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Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de 1,26% ontem, com giro de R$ 2,670 bilhões. Em sete pregões, teve seis quedas, e desde o dia 10 o recuo é de 9,93%. Os investidores esperam uma recuperação do mercado acionário brasileiro após o forte pessimismo dos últimos dias, mas a cautela tem impedido esse movimento.

Ações
Os papéis preferenciais da Vivo foram destaque do pregão ontem - subiram 12,65%, para R$ 7,30, com os boatos de que a Portugal Telecom estaria se preparando para vender para a Telefônica, sua sócia na empresa, a participação na operadora de telefonia móvel, e de que a Telefônica, então, recompraria por R$ 9 os papéis em circulação no mercado para fechar o capital da Vivo. As ações ordinárias caíram 1,8%, para R$ 10,80. Analistas lembram que essas ações tiveram fortes perdas nos últimos dias, e seu preço acaba atraindo compradores.

Câmbio
O dólar paralelo teve um dia de bastante volatilidade. Abriu em baixa, subiu até a máxima de R$ 2,21 e terminou o dia vendido a R$ 2,175, com desvalorização de 1,36%. Segundo operadores, a moeda norte-americana enfrenta uma resistência para ficar no patamar de R$ 2,20. O risco Brasil no final da tarde subia 2,35%, para 261 pontos. O Banco Central não comprou divisas no mercado ontem. O dólar paralelo subiu 0,43%, para R$ 2,33, e o turismo ficou estável, a R$ 2,28.

Cautela
A preocupação com a possibilidade de aumento da inflação e dos juros nos EUA deixa os investidores mais cautelosos, mas analistas dizem que, depois do pessimismo exagerado das últimas sessões, uma correção do preço dos ativos já era esperada. Desde o dia 10, as cotações avançaram 5,53%.

Nos EUA
No exterior, o clima ficou um pouco mais tranquilo. Os preços do petróleo recuaram para perto de US$ 68 o barril e os rendimentos dos treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) também, a 5,08% ao ano.

Indústria
Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a valorização de 37,1% da moeda brasileira nos últimos três anos provocou perda de rentabilidade para a indústria exportadora de 29,2% no período e traçou curvas decrescentes de receita de exportação e de volumes embarcados.

Alerta
O menor dinamismo e competitividade dessas exportações desde 2003 pode ainda não ser visível nos resultados da balança comercial, mas, no aspecto microeconômico, alerta a CNI, os maiores prejudicados são os justamente os setores estimulados pelo governo a atuar no comércio exterior: as micro e pequenas empresas e os segmentos intensivos de mão-de-obra.

Queda
Realizado pela Unidade de Política Econômica da CNI, o estudo ''Os Efeitos da Valorização do Real na Indústria Brasileira'' mostra que a rentabilidade das exportações entrou, em 2006, no seu quarto ano consecutivo de queda. Em relação ao primeiro trimestre de 2005, os primeiros três meses deste ano registraram perda de 6,7% na rentabilidade.

Inflação
Os preços de produtos eletroeletrônicos e dos alimentos acumularam as maiores quedas nos últimos 12 meses encerrados em abril na cidade de São Paulo. A informação é do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, que divulgou ontem estudo sobre o período com base no índice apurado pelo instituto.

Impostos
A arrecadação de impostos e contribuições federais no mês de abril atingiu R$ 34,966 bilhões, é o melhor resultado para meses de abril e o segundo mais forte na série histórica. O resultado de abril é 5,29% superior ao registrado em abril de 2005, que foi de R$ 33,208 bilhões (valor atualizado pelo IPCA). Segundo a Receita, o resultado só não supera a arrecadação de dezembro de 2005 que, corrigida pelo IPCA, soma R$ 37,246 bilhões. No primeiro quadrimestre deste ano, a arrecadação federal chegou em R$ 125,345 bilhões, valor 2,67% maior que os R$ 122,936 bilhões (atualizado pelo IPCA) verificado em igual período de 2005.

Quedas
Em abril de 2006, o IPC-Fipe apresentou variação de 0,01% e acumulou alta de 2,57% em 12 meses, a menor desde julho de 1999 (1,36%). No ranking das maiores quedas, os preços dos aparelhos celulares aparecem em primeiro, com 35,85% de variação acumulada. Em seguida, videocassete (-22,58%); pernil com osso (-21,91%); frango (-21,18%); toucinho defumando (-20,83%); pertences de feijoada (-20,80%); toucinho fresco (-20,45%); lombo com osso (-20,24%); televisor (-19,10%); melancia (-17,41%); impressora (-17,05%); e microcomputador (-16,88%).

Altas
As maiores altas, em 12 meses, foram álcool (39,78%); açúcar (29,93%); maracujá (25,23%); seguro de veículo (24,43%); cerimônia religiosa (23,98%); parque de diversão (19,78%); licenciamento de veículo (18,41%); feijão (17,96%); gás canalizado (16,69%); e automóvel usado (15,78%).




Das agências Estado e Folhapress

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