Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo acumulou seis pregões em alta e conseguiu ontem ultrapassar os 39 mil pontos pela primeira vez desde 3 de março. O Ibovespa, que reúne as 57 ações mais negociadas, subiu 0,65%, para 39.053 pontos, e acumulou valorização de 6,07% desde a quarta-feira da semana passada.

Destaques
No Ibovespa, as maiores altas foram Brasil Telecom ON (9,17%), Embratel PN (6,29%), Eletrobras ON (5,19%) e Brasil Telecom (4,62%). As maiores baixas são Tim ON (3,29%), Banco do Brasil ON (3,28%), Vivo PN (2,93%) e Tim PN (2,62%).


Lucros
Na maior parte do pregão, porém, a Bolsa paulista operou em baixa, em um dia em que os investidores reviram suas posições e realizaram lucros. As Bolsas de Nova York, que nas últimas semanas têm definido o desempenho do pregão local, também operaram a maior parte da sessão sem rumo definido.

Movimento
''As Bolsas norte-americanas também começaram o dia com realizações de lucros. Ao longo do dia, com o recuo dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, as Bolsas passaram de ligeiro negativo para ligeiro positivo. A Bovespa seguiu o movimento'', diz Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Global Invest.

Definições
A cautela dos investidores deve se manter nos próximos dias à espera de definições tanto no cenário nacional quanto internacional. A divulgação, hoje, do IPCA (índice que serve de parâmetro para as metas de inflação) de março servirá para o mercado confirmar ou não a estimativa de corte de 0,75 ponto percentual na taxa de juros brasileira.

Emprego
O relatório de emprego nos Estados Unidos, que também sai hoje, é outro importante balizador dos juros nos Estados Unidos que deve ter repercussão na Bovespa. Caso os dados indiquem uma eventual pressão de alta sobre os rendimentos dos títulos norte-americanos, os dados devem trazer cautela aos investidores e provocar volatilidade para os preços dos ativos domésticos.

Nos EUA
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,61% a 2.360 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve elevação de 0,43%, atingindo 1.312 pontos. E o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,32%, chegando a 11.238 pontos.

Inflação
''O mercado espera por novidades e definições sobre os dados de inflação no Brasil, o comportamento dos treasuries nos Estados Unidos e o ambiente político nacional'', diz Mauro Giorgi, da corretora Geração Futuro. O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA, caiu, seguindo comentários de membros do Federal Reserve sugerindo que o aperto monetário no país deve acabar em breve. O título de 10 anos encerrou a 4,839%, com queda de 0,33%.


Dólar
O dólar fechou em queda ontem, próximo à estabilidade. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 2,134, com desvalorização de 0,09% -a quinta consecutiva. Depois de acumular valorização de 2,78% no início da semana passada, por conta das mudanças no Ministério da Fazenda, e deflagrar processo de desvalorização de 3,52% nos últimos quatro dias, o câmbio passou por uma etapa de correção. Oscilou entre a mínima de R$ 2,122 e a máxima de R$ 2,142.


Sem direção
Se por um lado o movimento de ajuste impediu maior depreciação do dólar, por outro, o ambiente segue favorável ao ingresso de recursos. Segundo o economista-chefe da corretora Liquidez, Marcelo Voss, mais do que volatilidade, os mercados estiveram sem direção definida. ''Os picos não foram elevados, mas o mercado oscilou bastante, sem direção definida. O cenário foi tranquilo e as notícias não tiveram impacto relevante''.

Bons fundamentos
Segundo analistas, a tendência da moeda - ainda que indefinida hoje - é de depreciação do dólar. Os bons fundamentos da economia brasileira e a perspectiva de continuidade de fluxo de recursos para o Brasil, tanto pelo segmento comercial quanto pelo financeiro, favorecem a valorização do real.
Outro dado divulgado ontem pelo Banco Central também fortalecem a expectativa: o fluxo cambial encerrou março positivo em US$ 7,993 bilhões, no maior saldo positivo mensal desde março de 1998.

Pressão
A pressão maior ontem ficou para o mercado futuro. O índice de inflação Fipe, de 0,14% na cidade de São Paulo, abaixo da expectativa do mercado, reforça a estimativa de bancos e investidores de corte de 0,75 ponto percentual da Selic. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros, as projeções dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em queda. O contrato de DI de janeiro de 2008, o mais líquido, teve taxa anual de 14,17%, ante 14,55% do ajuste anterior.

Petróleo
O petróleo fechou em alta após a divulgação dos dados sobre as reservas estratégicas americanas, que refletiram um aumento para o óleo, mas uma forte queda para a gasolina, na semana encerrada em 31 de março. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o barril de cru para entrega em maio subiu 84 centavos e fechou a US$ 67,07 dólares. O Departamento de Energia dos Estados Unidos registrou um aumento de 2,1 milhões de barris nos estoques de cru, que ficaram a 342,8. Os analistas esperavam uma alta de 1,2 milhão de barris de petróleo. Esta é a sétima alta das últimas oito semanas e coloca as reservas em seu nível mais elevado desde 9 de abril de 1999.


Européias
As bolsas européias fecharam em alta, recuperando as perdas de terça-feira. A bolsa de Milão fechou com o índice S&P/Mib em alta de 1,05%. As ações da Parmalat dispararam 7,6%, após a Suprema Corte da Itália ter validado uma decisão que permite à empresa tentar reaver 7,5 bilhões de euros em compensação de alguns de seus bancos credores. A divulgação do parecer era esperada para maio. Por meio dessa ação de recuperação de fundos, a empresa tentará reaver parte do dinheiro que ilegalmente saiu das contas do grupo nos doze meses antes de seu colapso financeiro em 2003. Em Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 0,66%, com destaque para as mineradoras. Em Paris, o índice CAC-40 evoluiu 15,22 pontos, ou 0,29%. Em Frankfurt, o índice Dax fechou com alta de 0,26%. A bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 0,19%. A bolsa de Lisboa fechou em alta 0,59%.

Das agências Estado e Folhapress

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