MERCADO FINANCEIRO
Bolsa sobe
Com o cenário externo no centro das atenções, o mercado doméstico encerrou a semana com resultados um pouco negativos. Para a Bovespa, o pregão de ontem foi de alta. Mas, apesar de ter subido 0,28%, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) registrou queda de 1,24% na semana, voltando a ficar abaixo dos 38 mil pontos.
Juros
A volatilidade no mercado de juros diminuiu. Mesmo assim, muitos dos contratos DI (Depósito Interfinanceiro) de prazo de vencimentos mais longos fecharam com taxas maiores. No contrato com resgate em janeiro de 2008, a taxa foi de 14,67% para 14,75%, alcançando os 14,83% no pior momento do dia. No DI que vence na virada do ano, a taxa fechou a 15,12% (estável em relação ao dia anterior). Mas, de manhã, chegou a bater em 15,25%.
Dólar em baixa
Depois de começar em alta no início da manhã, o dólar fechou em ligeira baixa de 0,37%, cotado a R$ 2,154. A sexta-feira foi de volatilidade em todos os mercados. A postura dos investidores deverá ser de cautela até o anúncio das diretrizes do Federal Reserve na terça-feira sobre a política de taxa de juros nos Estados Unidos.
Ouro
Os contratos futuros de ouro fecharam em forte alta na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange. Os contratos de ouro para abril subiram US$ 9,70 (1,76%), para US$ 560,50 por onça-troy. A mínima foi de US$ 551,50 e a máxima de US$ 561,40.
INFOGRÁFICO FE2X25
IPCA-15 e escolas
A alta nos preços dos combustíveis não impediu o recuo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) para 0,37% em março, ante 0,52% em fevereiro. A queda de um mês para o outro foi puxada pelas mensalidades escolares, que foram o principal impacto na taxa de fevereiro e reduziram drasticamente a alta em março. O IPCA-15 é avaliado pelo mercado financeiro como uma prévia do IPCA, referência para as metas de inflação do governo e também divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diferença entre os dois índices está no período de coleta.
Gasolina e álcool
A gasolina (2,17%) e o álcool (7,69%) deram as maiores contribuições individuais para a inflação em março, cada um com 0,10 ponto porcentual. As altas foram resultado da mudança na composição da gasolina a partir do início de março, com menor porcentual de álcool, e ainda dos reajustes que têm ocorrido no preço do álcool na entressafra da cana-de-açúcar. No primeiro trimestre, o IPCA-15 acumulou alta de 1,41% e, em 12 meses, de 5,49%.
Bolsas européias
As fusões e aquisições sustentaram mais uma vez os principais mercados europeus de ações, com o foco ontem concentrado nas farmacêuticas alemãs e na francesa Alcatel. Em Frankfurt, alta de 0,44%. Em Paris, subiu 0,46%. Em Londres, alta de 0,77%. Em Milão, baixa de 0,17%. Em Madri, alta de 0,40%. Em Lisboa, alta de 0,48%.
Bolsas asiáticas
A bolsa de valores de Tóquio fechou em alta moderada de 0,4%. Em Hong Kong, baixa de 0,4%. Na Coréia do Sul, alta de 0,7%. Na China, as ações cederam 0,6%. Em Cingapura, as ações fecharam em alta modesta de 0,2%. Em Taiwan, houve ganho de 0,2%. Nas Filipinas, alta de 0,7%. Em Bangcoc, na Tailândia, subiu 0,2%.
Petróleo em alta
Os contratos de petróleo para maio negociados na Nymex mantiveram-se acima dos US$ 64,00 no fechamento de ontem, chegando ao fim de uma semana marcada pela volta das preocupações com a oferta da commodity. Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 64,26 o barril, alta de US$ 0,35 (0,55%); a mínima foi de US$ 63,40 e a máxima de US$ 64,75. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para maio fecharam em US$ 63,51 o barril, alta de US$ 0,24. A mínima foi de US$ 62,76 e a máxima de US$ 63,90.
* Com material das agências Estado e Folhapress





