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Recuperação
O mercado financeiro teve ontem bons motivos no noticiário doméstico para viver mais um dia de recuperação. O relatório de inflação foi considerado positivo e, na opinião de operadores, abriu espaço para que o mercado comece a discutir as chances de o Copom acelerar o passo no movimento de corte de juros.

Compromisso
Além disso, garantiu fôlego aos negócios o discurso de Guido Mantega, reafirmando seu compromisso com o rigor fiscal, e a confirmação dos nomes de Bernard Appy e de Carlos Kawall para a Secretaria Executiva da Fazenda e para a Secretaria do Tesouro Nacional, respectivamente. As taxas de juro futuros caíram, o dólar fechou em baixa e a Bovespa conseguiu resistir à queda registrada pelas bolsas em Wall Street.


Juros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro/08 fechou o pregão viva-voz com taxa de 14,67% e o eletrônico com taxa de 14,65% (14,80% quarta); DI janeiro/07 a 14,99% no viva-voz e 14,97% no eletrônico (15,06% quarta); e DI janeiro/09 a 14,74% no viva-voz (14,74% quarta-feira).

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,76% em dia desfavorável aos mercados emergentes no cenário internacional. O Ibovespa, índice com as 57 ações mais negociadas, fechou aos 37.776. O risco-país ficou em 232 pontos - decréscimo de 1,69% ante os 236 pontos de quarta-feira.

Resistência
''O mercado está otimista, no geral. E a Bovespa resistiu aos fatores externos porque caiu muito no início da semana com as mudanças no Ministério da Fazenda e a posse de Guido Mantega'', diz um dos operadores da corretora Socopa. Segundo ele, quando os mercados internacionais reagiram à elevação dos treasuries (títulos do tesouro norte-amricano), na semana passada, a Bolsa respondeu com mais força por aqui e teve decréscimo maior. Acabou que ontem, quando o índice Dow Jones registrou redução de 0,58% e o Nasdaq, alta de 0,76%, o mercado de ações brasileiro sustentou desempenho positivo.

Vale e Petrobras
As ações da Vale do Rio Doce e da Petrobras - as mais negociadas na Bolsa de São Paulo- ajudaram a sustentar o Ibovespa. O reajuste do minério, prestes a ocorrer, e o preço do pretróleo impulsionaram as ações das duas empresas, respectivamente.

IGP-M
Outras notícias também despertaram o mercado ontem pela manhã. Os dados do IGP-M referente a março mostraram inflação sob controle e o Banco Central divulgou relatório com perspectivas positivas de controle inflacionário e crescimento econômico neste ano.


Giro
O volume negociado no Ibovespa foi de R$ 2,112 bilhões. Os destaques de alta no Ibovespa foram Ipiranga PN (5,96%), Vale do Rio Doce ON (3,11%), Caemi PN (2,94%), Vale do Rio Doce PNA (2,91%) e Net PN (2,85%). As maiores baixas ficaram por conta de Light ON (6,71%) e Embraer PN e ON (4,00% e 3,81%, respectivamente).

De olho
Hoje, além da decisão sobre a TJLP (taxa de juros de longo prazo) e a primeira atuação de Guido Mantega no Conselho Monetário Nacional como ministro da Fazenda, o mercado estará de olho nos dados de inflação, consumo e renda dos Estados Unidos. O resultado deve ter influência sobre os mercados mundiais e sobre as expectativas para os futuros aumentos de juros americanos.

Câmbio
O dólar comercial fechou em forte queda, voltando a ser cotado abaixo de R$ 2,20. A divisa norte-americana registrou baixa de 1,12%, cotada a R$ 2,189. Segundo analistas, o movimento é um ajuste de posições dos investidores depois de três dias de turbulência na cena político-econômica brasileira.

Taxa média
Para hoje, último dia do mês para o mercado, a disputa para a formação da Ptax (taxa média do câmbio), usada para as rolagens e liquidações dos contratos em dólar com vencimento em 3 de abril na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), deve provocar volatilidade no câmbio, segundo analistas.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo negociados na Nymex, em Nova Iorque, superaram os US$ 67 por barril pela primeira vez desde o início de fevereiro, seguindo a forte alta dos contratos de gasolina. Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 67,15 o barril, alta de US$ 0,70 (1,05%).

Das agências Estado e Folhapress

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