MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de maio de 2006
Da agência Estado<br>Folhapress 
Dólar
Pressionado pela compra de divisas que o Banco Central realizou no meio da tarde, o dólar comercial terminou a segunda-feira em alta de 0,72%, vendido a R$ 2,071 -perto da máxima do dia, R$ 2,073. Às 17h, o risco Brasil avançava 0,93%, para 217 pontos.
BC
Segundo operadores do mercado de câmbio, na operação de ontem o BC adquiriu cerca de US$ 600 milhões, bem acima da média das últimas semanas. ''O mercado está percebendo uma agressividade maior na atuação do BC'', afirma Nelson Moraes, gerente de operações interbancárias de câmbio da corretora Fluxo. Depois da forte queda dos últimos dias -em abril, a desvalorização da moeda norte-americana ante o real foi de 3,56%-, esperava-se que o BC fosse mais incisivo para tentar segurar um pouco as cotações.
Curtíssimo prazo
No curtíssimo prazo, o dólar deve oscilar entre R$ 2,05 e R$ 2,08. Apesar das compras do BC, a moeda não tem força para subir muito, porque o fluxo de entrada de recursos no mercado se mantém elevado, tanto provenientes de transações comerciais quanto para aplicações financeiras.
Balança
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 880 milhões na primeira semana de maio. E a taxa de juros local, 15,75% ao ano, continua atraente para investidores estrangeiros.
Cautela
O clima vai ser de cautela até amanhã, quando acontece a reunião do comitê de política monetária do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Estimativa
Os investidores esperam que o Fed aumente para 5% ano sua taxa de juros, que atualmente está em 4,75%, e depois faça uma pausa no ciclo de elevação. Essa expectativa é que os tem animado bastante nos últimos dias. A previsão dos economistas é de que o IPCA fique em 0,2%.
Selic
Depois do dia 10, o mercado passa a discutir também para onde vai a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. As apostas estão divididas entre uma nova queda de 0,75 ponto percentual ou 0,5 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do fim de maio e devem ser melhor definidas no final da semana, quando os investidores tiverem analisados os eventos e indicadores econômicos.
Piso
Se o Fed sinalizar que vai mesmo interromper a série de altas dos juros, então as cotações do dólar devem buscar o piso em R$ 2. Ao contrário, se indicar que pode não confirmar as previsões do mercado, a moeda até se valorizaria levemente ante o real, mas mesmo assim o impacto não seria muito forte por conta do fluxo.
Bradesco
O banco Bradesco apresentou lucro líquido de R$ 1,530 bilhão no primeiro trimestre do ano, com crescimento de 26,9% em relação ao resultado de R$ 1,205 bilhão do mesmo período de 2005. O lucro também foi 4,6% maior que o do quarto trimestre do ano passado (R$ 1,463 bilhão). A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio ficou em 34,6%, com ligeiro recuo em relação aos 34,7% do mesmo intervalo de 2005. As receitas da intermediação financeira somaram R$ 9,081 bilhões, com expansão de 12,0%. As despesas da intermediação caíram 7,0%, para R$ 3,821 bilhões, e o resultado bruto da intermediação subiu 28,5%, para R$ 4,322 bilhões.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em leve baixa ontem, depois de uma carta enviada pelo presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad ao presidente americano George W. Bush, na qual propõe uma saída para a crise suscitada por seu programa de enriquecimento de urânio. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em junho perdeu 42 centavos, fechando a US$ 69,77, depois de ter chegado a US$ 68,20 dólares durante a sessão.
Proposta
Ahmadinejad havia escrito ao presidente americano propondo que encontrem juntos uma saída para a crise. Esta é a primeira vez, desde a ruptura das relações diplomáticas em 1980, que um dirigente iraniano estabelece este tipo de contato com um presidente americano.
Asiáticas
As ações subiram na maior parte das bolsas asiáticas ontem, com os índices dos mercados da Malásia, Taiwan e Filipinas terminando o dia nos maiores níveis em mais de cinco anos e o índice da Bolsa da Indonésia em recorde de alta. Na Tailândia, o índice acionário de referência fechou na máxima em 27 meses, depois de subir 1,9%. Na China, as ações atingiram a maior cotação em quase dois anos, na volta do feriado de uma semana, conhecido como Semana Dourada. O índice Shanghai composto subiu 3,9%, maior nível desde 7 de junho de 2004. A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em alta de 0,80%.


