MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de maio de 2006
Agências Estado<br>Folhapress 
Câmbio
O dólar comercial iniciou a terça-feira em alta, subiu até a máxima de R$ 2,082, mas no final da manhã mudou de rumo e fechou o dia vendido a R$ 2,061, em baixa de 0,48%. Às 17h08, o risco Brasil avançava 0,46%, para 218 pontos. No meio da tarde, o Banco Central realizou um leilão de compra de divisas, mas a operação não chegou a mexer com as cotações. O volume de recursos que entra no país continua bastante elevado, por isso as cotações não têm muita força para subir.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com alta de 1,12% ontem. O Ibovespa - ranking dos papéis mais negociados - encerrou o pregão a 41.515 pontos, atingindo nova máxima histórica de pontuação. O resultado superou os 41.417 pontos registrados no dia 5 deste mês. O volume negociado foi de R$ 2,6 bilhões.
Itaú
O Itaú divulgou ontem que obteve lucro líquido de R$ 1,460 bilhão no primeiro trimestre -o que representa um crescimento de 28% sobre o registrado no mesmo período de 2005. O resultado é o maior já registrado pela instituição em um trimestre, segundo pesquisa da Economática. Embora seja recorde para o Itaú, o resultado é inferior ao apresentado pelo Bradesco no mesmo período, de R$ 1,530 bilhão.
Rentabilidade
A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, porém, é maior no Itaú do que no Bradesco. O primeiro banco registrou retorno de 36,3% nos três primeiros meses do ano, contra 34,6% do concorrente.
Comparações
A Economática comparou a rentabilidade sobre o patrimônio líquido do Itaú com a dos bancos norte-americanos. Segundo a consultoria, o retorno do Itaú foi superior ao de todos os grandes bancos de capital aberto dos Estados Unidos no período. A Economática analisou os bancos com ativos acima de US$ 50 bilhões que apresentaram os resultados até o dia 8 de maio.
Poupança
As contas de caderneta de poupança registraram perda líquida de R$ 1,584 bilhão em abril. Apesar de negativo, o resultado é melhor do que o obtido em março, quando as retiradas superaram os depósitos em R$ 3,754 bilhões. No mês passado, o Banco Central (BC) registrou um total de depósitos em poupança de R$ 55,130 bilhões. Os saques feitos ao longo do mesmo mês ficaram em R$ 56,715 bilhões. Em março, as aplicações em poupança somaram o equivalente a R$ 63,384 bilhões, e os resgates ficaram em R$ 67,138 bilhões.
Rendimentos
Os rendimentos creditados em contas de poupança, por sua vez, atingiram a marca dos R$ 1,022 bilhão no mês passado. O valor é quase idêntico aos R$ 1,011 bilhão pagos em março. O saldo total das aplicações em poupança, com isso, fechou abril em R$ 165,894 bilhões.
Pactual
O banco Pactual, último grande banco de investimentos nacional, foi comprado ontem pelo suíço UBS por até US$ 2,6 bilhões. ''O Brasil tem um dos mercados financeiros em mais rápido crescimento no mundo e, portanto, é uma área de foco essencial para o UBS'', disse Peter Wuffli, presidente do UBS, em comunicado divulgado pelo Pactual. ''A instituição combinada será uma plataforma inigualável para a expansão dos negócios no Brasil e em toda a América Latina'', complementa.
Aprimoramento
Segundo a nota, o valor conjunto das receitas de prestação de serviços dos
bancos de investimentos no Brasil em 2005 foi um dos maiores entre as economias emergentes e correspondeu a cerca de 40% do total da América Latina. André Esteves, sócio sênior do Pactual, diz no comunicado que a aquisição permitirá um aprimoramento significativo na linha de produtos, dando ao banco a liderança de mercado em todas as áreas.
UBS
O UBS é uma das maiores instituições de serviços financeiros do mundo, além de ser o maior gestor global de patrimônio. Na Suíça, é líder de mercado entre os bancos de varejo e comerciais. A instituição possui escritórios em 50 países, com cerca de 39% dos funcionários trabalhando nas Américas, 37% na Suíça, 16% no resto da Europa e 8% no Pacífico Asiático. As atividades financeiras do UBS empregam mais de 70 mil pessoas.
SP e RJ
O Pactual, com escritórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, tem 517 funcionários, incluindo 33 sócios. Fundado em 1983 como uma distribuidora de títulos e valores mobiliários, desde 1984 se dedica à gestão de fundos de investimento.
Batávia
A Perdigão voltou à carga e está propondo entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões pelo controle acionário da Batávia, terceiro maior fabricante nacional de produtos lácteos refrigerados, com sede em Carambeí (PR). O controle acionário da companhia pertenceu à Parmalat, que se encontra em processo de recuperação judicial. A Batávia está sendo gerida há dois anos, por decisão judicial, pelos outros dois sócios, as cooperativas Central de Laticínios do Paraná (CCLP) e a catarinense Agromilk. A oferta - a segunda feita num intervalo de poucos meses - não é comentada pelas empresas e cooperativas envolvidas no negócio, mas uma fonte da Batávia a confirma. A proposta anterior da Perdigão esbarrou em desavença entre os sócios.
Petróleo
Os preços do petróleo recuperaram quase um dólar ontem, depois que a Casa Branca afastou as esperanças de uma solução negociada para a crise nuclear iraniana, surgidas com o envio de uma carta do presidente do Irã a George W. Bush. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' ganhou 92 centavos, fechando a US$ 70,69. Em Londres, o
Brent do Mar do Norte aumentou 87 centavos a US$ 71,08.


