior do que o esperado dos estoques de petróleo bruto na última semana nos Estados Unidos.
Com agências





