Selic
As projeções de mercado para a taxa de juros em julho continuaram estáveis em 14,75% em pesquisa semanal do Banco Central divulgada ontem. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em 0,50 ponto porcentual na reunião dos dias 18 e 19 de julho. Para o final do ano, as previsões de juros também não mudaram e prosseguiram em 14,50% ao ano. Há quatro semanas, estas estimativas estavam em 14,25% ao ano.

Taxa média
As projeções de taxa média de juros para este ano também não mudaram e prosseguiram em 15,38% ao ano pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,28% ao ano. Para o fim de 2007, as expectativas de taxa de juros continuaram estáveis em 13% ao ano pela 13º semana seguida. As estimativas de taxa média de juros para o próximo ano, em contrapartida, subiram de 13,50% para 13,55%. O aumento interrompeu uma sequência de oito semanas seguidas de estabilidade destas previsões em 13,50% ao ano.


Dólar
A cotação do dólar norte-americano em relação ao real deve encerrar o ano em R$ 2,24 e, não mais, a R$ 2,20, como os analistas de mercado sustentavam há três meses. É o que revela o boletim Focus. De modo geral, na visão dos anaistas ouvidos pelo Banco Central, os indicadores econômicos estão estáveis, com exceção da redução da estimativa de crescimento da produção industrial para este ano, cuja previsão era de 4,28% e caiu para 4,25%.


PIB e dívida
Mas o boletim Focus manteve a projeção de 3,6% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - soma das riquezas produzidas no país - e continua a prever que a dívida líquida do setor público será equivalente a 50,5% do PIB no final do ano.


Balança
A pesquisa do Banco Central manteve as projeções de US$ 40 bilhões para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) e de US$ 9 bilhões para o saldo de conta corrente, que abrange todas as transações comerciais e financeiras com o exterior. Revela, ainda, que o total de investimentos estrangeiro direto no setor produtivo será mesmo de US$ 15,50 bilhões.


Inflação
Os analistas de mercado voltaram a reduzir as expectativas para a inflação deste ano. Levantamento realizado pelo Banco Central na sexta-feira e divulgado ontem mostra que eles já acreditam em um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2006 de 4,17% e, não mais, de 4,22%, como registrado no boletim Focus da semana passada.

IPCA
Índice que baliza as correções oficiais, o IPCA do mês deve baixar da previsão anterior de 0,20% e ficar em torno de 0,15%. Foi reduzida também, de 4,26% para 4,23%, a projeção de inflação para os próximos 12 meses, embora seja de alta a estimativa de inflação para o mês que vem, devendo ficar em torno de 0,35%.

Administrados
O boletim Focus manteve também a projeção de 4,5% - em linha com a meta oficial de inflação - para o reajuste acumulado dos preços administrados por contrato, ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, água, educação, medicamentos, transporte urbano e outros). E o mesmo índice deve se repetir em 2007.

Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) revela que o comportamento de preços na capital paulista continua em baixa. Por isso, manteve a previsão de 3,04% para a inflação anual.

Atacado
Ao contrário do varejo, porém, os preços estão em alta no mercado atacadista há duas semanas. O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) aumentou de 3,25% para 3,28%, e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) passou de 3,15% para 3,24% nas previsões dos economistas da iniciativa privada. 19/06/2006

Na Europa
As principais Bolsas européias fecharam em alta ontem. O setor de destaque foi o de tecnologia, que reagiu ao anúncio de um acordo para a fusão entre as unidades de equipamentos de telefonia da finlandesa Nokia e da alemã Siemens; a nova empresa deverá ter tamanho equivalente ao da rival sueca Ericsson e ao da companhia que surgirá da fusão entre a norte-americana Lucent Technologies e a francesa Alcatel. A abertura em baixa das Bolsas norte-americanas, porém, levou os mercados europeus a recuaram das máximas do dia.

Máximas
Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 28,7 pontos (0,51%), em 5.626,1 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 34,13 pontos (0,73%), em 4.729,02 pontos. E na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em alta de 63,22 pontos (1,18%), em 5.439,23 pontos. As ações da Siemens subiram 6,65%, em reação ao anúncio da aliança com a Nokia. As da Volkswagen avançaram 1,40%, depois do anúncio de que a produção do modelo Scirocco poderá ser transferida para Portugal.

Das agências

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