MERCADO FINANCEIRO
SOBE
PIB
DESCE
Petróleo
Bolsas
Projeções
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento, aumentou a sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 3,4% para 3,8%. O aumento vem principalmente dos investimentos (formação bruta de capital fixo), cuja expansão foi revisada de 5,8% para 7,8%. Também reflete a expansão das exportações de bens e serviços cuja projeção foi alterada de 4,5% para 5,3%, enquanto as importações tiveram o crescimento revisto de 14,8% para 14,7%.
Agropecuária
O Ipea prevê, agora, que a agropecuária terá crescimento de 2,5% este ano e não mais de 3,3%, como era a estimativa anterior. A indústria, como calculada na pesquisa do PIB, deverá se expandir em 5,3% na nova estimativa. A anterior para este ano era de 4,8%. Já o setor de serviços teve a projeção aumentado de 2,5% para 2,7%. O crescimento industrial pela metodologia da pesquisa de indústria mensal do IBGE, também foi revisto para cima de 4,3% para 4,5%.
IGP-DI
O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou e registrou inflação de 0,38% em maio, segundo dados divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em abril, o indicador havia apresentado ligeira inflação de 0,02%, após dois meses seguidos de deflação.
Confirmação
O resultado do mês passado confirma as projeções do último Relatório de Mercado, divulgado pelo Banco Central. A aceleração foi impulsionada pela alta dos preços no atacado e na construção civil. Com avanço dos preços dos bens industriais, o Índice de Preços por Atacado (IPA) apresentou alta de 0,46% em maio após registrar uma variação negativa de 0,15% no mês anterior.
Destaques
Os maiores destaques ficaram por conta dos bens intermediários e as matérias-primas brutas. O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que faz parte dos bens intermediários, passou de -1,32% para 2,28%. Nas matérias-primas brutas, os destaques ficaram por conta da soja em grão (-1,70% para 2,73%), aves (-3,58% para 6,57%) e cana-de-açúcar (3,78% para 7,87%).
INCC
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) saltou de 0,36% para 1,32% entre abril e maio. Segundo a FGV, os reajustes salariais, sobretudo em Brasília, Florianópolis, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e São Paulo, foram os principais responsáveis pela alta dos preços no segmento.
Varejo
Em sentido oposto, a FGV apurou recuo nos preços do varejo. O IPC registrou -0,19% em maio após uma variação de 0,34% no mês anterior. Os segmentos Alimentação e Transportes comandaram o movimento. Só o álcool combustível registrou -12,97% em maio após 0,11% no mês anterior. Com o resultado de abril, o IGP-DI acumula alta de 0,61% no ano.
MP em risco
Uma das principais iniciativas de política econômica deste ano - a medida provisória que isentou do Imposto de Renda (IR) os ganhos de investidores estrangeiros com títulos da dívida pública - corre o risco de perder a validade. Depois de aprovação apertada na Câmara dos Deputados, a MP está parada desde o início de maio no Senado. No próximo dia 15, quinta-feira da semana que vem, a medida completará 120 dias e seus efeitos cessarão se não for aprovada.
Petróleo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) prometeu ontem à União Européia (UE) que vai continuar fazendo ''todo o possível'' para reduzir as fortes variações dos preços da commodity, indicou em Bruxelas o presidente do cartel, o nigeriano Edmund Daukoru. ''Não estamos confortáveis com o atual nível dos preços'', declarou o ministro, acrescentando que ''preços muito elevados ou muito baixos prejudicam tanto os produtores como os consumidores.''
Queda
Os preços do petróleo caíam nesta quarta-feira no mercado nova-iorquino, onde os operadores antecipavam uma nova alta das reservas de gasolina nos Estados Unidos, mas outra tomada de reféns na Nigéria limitava a queda. No início da tarde, no New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em julho perdia 60 centavos a US$ 71,90.
Ásia
A maior parte das bolsas fechou em queda na Ásia, com os mercados influenciados pelos temores de alta no juro nos EUA, os quais voltaram a prejudicar o pregão norte-americano e europeu na terça-feira. A perspectiva de o juro se manter em escalada de alta nos EUA assusta os investidores asiáticos, já que a região exporta boa parte de sua produção ao país. A Bolsa de Hong Kong fechou pressionada pelo segundo dia consecutivo, com o índice Hang Seng em baixa de 0,98%.
Tóquio
Em Tóquio, as ações caíram pelo terceiro pregão consecutivo, projetando o índice Nikkei ao menor nível em seis meses. A retração das bolsas em Wall Street ontem adicionou pessimismo a um mercado já abalado com a notícia da prisão do popular administrador de fundo Yoshiaki Murakami por informação privilegiada. O índice Nikkei terminou o dia em baixa de 288,85 pontos ou 1,9%, em 15.096,01 pontos, menor nível desde 30 de novembro do ano passado.
Das agências Estado, Folhapress e France Presse





