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Petróleo

DESCE

Dia de resistência
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) resistiu ao desânimo em Wall Street ontem e teve o terceiro pregão seguido de alta. Durante o dia, ela chegou a subir até 38.437 pontos, mas acabou fechando aos 37.942 pontos, com elevação de 0,51% e giro de R$ 2,593 bilhões, porque a queda da Bolsa de Nova York não estragou o otimismo dos investidores mas impôs certa cautela.

Destaques
Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Contax PN (10,67%), TIM Par PN (8,59%) e TIM Par ON (8,52%). As maiores baixas foram Eletropaulo PN (-2,82%), Perdigão ON (-2,47%) e Comgás PNA (-2,40%).


Emprego
Pela manhã, a informação de que nos EUA, em maio, foram criados 75 mil empregos fora do setor agrícola quando se esperava 170 mil novas vagas fez aumentar as apostas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, vai interromper o ciclo de alta dos juros. Depois de subir pela 16 vez consecutiva a taxa, em 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano, a autoridade monetária disse no mês passado que estaria atenta aos indicadores para decidir os rumos dos juros. São esses índices que estão determinando o humor do mercado.

Para entender
O temor de novas elevações tem provocado nervosismo -quando a taxa norte-americana sobe, grandes investidores internacionais abandonam suas aplicações em mercados como o brasileiro para buscar menores riscos, refugiando-se, por exemplo, nos treasuries (títulos do Tesouro norte-americano).

Preocupação
Mas, se por um lado os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA que saíram ontem dão um certo alívio quanto a pressões inflacionárias, eles também são preocupantes, por indicar o desaquecimento da maior economia mundial. Na próxima semana, a volatilidade que se observou nos últimos dias deve se repetir.

Nova Iorque
As Bolsas de Nova Iorque fecharam em baixa ontem, com o índice Dow Jones perdendo 0,11% e o Nasdaq, 0,02%. O índice mais amplo Standard and Poor's (SP 500) subiu 0,20%. No mercado obrigatório, o rendimento dos bônus do Tesouro a 10 anos baixaram para 4,994% contra 5,108% na noite de quinta-feira, e o do título a 30 anos a 5,094% contra 5,201%.

Petróleo
Os preços do petróleo voltaram a subir ontem depois de uma nova tomada de reféns na Nigéria, que aumentou os temores de perturbação da produção, e em meio ao ceticismo sobre uma eventual saída para a crise nuclear iraniana. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em julho subiu 1,99 dólar, para fechar em US$ 72,33.

Dólar
O dólar comercial terminou a sexta-feira em alta de 1,1%, vendido a R$ 2,278. Na semana, a moeda norte-americana acumula elevação de 1,56%. O risco Brasil no final da tarde avançava 3,78%, para 274 pontos. O dólar tem alternado fortes altas com fortes baixas, e a volatilidade deve continuar, por isso a recomendação dos analistas ainda é de cautela. Nos próximos dias, a previsão é de que as cotações oscilem entre R$ 2,25 e R$ 2,35.

Futuros
Na BM&F, o DI com vencimento em janeiro/08 fechou o pregão com taxa de 15,74% (15,72% quinta); DI janeiro/07, 15,09% (15,06%); e DI janeiro/09, 15,90% (16,01%).

Automóveis
As vendas de automóveis e comerciais leves nas concessionárias atingiram em maio 155,4 mil unidades, número 24,9% superior ao de abril e 14,9% maior em comparação ao mesmo período de 2005. Este é o segundo melhor desempenho histórico para o mês de maio, atrás apenas de maio de 1997, quando foram comercializadas 169 mil unidades. No acumulado do ano até maio, foram vendidas 675,1 mil veículos, com aumento de 10,1% sobre o mesmo período do ano anterior, perfazendo o quarto melhor desempenho, atrás de 1997, 1995 e 2001 Os dados foram divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Influências
O presidente da entidade, Sérgio Reze, disse que os bons números de maio foram influenciados pelo maior número de dias úteis em relação a abril, 22 contra 18. As estatísticas da Fenabrave são divulgadas desde 1992 e a atual modalidade de estudos, com base nos emplacamentos do Renavam, é utilizada desde 2001. Segundo ele, a Fenabrave mantém a estimativa de que o número de carros comercializados este ano crescerá 11% em relação a 2005. No acumulado de 2006, as vendas subiram 10%, portanto dentro das previsões.


Das agências Estado, Folhapress e France Presse

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