Volatilidade
A volatilidade dos mercados registrada entre o final de maio e junho afetaram o fluxo de investimentos diretos no País, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Por conta desse quadro de oscilação, neste mês, até o dia 21, apenas US$ 300 milhões em investimentos estrangeiros ingressaram no país e a previsão é que eles cheguem a US$ 500 milhões. Bem abaixo do registrado em maio, que foi de U$ 1,576 bilhão.

Dias ruins
De acordo com Lopes, os primeiros dias do mês foram piores e aos poucos estão subindo. Ele acredita que em algum momento de julho eles voltarão ao normal, já que no momento os investidores preferem avaliar o atual quadro. ''Nós não esperamos que esse quadro de alta volatilidade permaneça por muito tempo'', disse. Tanto que não foi mantida em US$ 18 bilhões a previsão para investimentos diretos no ano.

Rolagem
A volatilidade também afetou a taxa de rolagem do país (setor público e privado), que em junho até o dia 21 está em 24%, contra 172% em maio e 296% no ano (janeiro a maio). Quando a taxa está acima de 100%, no caso do governo, significa que além do alongamento da dívida, há a emissão de mais títulos.

Reservas
O programa de recomposição de reservas do BC também foi afetado. Neste mês, não foram comprados dólares para as reservas internacionais, que ontem estavam em US$ 62,515 bilhões. As compras em maio somaram US$ 4,355 e no ano chegam a US$ 14,454 bilhões. Já a recompra de títulos da dívida externa que vencem até 2010 está em US$ 5,096 bilhões nos primeiros cinco meses do ano, sendo que US$ 4,366 bilhões são referentes ao principal da dívida.

Dólar e Bolsa
Às 15h30, o dólar comercial operava em baixa de 0,40%, cotado a R$ 2,237. E a Bolsa de Valores de São Paulo subia 2,47%.

Transações
A conta de transações correntes, que representa as principais operações financeiros do País com o exterior na área comercial, de serviços e transferência de rendas, registrou em maio um superávit de US$ 475 milhões, contra US$ 241 milhões no mês anterior e US$ 597 milhões no mesmo mês de 2005. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central.

Saldos
Os superávits da balança comercial, de US$ 3,027 bilhões, e da conta de transferência unilaterais, de US$ 402 milhões, foram suficientes para cobrir o saldo negativo da conta de serviços e renda, que ficou negativo em US$ 2,954 bilhões.

Pagamentos
Já o balanço de pagamentos, que reflete as movimentações de recursos feitas com o exterior, encerrou o mês passado com um saldo positivo de US$ 6,769 bilhões, contra US$ 178 milhões em maio do ano passado. O balanço inclui o resultado das transações correntes mais a conta capital e financeira (que representam as operações financeiras do país com o exterior) e o ingresso de investimentos estrangeiros. Os investimentos estrangeiros no país somaram US$ 1,576 bilhão.

Acumulado
No ano, a conta de transações correntes acumula um superávit de US$ 2,506 bilhões até maio, uma queda de 36,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o saldo estava positivo em US$ 3,973 bilhões. Já os investimentos estrangeiros somam US$ 6,324 bilhões nos cinco primeiros meses do ano. A previsão do BC para o ano é que a entrada desses recursos chegue a US$ 18 bilhões.

Superávit
O balanço de pagamentos está com um superávit de US$ 8,774 bilhões, contra US$ 10,063 bilhões no mesmo período do ano passado, uma queda de 12,8%.
Em relação à dívida externa, o valor estimado para maio é de US$ 161 bilhões, uma queda de US$ 6 bilhões em relação à posição de março.


Na Europa
As principais bolsas européias apagaram as perdas do início do dia e fecharam em alta, após uma sessão marcada pela liquidez reduzida. A exemplo de terça-feira, o rally de Wall Street foi fator decisivo na virada do dia, embora notícias corporativas de empresas locais, como as da Philips Electronics e da varejista Hennes & Mauritz, também tenham ajudado na guinada. As ações da Arcelor também se destacaram no dia, após terem sido suspensas nos mercados europeus em que são negociadas por causa das incertezas em torno do posicionamento da companhia, disputada pela Mittal.

Índices
A Bolsa de Londres fechou nesta quarta-feira em alta, com o índice Footsie-100 ganhando 6,80 pontos, a 5.665 unidades. A Bolsa de Paris registrou alta, com índice CAC 40 ganhando 0,09% a 4.774,73 pontos. E o índice Dax da Bolsa de Frankfurt também registrou alta, de 0,18%, a 5.503,41 pontos.

Petróleo
Os preços do petróleo abriram estáveis ontem, em Nova Iorque, à espera do informe sobre as reservas americanas, o que tranquilizaria a oferta sobre a gasolina, embora o mercado se mantenha atento à questão do conflito sobre o programa nuclear iraniano. O barril de ''light sweet crude'' para entrega em agosto (novo contrato) caía 4 centavos a US$ 69,30. Os analistas esperam uma alta dos estoques de gasolina pela oitava semana consecutiva, de 1,5 milhão de barris.

Das agências Estado, Folhapress e France Presse

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