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Dia nervoso
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem com alta moderada de 0,49%, depois de três dias seguidos de queda. A recuperação ocorreu principalmente no período da tarde. O dólar comercial subiu 1,38% e terminou o dia em R$ 2,272. Ao longo do dia, a Bolsa chegou a cair 2,56%. Apesar da recuperação na Bolsa paulista, o dia ainda foi de nervosismo no mercado interno e mundial, por causa da preocupação com as taxas de juros e o crescimento da economia global. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve leve valorização de 0,08%, após cair 1,6%. A Bolsa eletrônica Nasdaq não conseguiu se recuperar e fechou com baixa de 0,32%.
BC Europeu
Ontem, o Banco Central Europeu elevou o juro em 0,25 ponto percentual, para 2,75% ao ano, evidenciando preocupação com a inflação. O temor de alta de preços e desaceleração da economia global é que tem provocado nervosismo no mercado financeiro. No dia 10 de maio, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) aumentou em 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano. Foi a 16 elevação consecutiva, e os investidores esperavam uma sinalização do fim do ciclo de altas, que não veio.
Turbulências
A autoridade monetária afirmou que seus próximos passos serão guiados pelos indicadores econômicos, mas os índices que saíram mais confundiram do que esclareceram. Da mesma forma, as declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, contribuíram para as turbulências. Hoje, ele volta a falar em público, discursando no Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Riscos
Quando os juros nos EUA sobem, os grandes investidores internacionais abandonam suas aplicações em mercados como o brasileiro para buscar menores riscos - os treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) estão entre os destinos preferenciais desses recursos. Além disso, quando a economia está desaquecida, os ganhos das empresas também são menores, e essa perspectiva desanima os investidores nas Bolsas de Valores - é mais um motivo para eles buscarem os bônus dos EUA.
Copom
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada nos dias 30 e 31 de maio, foi divulgada ontem e também contribuiu para a baixa da Bovespa. No documento, o comitê manifesta preocupação com a recente volatilidade apresentada pelo mercado externo e fala que parte do efeito dos últimos cortes da Selic ainda não refletiram na economia e que agirá com mais parcimônia a partir de agora.
Divisão
Os investidores se mostram divididos a respeito da expectativa para a Selic: parte dos investidores entende que haverá uma pausa na redução da taxa básica de juros da economia brasileira e outra parte acha que ainda há espaço para baixas. ''Mesmo diante das sinalizações dúbias dadas pelo colegiado quanto aos próximos passos da política monetária, nossa expectativa é de que a taxa de juros seja reduzida novamente na reunião que ocorrer dia 19 de julho'', diz a Austin Rating em relatório.
Ações
Documento preparado pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) mostra que o número de empresas que abriram capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aumentou consideravelmente desde 2004. O valor financeiro dessas transações também foi crescente. Em pouco mais de dois anos, os lançamentos de ações (Inicial Public Offerings - IPOs) somaram R$ 17,9 bilhões. Os investidores estrangeiros adquiriram, em média, 54,4% das ações oferecidas em IPOs em 2004. Esse porcentual chegou a 75,4% nos quatro primeiros meses deste ano.
Valorização
Em média, os papéis envolvidos nessas ofertas primárias de ações se valorizaram desde o seu lançamento até 1º de junho a uma taxa equivalente de 95% ao ano, contra uma variação de 17,18% ao ano da taxa de juros CDI e de 24,6% do Ibovespa. Essa maior participação estrangeira também se traduziu em maior entrada de dólares no País (US$ 2,7 bilhões em 2005 e US$ 2,1 bilhões nos quatro primeiros meses de 2006), beneficiando o balanço de pagamentos.
Preços
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio desacelerou para 0,10%, ante taxa de 0,21% em abril. Nos cinco primeiros meses do ano, o índice acumula 1,75%, taxa de aumento de preços bem inferior aos 3,18% de igual período do ano passado. Os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que o resultado representa o menor acumulado do ano. A taxa de 4,23% acumulada nos últimos 12 meses é a menor desde a apurada em junho de 1999 (3,32%).
Álcool
Segundo análise do IBGE a desaceleração da taxa de maio foi influenciada principalmente pela redução de 11,06% do preço do litro do álcool combustível, que contribuiu negativamente no índice em 0,16 ponto porcentual. O produto vinha subindo desde julho do ano passado e chegou a atingir alta de 12,85% em março deste ano. De acordo com o instituto, para junho a expectativa é de taxas mais baixas já que o preço do álcool deve continuar em queda.
Anunciantes
A Casas Bahia permanece na liderança dos investimentos em mídia no País, mas a diferença para o segundo colocado é cada vez maior: superior a 300% em relação à Unilever. No ranking Agências & Anunciantes, divulgado nesta semana pela Editora Meio & Mensagem, outro dado chama atenção em relação à rede varejista. A verba de publicidade da Casas Bahia em 2005 - R$ 1,027 bilhão - é apenas 30% inferior ao montante aplicado pelas nove empresas que com ela compõem o grupo dos 10 maiores anunciantes do país. O ranking é feito a partir da combinação das informações do Ibope Monitor com os dados do Projeto Inter-Meios, da própria editora, referente ao exercício de 2005.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em leve baixa nesta quinta-feira, depois do anúncio da morte do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarqawi, mas o caso iraniano ainda preocupa os operadores. Em Nova Iorque, o barril de ''light sweet'' para entrega em julho caiu abaixo dos US$ 70 durante o pregão, mas fechou a US$ 70,35 dólares, com perda de 47 centavos.
Da Redação com agências





