Semana de espera
O encontro do comitê do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), na quinta-feira, será o principal evento da semana. A expectativa com a reunião deverá manter os mercados voláteis, sem clara tendência. Convencido de que na reunião sairá novo aumento de 0,25 ponto porcentual no juro básico americano, que subiria de 5% ao ano para 5,25%, o mercado financeiro tem como foco o comunicado que se seguirá à decisão do Fed.


Especulações
''As especulações nos mercados nos próximos dias serão sobre o teor do comunicado que acompanha a decisão do Fed'', avalia Newton Rosa, economista da SulAmérica Investimentos. ''O interesse é saber se ele dará algum sinal sobre a continuidade ou não da alta dos juros'', comenta. ''A interrogação é se o Fed vai indicar que há risco de aceleração da inflação.''

Outros
Isso não significa que a reunião do Fed será a única fonte de volatilidade na semana. Vários indicadores a serem divulgados nos EUA nos próximos dias poderão influenciar o comportamento dos investidores, mas o dado mais importante, de acordo com os analistas será o PCE-Core de maio, na sexta. Trata-se do deflator de gastos pessoais em que o destaque será o comportamento do núcleo.A estimativa é que o núcleo do PCE apresente variação de 0,2%, a mesma de abril.


PIB
Outro dado importante, que será conhecido na quinta-feira, é o PIB dos EUA do primeiro trimestre em sua versão final, depois das revisões. A expectativa é que a economia americana apresente uma taxa de expansão de 5,6% anualizada no primeiro trimestre, superior à de 5,3% apontada pela última revisão. Newton Rosa diz, contudo, que os dados mais recentes indicam uma desaceleração na margem da economia dos EUA, possivelmente como efeito dos seguidos aumentos dos juros.

Cenário interno
Internamente, o foco dos mercados serão os indicadores de inflação e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), dia 29, para definir as metas de inflação para 2007 e 2008. O IGP-M de junho, estimado em 0,60%, acima, portanto do de 0,38% de maio, será conhecido na quinta.

Selic
As projeções de mercado para a taxa de juros em julho continuaram estáveis em 14,75% em pesquisa semanal do Banco Central (BC) divulgada ontem. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em 0,50 ponto porcentual na reunião dos dias 18 e 19 de julho.

Estáveis
Para o final do ano, as previsões de juros também continuaram estáveis em 14,50% pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em 14,25% ao ano. As expectativas de taxa média de juros para este ano também não mudaram e prosseguiram em 15,38% pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,34% ao ano.

Índices
Bolsa de Nova York abriu em alta ontem, com o índice Dow Jones ganhando 0,30% e o Nasdaq 0,40%. No Brasil, às 14 horas, o dólar comercial operava em baixa de 0,17%, cotado a R$ 2,225. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subia 0,15%.


Na Europa
A Bolsa de Londres fechou ontem em baixa, com o índice Footsie-100 perdendo 10,9 pontos, a 5.681,2 unidades. A Bolsa de Paris também registrou queda, com o índice CAC 40 perdendo 0,34% a 4.801,49 pontos. O índice Dax da Bolsa de Frankfurt também fechou em baixa de 0,27%, a 5.514,63 pontos.

Petróleo
O petróleo operava em leve baixa nesta segunda-feira em Nova Iorque, mas continuam acima dos US$ 70, pela persistência das preocupações geopolíticas no Irã e a forte demanda de gasolina nos Estados Unidos. Às 14 horas, em Nova Iorque, o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto caía 22 centavos e era negociado a US$ 70,65.


Acordo
O grupo americano de produtos de higiene e farmacêuticos Johnson & Johnson chegou ontem a um acordo definitivo com a Pfizer para comprar sua divisão de produtos de consumo sem receita médica no valor de US$ 16,6 bilhões. Essa divisão alcançou em 2005 um volume de negócios de US$ 3,9 bilhões. Incluie marcas como Listerine (antissépticp bucal), Visine (colírio), Sudafed (antigripal) e pastilhas Nicorette antibaco.

Tóquio
As ações fecharam em queda em Tóquio, com compras de papéis relacionados à atividade econômica doméstica. O índice Nikkei registrava alta de 28,36 pontos (0,2%) no final do dia, em 15.152,40 pontos. Entre tais ações estavam de instituições bancárias, como Mitsubishi UFJ (+1,3%) e da Sumitomo Mitsui Financial Group (+0,9%). No setor imobiliário, as ações da Mitsubishi Estate ganharam 2,8%. As ações das siderúrgicas foram impulsionadas pelo fechamento de acordo entre a Mittal e a Arcelor, o qual alimentou expectativa de outras negociações na indústria.

Mittal-Arcelor
Depois de cinco meses de disputa, o conselho da Arcelor SA recomendou no domingo a oferta revisada da Mittal Steel Co. para adquirir a companhia. Em comunicado, a Arcelor informou que seu conselho de administração recomendou a proposta de 40,40 euros por ação (em dinheiro e ações) da Mittal. O preço avalia a Arcelor em 26,8 bilhões de euros, com prêmio de 3,3 bilhões de euros em relação à oferta anterior da Mittal, que representava 23,5 bilhões de euros com base no fechamento de sexta-feira.

Das agências Estado e Folhapress

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