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Nervosismo
Os mercados internacionais apresentaram ontem um tom de elevado nervosismo estendendo as perdas acumuladas na semana passada. As bolsas de valores e os preços de commodities registram fortes quedas, causadas pelo temor de alta inflacionária e desaceleração do crescimento econômico global. O movimento de aversão ao risco volta a pressionar os ativos de vários países emergentes.
Reflexos
No Brasil, o dólar fechou ontem com alta de 3,71%, a maior em 3 anos, a R$ 2,29. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também sentiu os efeitos do nervosismo. Às 16h30, a bolsa caía 2,69%.
Asiáticas
As bolsas asiáticas, após operarem em alta na maior parte de seus pregões desta segunda-feira, encerraram o dia com acentuadas quedas. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, caiu 1,8% e fechou em 15.857,87 pontos, o menor nível desde março. O índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou em baixa de 3,11% e o índice Kospi, da Bolsa Coréia do Sul, declinou 2,46%. Na Malásia, o índice composto da bolsa de Kuala Lumpur fechou em queda de 2%. A Bolsa de Cingapura terminou com desvalorização de 3,10% e a Bolsa de Taiwan recuou 1,92%.
Européias
As principais bolsas européias abriram seus pregões registrando forte quedas, em torno de 1,5%, atingindo seus menores níveis dos últimos quatro meses. Ao longo do dia as perdas foram reduzidas, mas voltaram a se acentuar no fehcmaento. O índice FT-100 da Bolsa de Londres fechou em -2,2%, o CAC-40 da Bolsa de Paris fechou em -2,65%; em Frankfurt, o índice Xetra-DAC fechou em -2,22%; o S&P-Mib da Bolsa de Milão fechou em -3,76% e o PSI-20 da Bolsa de Lisboa fechou em -0,80%.
Petróleo
Os preços do petróleo continuavam em queda ontem na abertura de Nova Iorque, em um mercado preocupado comuma possível redução da demanda mundial do cru. No New York Mercantile Exchange, o barril de ''light sweet crude'' para entrega en junho caía 63 centavos a US$ 67,90.
Balança
As exportações brasileiras somaram US$ 2,247 bilhões na terceira semana do mês, com queda de 4% em relação às da semana anterior. Em contraposição, as importações registraram US$ 1,814 bilhão, 42,7% a mais na mesma base de comparação. Como o resultado, o saldo comercial na semana foi de apenas US$ 433 milhões, ou 59,57% menor do que o da semana anterior, de US$ 1,071 bilhão.
Saldo
Com isso, o superávit (saldo positivo) da balança comercial somou US$ 2,384 bilhões no mês, e registra acumulado de US$ 14,822 bilhões no ano. As exportações totais somaram US$ 45,849 bilhões e as importações, US$ 31,027 bilhões. O fluxo comercial aumentou nos dois sentidos, só que enquanto as vendas cresceram 13,2%, as compras aumentaram em um ritmo mais forte, de 19,4%.
IGP-M
O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) teve variação de 0,34% na segunda prévia de maio, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mesmo período do mês passado, o índice foi de -0,50%. Depois de três meses seguidos de deflação, houve alta nas três categorias de preços que compõem a taxa.
Variações
O Índice Geral de Preços por Atacado (IPA), responsável por 60% na formação do IGP-M, passou de -0,85% para 0,38%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que corresponde a 30% do índice, passou de 0,13% para 0,18%. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC), com peso de 10% na constituição do IGP-M, teve variação foi de 0,53% este mês, ante os 0,16% registrados abril.
Parâmetro
O IGP-M é calculado no Rio e em São Paulo com base nos gastos de famílias com renda mensal de até 33 salários mínimos e serve como parâmetro para a correção dos principais preços do mercado, como aluguéis e tarifas de energia elétrica e de telefone.
Focus
O boletim Focus desta semana mostra que a estimativa dos especialistas para a taxa básica de juros (Selic) é de 14,25%, e não mais 14%, como nas semanas anteriores. Portanto, a taxa atual de 15,75% deve cair só mais um ponto e meio até o final do ano, de acordo com a previsão de uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras que todas as semanas são ouvidos pelo Banco Central sobre as tendências dos principais indicadores da economia.
Juros
Eles mantiveram, porém, a expectativa de que a taxa de juros cairá para 13% no ano que vem, apesar das mudanças de perspectivas com relação ao câmbio. A pesquisa do BC aposta que o dólar norte-americano fechará 2006 valendo R$ 2,20 - cotação que vem se mantendo há dez semanas -, mas a previsão da cotação para 2007 aumentou de R$ 2,33 para R$ 2,35.
Estabilidade
De modo geral, os indicadores da pesquisa divulgada ontem pelo BC mostram estabilidade. Há uma pequena evolução de 5,57% para 5,58% com relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todas as riquezas produzidas no país - e uma redução de US$ 40,28 bilhões para US$ 40,06 bilhões na previsão de saldo da balança comercial (exportações menos importações).
Das agências Estado, Folhapress e AFP





