MERCADO FINANCEIRO
Bovespa em baixa
Com Palocci sob ataque, os rumores de que o ministro poderá abandonar o barco continuam sendo tema nas mesas de operações. Mas sem o peso que os juros norte-americanos estão tendo na formação de preços das ações. O que derrubou a Bovespa, mais uma vez, foi Wall Street, onde as bolsas fecharam em queda e os juros dos Treasuries subiram. O Índice Bovespa fechou em baixa de 1,00%, com 37.473 pontos. Operou entre a máxima de 38.128 pontos (+0,73%) e a mínima de 37.207 pontos (-1,70%). Com esse resultado, a bolsa passou a acumular baixa de 2,94% em março e alta de 12,01% em 2006. O movimento financeiro ficou em R$ 2,50 bilhões.
Altas e baixas
Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Light ON (2,39%), Embratel Par PN (2,32%) e Eletrobras ON (2,04%). As maiores baixas foram TIM Par ON (-5,88%), TIM Par PN (-5,23%) e Banco do Brasil ON (-4,50%).
Dólar sobe
A moeda norte-americana fechou ontem cotada em alta de 0,41%, a R$ 2,162 para a venda. O desempenho dos títulos norte-americanos e o noticiário político atraíram a atenção dos investidores. Mas foi o mercado internacional o pivô da reversão da trajetória do câmbio brasileiro ao longo da quinta-feira.
Pressão
A divisa norte-americana iniciou as operações em baixa de 0,50%, aos R$ 2,142. Um pouco antes do final da manhã, porém, começou a reverter o quadro. Segundo José Roberto Carreira, da corretora Novação, a mudança de quadro no mercado de câmbio tem ocorrido justamente quando as taxas de juros nos Estados Unidos começam a se movimentar.
BC atua
À tarde, o Banco Central promoveu mais uma compra de dólares no mercado à vista, reforçando o movimento de alta da moeda. O BC pagou R$ 2,1580 pela divisa norte-americana.
Juros
A piora do clima no exterior e a continuidade do imbróglio político impuseram mais um dia de ajuste de posições no mercado de juros, o que significou alta das taxas futuras. Segundo operadores, players locais e estrangeiros tomaram grandes lotes de DI, demonstrando cautela com o rumo dos mercados nos próximos dias. Na BM&F, o DI com vencimento em janeiro/08 encerrou o pregão com taxa de 14,70% (14,61% ontem); DI janeiro/07, 15,123% (15,10%); e DI julho/06, 15,749% (15,76%).
Ouro em baixa
Os contratos futuros de ouro fecharam em baixa na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, mas acima das mínimas intraday. Os contratos de ouro para abril caíram US$ 0,90 (0,16%), para US$ 550,80 por onça-troy. A mínima foi de US$ 545,10 e a máxima de US$ 551,00. Os contratos de prata para maio terminaram em alta de 195 pontos, a US$ 10,69 a onça-troy.
INFOGRÁFICO FE2X24
Álcool X IPC-S
O início da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do País foi insuficiente para impedir que o álcool continuasse pressionando a inflação medida no varejo na semana contabilizada até o último dia 22. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,24%, ante aumento de 0,27% na semana anterior. No mesmo período, o álcool subiu 13,44%, ante 10,68% uma semana antes.
Bolsas européias
As bolsas européias fecharam de forma mista na quinta-feira, com a queda de ações de varejistas e empresas de serviços públicos contrabalançando os ganhos do setor de recursos minerais. A bolsa de valores de Londres fechou em baixa de 0,29%. Em Frankfurt, alta de 0,25%. Em Paris, terminou estável. A bolsa de Milão fechou em baixa de 0,72%. Em Madri, baixa de 0,38%. Em Lisboa, subiu 0,04%.
Bolsas asiáticas
Os principais mercados da Ásia fecharam em alta, acompanhando os ganhos de anteontem em Wall Street. Somente a bolsa de valores de Tóquio fechou em queda moderada de 0,1%. Nas Filipinas, subiu apenas 0,4%. Na Oceania, a bolsa da Austrália cravou novo recorde intraday, encerrando o dia com alta de 0,4%. Os demais mercados da região fecharam em alta. Em Hong Kong, subiu 0,82%. Na Tailândia, ganhou 0,73%. Na Coréia do Sul, avançou 0,19%. Em Cingapura, valorizou-se 0,10%. Na Malásia, subiu 0,34%. Em Jacarta, alta de 0,25%. Na China, ganhou 0,44%. A exceção foi o mercado de Taiwan, cedendo 0,42%.
Petróleo em alta
O petróleo fechou em alta ontem em Nova York, devido às preocupações relacionadas ao abastecimento de gasolina no verão (do Hemisfério Norte), estação em que o consumo de combustíveis aumenta muito nos Estados Unidos. Na Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 63,91 o barril, alta de US$ 2,14 (3,46%); a mínima foi de US$ 61,87 e a máxima de US$ 64,00. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para maio fecharam em US$ 63,27 o barril, alta de US$ 1,77. A mínima foi de US$ 61,42 e a máxima de US$ 63,40.
* Com material das agências Estado e Folhapress





