Dia de oscilação
O dólar comercial teve uma dia de bastante oscilação. Variou da mínima de R$ 2,225 à máxima de R$ 2,24 e terminou o expediente em alta de 0,26%, vendido a R$ 2,238. No final da tarde, o risco Brasil tinha alta de 2,7%, aos 266 pontos, e a Bovespa recuava 0,62%, para 34.415 pontos. ''O movimento do dólar foi ao sabor do fluxo, das entradas e saídas de recursos do mercado'', afirma Johnildo Tavares, operador da corretora Levycam. ''Na verdade, o dia foi de marasmo no câmbio, com um volume muito pequeno de negócios.''

Cautela
Os investidores ficaram bastante cautelosos. Primeiro, por causa do jogo do Brasil contra Gana pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo-2006, que encurtou a sessão - as transações foram interrompidas das 11h30 às 14h30. Depois, devido à expectativa sobre a decisão do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) sobre os juros norte-americanos, que sai amanhã. A aposta da maior parte do mercado é de uma elevação de 0,25 ponto percentual, da taxa, para 5,25% ao ano, no que seria a 17 elevação consecutiva.


Ações do BB
O Banco do Brasil vai vender em oferta pública 45.441.459 ações ordinárias ao preço de R$ 43,50 cada, segundo o prospecto definitivo divulgado ontem pela instituição. Com a operação, o banco deve arrecadar R$ 1,976 bilhão. As ações, que pertenciam ao BNDESPar (empresa que reúne os ativos do BNDES), à tesouraria do próprio BB e à Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB), começam a ser negociadas hoje na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Cotações
O preço da ação foi definido durante procedimento de bookbuilding (coleta de ofertas) encerrado segunda-feira, e ficou bem abaixo das últimas cotações do papel na Bovespa. Na segunda, a ação ordinária do banco fechou a R$ 45,90.

Queda
No dia 5 de junho, quando o BB iniciou a oferta de 5,6% de suas ações, o papel valia R$ 58. Neste ano, a cotação máxima atingiu R$ 67,21. Se tivesse sido vendida por esse valor, o banco poderia levantar R$ 3 bilhões com a oferta, ou cerca de 50% a mais do que foi obtido. O papel, entretanto, recuou bastante nas últimas semanas em razão das turbulências externas, que levaram a especulações sobre o próprio sucesso da oferta.

Greve
As vendas de títulos públicos por meio do Tesouro Direto estão suspensas por tempo indeterminado devido à greve dos funcionários do Tesouro Nacional, que começou na última sexta-feira. No entanto, as operações de recompra de títulos que tradicionalmente ocorrem às quartas-feiras estão mantidas. Segundo a assessoria de imprensa do Tesouro, os funcionários parados pedem reajuste salarial e há expectativa de que retornem ao trabalho ainda nesta semana.

Cancelamento
Foram canceladas ainda a segunda volta da primeira etapa e a segunda etapa do leilão tradicional de venda de NTN-B (Notas do Tesouro Nacional série B) -títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)- de hoje. Dos leilões de resgate antecipado de títulos, será realizada apenas a compra de NTN-B marcada para a mesma data, tendo sido cancelado o de cupons desse título.

Tesouro Direto
Sistema criado em 2002, pelo Tesouro Direto investidores pessoa física podem adquirir títulos públicos pela internet, aplicando a partir de aproximadamente R$ 200,00. As recompras semanais garantem resgates semanais dos recursos antes do vencimento -os títulos são vendidos de volta para o Tesouro pelo preço do mercado onde eles são negociados. O imposto de renda só é cobrado no momento de venda ou vencimento do título.

Na Europa
As bolsas européias fecharam em baixa, com investidores cautelosos diante da expectativa com a reunião do Fomc. O índice FT-100, da bolsa de valores de Londres, fechou em baixa de 0,5%, o Xetra-DAX, de Frankfurt, caiu 1%; e o CAC-40, de Paris, recuou 0,6%. As ações de companhias petrolíferas foram beneficiadas pelos ganhos do petróleo.

Arcelor
As ações da Arcelor subiram 5,6% em Paris, com especulações de que a companhia russa Severstal poderá apresentar uma oferta melhor pela companhia, na esteira do acordo atingido no final de semana pela direção da Arcelor com a Mittal para sua aquisição por mais de US$ 33 bilhões. O acordo tem ainda de ser aprovado pelos acionistas.

Nos EUA
As Bolsas americanas operavam em baixa ontem, com a espera dos investidores pela decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano) sobre sua taxa de juros, amanhã. Às 13h40 (em Brasília), a Bolsa de Valores de Nova York registrava queda, com perdas nos índices Dow Jones 30 Industrials (0,89%, 10.946 pontos) e S&P 500 (0,64%, 1.242 pontos). A Bolsa eletrônica Nasdaq perdia 1,18% e caía para 2.108 pontos.

Tensão
A tensão causada pela espera - mais pelo comunicado a ser divulgado após a reunião de política monetária do banco que pela própria decisão sobre juros - tirou ânimo dos negócios. Um aumento de mais 0,25 ponto percentual na taxa atual (5% ao ano) já é dado como certo pelos analistas; já no comunicado os investidores irão procurar sinais que indiquem qual será a evolução do ciclo de altas de juros no país, iniciado há quase dois anos.

Petróleo
Também pesa sobre o mercado de ações a alta do petróleo, que voltou a passar dos US$ 72 ontem, com sinais de dificuldades de suprir o mercado americano de gasolina adequadamente na temporada de verão e declarações de membros do governo iraniano de possíveis restrições ao fornecimento de petróleo ao comércio mundial, caso o país sofra sanções devido ao seu programa nuclear.


Com agências internacionais

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