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Em um dia de volume de negócios reduzido por causa do feriado nos Estados Unidos - o Memorial Day, no qual se homenageia os militares norte-americanos mortos em combate -, o dólar comercial subiu ontem 1,38%, para R$ 2,274, acompanhando o risco Brasil, que no final da tarde tinha alta de 0,74%, aos 269 pontos. Às 17h03, a Bovespa recuava 1,22%, para 38.156 pontos.
Notícia ruim
Contribuiu para a alta do dólar a notícia de que o superávit acumulado pela balança comercial brasileira neste ano tem queda de 1,39% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o saldo positivo de 2006 é de US$ 15,214 bilhões, contra US$ 15,429 bilhões no mesmo período de 2005.
Bolsas
As ações fecharam em queda na Europa, devolvendo pequena parte dos ganhos da semana passada e depois de uma sessão de baixa liquidez, por causa dos feriados em Londres e em Nova York. Sem a referência do mercado norte-americano, as principais bolsas européias fecharam em baixa. Na Bolsa de Paris, o CAC 40, fechou a sessão de segunda-feira em baixa de 0,59%, O índice Dax da Bolsa de Frankfurt fechou em baixa de 0,58%.
Balança
O saldo da balança comercial na quarta semana de maio, de US$ 392 milhões, é um dos menores do ano e 9,46% inferior ao superávit da semana passada, de US$ 433 milhões. A média das exportações em maio, que na quarta semana foi de US$ 581,3 milhões, é 8,4% menor na comparação com o mês anterior. Já a média das importações (US$ 483,3 milhões na quarta semana) é 7,5% menor, agora em maio, na comparação com abril. Os números foram divulgados ontem pelo Secretaria de Comércio Exterior.
Selic
As projeções de mercado para a taxa de juro em junho ficaram estáveis em 15,25% ao ano, em pesquisa semanal do Banco Central, divulgada ontem. Essas estimativas vêm se mantendo no mesmo patamar há três semanas consecutivas. O porcentual projetado embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária venha a cortar os juros em 0,50 ponto porcentual, na reunião que se realiza hoje e amanhã. Para o final do ano, as estimativas de juros não se alteraram e permaneceram estáveis em 14,25%. Há quatro semanas essas previsões estavam em 14%.
PIB
As projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto deste ano subiram de 3,58% para 3,59%, segundo a mesma pesquisa do Banco Central. Foi a quarta elevação consecutiva destas previsões, que estavam em 3,50% há quatro semanas. Apesar da alta, o porcentual estimado ainda é inferior aos 4% esperados pelo próprio BC.
China
O Banco Mundial (Bird) anunciou ontem a liberação de US$ 7,5 bilhões divididos em cinco parcelas anuais de US$ 1,5 bilhão para a China até 2010. De acordo com a agência de notícias Nova China, aproximadamente de 70% destes recursos serão destinados ao financiamento de projetos voltados à redução da pobreza nas províncias interioranas chinesas e ao fortalecimento o setor financeiro nacional.
Justificativa
A missão do Bird na China justificou sua decisão afirmando que a instituição pretende contribuir com a incorporação da economia que mais cresce no planeta ao mercado global, enfrentar a deterioração do ambiente e a escassez de recursos naturais. Paul Wolfowitz, presidente do Bird, ressaltou que a China continua sendo um país em desenvolvimento, apesar de ter se convertido na quarta economia mundial em 2005. ''Mais de 135 milhões de habitantes sobrevivem com menos de 1 dólar por dia, cuja maioria vive concentrada nas áreas rurais'', observou.
Empresas
A inadimplência das empresas no País aumentou 4,2% em abril em relação a abril de 2005. Em relação a março de 2006, porém houve queda expressiva de 22,7%, após a alta de 41,6% registrada na comparação entre o terceiro mês do ano e fevereiro. As informações foram divulgadas ontem pela Serasa. No primeiro quadrimestre deste ano, houve crescimento de 13,6% na inadimplência sobre o período compreendido entre janeiro e abril do ano anterior.
Dificuldades
De acordo com a companhia de análise de crédito, o aumento do índice, nas comparações anuais, está relacionado à dificuldade enfrentada pelas empresas ''com as elevadas taxas de juros e com a valorização do real''. Além disso, a inadimplência dos consumidores também prejudica as empresas que concedem crédito sem metodologia adequada.
Ranking
A Serasa informou que, entre as modalidades pesquisadas, os títulos protestados continuaram com a maior participação (40,5%) entre as pessoas jurídicas em abril, ante 41,3% no mesmo mês de 2005, e com valor médio de R$ 1.367,62 das anotações negativas no final do primeiro quadrimestre. O segundo indicador em representatividade das empresas foi o dos cheques sem fundos, que aumentou de 39,1%, em abril de 2005, para 39,8%, no mês passado, com valor médio de R$ 1.270,59.
Prêmio
O Grupo Camargo Corrêa, um dos maiores conglomerados privados do País, conquistou o 1º Prêmio BBVA-FGV de Internacionalização. A empresa foi escolhida devido à aquisição, no ano passado, da cimenteira argentina Loma Negra. A transação foi fechada por US$ 1,025 bilhão, o maior investimento da história do grupo. A Loma Negra, que completa 80 anos neste ano, é líder no mercado argentino, conta com nove unidades industriais e 46% de participação de mercado no país. Para escolher o premiado, o BBVA e a FGV analisaram 22 casos e chegaram a sete empresas finalistas. Estavam na disputa Petrobras, Votorantim, Gerdau, Coteminas, Companhia Vale do Rio Doce e Embraer, além do Grupo Camargo Corrêa.
Das agências Estado, Folhapress e France Presse





