MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de maio de 2006
Agências Estado<br>Folhapress 
Mau humor
O dólar acompanhou o humor negativo de outros mercados e subiu 1,96% ontem, para R$ 2,186, com um amplo movimento de aversão a risco de investidores estrangeiros. Foi a terceira sessão consecutivo de forte alta. No dia, o dólar chegou a subir 3,36%, a R$ 2,216 -o maior nível desde 29 de março. O Banco Central não realizou leilão de compra de dólares nesta sessão. A onda de violência que atingiu São Paulo também contribuiu para um certo nervosismo no mercado, segundo operadores, porque afeta a imagem do país no exterior.
O dólar paralelo subiu 0,85%, para R$ 2,35, e o turismo teve alta de 1,33%, a R$ 2,27.
Preocupação
Segundo analistas, a preocupação com a inflação nos Estados Unidos, taxas de juros maiores globalmente e uma desaceleração econômica mundial levaram investidores a reduzir sua exposição em ativos que oferecem maior risco, como o de países emergentes. Às 17h, a Bolsa de Valores de São Paulo operava em baixa de 2,31%
Na Europa
O mau humor global refletiu nas principais bolsas do mundo. Em Nova Iorque, Nasdaq e Dow Jones abriram e fecharam em baixa. No mercado europeu, o índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em queda de 1,20%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 1,66%. Na bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 1%. Na bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em queda de 1,23%. Na bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 1,05%. Traders disseram que a tendência de baixa dos mercados, trazida pela falta de sinalização de fim do ciclo de apertos monetários do Fed, deverá prevalecer por algum tempo.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam ontem em seu nível mais baixo em um mês em Nova Iorque, onde os operadores consideram que os altos preços da energia diminuem a demanda, no momento em que a União Européia se declara disposta a ajudar o Irã no desenvolvimento de um programa nuclear civil. O barril do ''light sweet crude'' para entrega em junho caiu US$ 2,63 situando-se a US$ 69,41, seu nível mais baixo desde o dia 14 de abril (US$ 69,32).
Petrobras
A Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 6,7 bilhões, resultado 33% superior ao de igual período do ano passado, e o maior já obtido na história da companhia nos primeiros três meses do ano. Comparado ao último trimestre do ano passado, quando o lucro líquido foi de R$ 8,1 bilhões, porém, o lucro líquido de janeiro a março deste ano acusa retração de 7,1%.
Balanço
O balanço financeiro foi divulgado ontem pelo diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa. Segundo ele, o aumento significativo do lucro em relação aos primeiros três meses de 2005 foi consequência do crescimento da produção de petróleo (aumento de 208 mil barris por dia), da redução do custo operacional da companhia e do aumento nos preços.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil lucrou R$ 2,3 bilhões no trimestre, com destaque para crédito consignado. O lucro líquido no primeiro trimestre de 2006 cresceu 142,9% em relação ao ano passado. Em relação ao 4º trimestre de 2005, o lucro cresceu 217,9%.
Inflação
As projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2006 caíram de 4,33% para 4,32% em pesquisa semanal do Banco Central divulgada ontem. Foi a sétima queda seguida destas previsões que estavam em 4,43% há quatro semanas. Com a nova redução, as expectativas de IPCA para este ano ficaram ainda mais abaixo da meta central de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional em 4,50%. O IPCA é o índice usado pelo governo para medir a inflação oficial.


