Telefones
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou ontem reajuste negativo para as tarifas da telefonia fixa local. Os índices são diferentes para cada companhia, mas a queda não será superior a 0,5134%. As contas da Telefônica terão queda de 0,3759%; da Brasil Telecom, redução de 0,4222%; da CTBC, 0,4009%; e da Sercomtel, 0,3759%. Os índices terão validade para todos os itens da cesta de serviços: habilitação, assinatura e pulso. Os cartões para uso em telefones públicos terão redução de 0,43% no preço.


Fuga de investimentos
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou uma fuga recorde de investimentos estrangeiros em junho com a migração de recursos de países emergentes para ativos de menor risco. Segundo balanço divulgado ontem pela Bolsa, o saldo dos investimentos estrangeiros ficou negativo em R$ 2,260 bilhões no mês passado. Os estrangeiros venderam R$ 18,795 bilhões em ações e compraram R$ 16,535 bilhões.

Saldo negativo
Trata-se da maior fuga de recursos em um único mês desde ao menos março de 1993, quando a Bovespa começou a contabilizar os dados. A maior fuga registrada em um único mês havia ocorrido em abril de 2005, com a saída de R$ 1,9 bilhão. Com o resultado de junho, o saldo no acumulado neste ano ficou negativo pelo primeiro mês, com a saída de R$ 550 milhões em capital externo.

Mau humor
Azedou o humor dos investidores estrangeiros no mês passado o temor de que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) continuasse a elevar sua taxa básica de juros. O aumento leva a uma rentabilidade maior de aplicações nos EUA e gera a fuga de capitais de países emergentes como o Brasil.

Mudança de tom
O Fed só sinalizou que o ciclo de aumento nos juros pode ser interrompido no final do mês passado, quando mudou o tom e passou a enxergar menor risco para a inflação nos EUA. Por esse motivo, a fuga de recursos do Brasil esteve concentrada no começo do mês. Entre 1 e 20 de junho, deixaram a Bovespa R$ 2,29 bilhões, mais do que em todo o mês passado.

Arcelor
Depois de uma suspensão de quatro pregões, as ações ordinárias da siderúrgica Arcelor Brasil voltaram ontem a ser negociadas na Bovespa. A autorização foi dada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a qual ressalta, entretanto, que persiste a carência de informações sobre as consequências para os minoritários da compra da sua controladora, a européia Arcelor, pela Mittal Steel.

Comunicado
''Sem dúvida a suspensão dos negócios e a cobertura jornalística do fato deram notoriedade ao problema informacional relativo à ocorrência, ou não, no futuro, de uma oferta pública aos titulares de ações ordinárias de Arcelor (e de Acesita S/A), reduzindo a possibilidade de investidores negociarem sem a clara percepção do problema existente'', diz a autarquia em comunicado, acrescentando que a suspensão por período indeterminado poderia causar dano igual ou superior àquele que a medida buscava evitar.

Oferta
Quando em janeiro a Mittal fez a primeira proposta pela Arcelor, mencionou que seria realizada uma oferta pública de compra das ações da Arcelor Brasil. Entretanto, como precisou aumentar sua oferta, disse que os termos do acordo -que, fechado em 25 de junho, criou o maior grupo siderúrgico do mundo - seriam revistos, o que inclui a aquisição de papéis dos minoritários da subsidiária brasileira. São as dúvidas a respeito dessa oferta que ainda existem.

Esclarecimento
Em nota de esclarecimento enviada à Bolsa, a Arcelor Brasil diz que a Arcelor e a Mittal entendem que a negociação não significa exatamente uma aquisição do controle da primeira pela segunda, e por isso não haveria a obrigação de realização de uma oferta pública para compra das ações dos minoritários. ''As partes continuarão a manter os acionistas da Arcelor Brasil e da Acesita e o mercado devidamente informados do andamento da oferta revisada'', diz o comunicado.

Petróleo
As cotações do petróleo permaneceram estáveis ontem em Nova Iorque, ligeiramente acima dos US$ 74 em um mercado preocupado com o lançamento de mísseis norte-coranos e as tensões no Irã. Na Bolsa Mercantil de Nova Iorque (Nymex), o barril de cru ''light sweet'' para entrega em agosto subiu 12 centavos, a US$ 74,05. O mercado nova-iorquino esteve fechado na segunda e terça-feira devido ao ferido da independência dos Estados Unidos.

Wall Street
A Bolsa de Nova York abriu em queda ontem, com índice Dow Jones perdendo 0,42% e o Nasdaq 0,75%. No Brasil, às 15 horas, o dólar comercial operava em alta de 1,10%, cotado a R$ 2,194. No mesmo horário, a Bovespa caía 2,04%.

Européias
As bolsas da Europa fecharam em baixa, com as perdas motivadas pelos testes de mísseis da Coréia do Norte se avolumando com a renovação das tensões sobre o rumo da taxa de juros nos EUA, após a divulgação de um levantamento com previsão para as vags criadas em junho pelas empresas norte-americanas.

Recuos
Em Londres, o FTSE-100 fechou em baixa de 0,97%. Em Paris, o CAC-40 recuou 1,26%. Em Frankfurt, o Xetra-DAX perdeu 1,80%, com os investidores citando a expectativa em torno dos comentários que o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, deve fazer hoje, após a autoridade monetária da zona do euro divulgar sua decisão sobre a taxa de juros na região.


Com agências

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