MERCADO FINANCEIRO
Arrecadação
A arrecadação de tributos e contribuições federais somou R$ 28,72 bilhões em maio, um crescimento real - já descontada a inflação - de 2,82%, segundo informou ontem a Receita Federal. O valor é recorde para o mês de maio. O maior crescimento na arrecadação foi registrado no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) de entidades financeiras, de 39,97%, para R$ 610 milhões. Esse aumento ocorreu por conta de algumas dessas entidades terem voltado a pagar de forma regular o imposto, já que em 2005 estavam com alguma demanda judicial relativa ao IRPJ.
IRPJ
Em volume, os impostos mais representativos no mês de maio foram o Imposto de Renda cobrado das empresas (exceto entidades financeiras) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com arrecadação de R$ 3 bilhões e R$ 6,983 bilhões, respectivamente.
Acumulada
Nos primeiros cinco meses do ano, a arrecadação chegou a R$ 154,344 bilhões. Corrigida pela inflação, o valor chega a R$ 155,065 bilhões, um aumento real de 2,7%.
IGP-M
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,56% na segunda prévia de junho, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês anterior, na mesma base de comparação, a variação havia sido de 0,34%. Os preços no atacado e na construção civil comandaram a aceleração. O Índice de Preços por Atacado (IPA) variou 0,74% na segunda medição de junho, ante 0,38%, no mesmo período de maio.
Matérias-primas
O índice de Matérias-Primas Brutas apresentou acréscimo em sua taxa de variação, que se elevou de 0,70%, em maio, para 1,60%, em junho. As maiores contribuições partiram de: soja (em grão) (0,69% para 5,58%), laranja (-19,38% para -17,13%) e arroz (em casca) (-1,96% para 2,44%). Apresentaram decréscimos em suas taxas, entre outros, os itens: bovinos (0,92% para -1,74%), tomate (8,60% para -12,40%) e suínos (6,24% para -2,92%).
Intermediários
Entre os Bens Intermediários, que teve sua taxa elevada de 0,85% em maio para 1,35%, em junho, o principal destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura. Só esse item teve a taxa acelerada de 0,61% para 1,52%. Em sentido inverso, os Bens Finais registraram variação de -0,76%, ante -0,51%, no mês anterior, com destaque para a desaceleração do subgrupo legumes e frutas.
INCC
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,53% em maio para 1,81%, em junho. A maior contribuição para o avanço partiu do índice referente à Mão-de-Obra, que saltou para 3,16%. No mês anterior, esse grupo apresentou variação de 0,65%
Consumidor
Já os preços para o consumidor retrocederam. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de -0,38%, na segunda prévia de junho, ante 0,18%, em igual período de maio. A maior contribuição para a redução da taxa partiu do grupo Alimentação, que recuou de -0,05% para -1,76%.
Alimentos
O movimento desta classe de despesa foi determinado pelas reduções das taxas dos itens hortaliças e legumes (0,50% para -3,64%), frutas (-2,38% para -9,06%), carnes bovinas (1,09% para -0,51%), laticínios (0,79% para -0,20%) e adoçantes (0,51% para -2,60%). O grupo Transportes apresentou a segunda maior contribuição. Os itens gasolina (0,57% para -0,86%) e álcool combustível (-5,87% para -10,70%) justificaram este movimento.
Tóquio
Os ganhos de quarta-feira em Wall Street foram mais que suficientes para desfazer as perdas de três sessões na Bolsa de Tóquio, as quais as ações japonesas tinham acumulando desde a segunda-feira. Ontem, graças a alta de quase 1% dos principais índices acionários norte-americanos, o Nikkei somou mais de 3% e terminou o dia acima dos 15 mil pontos pela primeira vez desde 7 de junho. O ganho em pontos do índice foi o maior em cinco meses. As ações de tecnologia foram as mais beneficiadas.
Destaques
Canon fechou em alta de 3,6% e Tokyo Electron saltou 5,9%. As ações da Sony terminaram em alta de 3,6%. O índice Nikkei somava 491,43 pontos (3,4%) no final do dia, a 15.135,69 pontos. Foi a maior alta em pontos desde 27 de janeiro. Nos últimos três dias, o Nikkei havia perdido 235,08 pontos.
Petróleo
O preço do petróleo experimentava uma leve alta ontem, na Ásia, após a decepção causada pelo anúncio das reservas de gasolina nos EUA, avaliaram corretores locais. Às 2h30 GMT (23h30 de Brasília), o barril do tipo ''light sweet crude'' para entrega em agosto subia 4 centavos, a US$ 70,37, contra os US$ 70,33 registrados na noite de quarta, em Nova Iorque. As reservas de gasolina nos Estados Unidos aumentaram em 300.000 barris, quando os analistas esperavam pelo menos 1,5 milhão de barris.
Petrobras
A Petrobras informou ontem que a partir de 1º de julho deixará de operar na atividade de distribuição de combustíveis na Bolívia. De acordo com comunicado da empresa, a estatal deixará de operar no segmento de distribuição atacadista de Gasolina Especial, Premium e Óleo Diesel naquele país ''por força da disposição governamental que concedeu à YPFB a exclusividade neste segmento. A empresa esclarece que garantirá a entrega normal de combustíveis aos postos de gasolina até o dia 30 de junho'', segundo o informe.
Brasil
Às 14 horas, o dólar comercial operava em alta de 0,31%, vendido a R$ 2,240 e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caía 0,26%.





