MERCADO FINANCEIRO
Bovespa fecha com queda
A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou em queda ontem. O Ibovespa teve redução de 2,11%, aos 37.398 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 2,198 bilhões. O risco-país caiu para 230 pontos. No mercado interno, a possibilidade de uma nova denúncia no caso da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, que testemunhou contra o ministro Antonio Palocci (Fazenda) na semana passada, teve impacto negativo na bolsa, segundo analistas.
Cotação do Dólar
Dólar comercial a R$ 2,1720 na compra e R$ 2,1740 na venda, alta de 1,16%. Paralelo a R$ 2,173 na compra e R$ 2,260 na venda, alta de 0,13%. Na cotação média (Ptax) do Banco Central, a R$ 2,1583 na compra e R$ 2,1591 na venda, alta de 0,96%. Dólar turismo a R$ 2,1100 na compra e R$ 2,2700 na venda, alta de 1,79%. Dólar futuro/abril, alta de 1,02%, a R$ 2,1820. Dólar futuro/maio, alta de 1,24%, a R$ 2,2002. Cotação internacional do euro: US$ 1,2098 (às 17h14). Cotação do euro turismo (traveller check): R$ 2,5610 na compra e R$ 2,7120 na venda, alta de 0,022%.
Mercado está mais otimista
A pesquisa de março da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com participação de 54 instituições, mostra que o mercado está mais otimista em relação ao crescimento da economia e da queda da taxa de juros e do risco Brasil, em comparação com fevereiro. O mercado elevou de 3,50% para 3,54% a expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006. Para o próximo ano, a projeção também foi alterada, de 3,63% para 3,66%. A pesquisa revela que o mercado reduziu a projeção da taxa Selic para o final do ano, de 14,85% para 14,43%. A projeção para o risco Brasil caiu de 271 pontos-base para 234 pontos neste mês. Para 2007, o mercado também reviu a projeção de risco de 244 para 212 pontos-base.
Previdência cresce 14,8%
A captação de planos de previdência somou R$ 1,734 bilhão em janeiro, com crescimento de 14,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o ingresso de recursos no sistema foi de R$ 1,511 bilhão. Os dados são da Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp). De acordo com os dados da Anapp, a Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking, com 40% do total, seguida pela Itaú (15%), Brasilprev (10%), Unibanco (8%), Caixa Econômica Federal (7%), ABN Amro Real (6%), HSBC, (4%), Santander (3%), Icatu Hartford (2%) e Capemi (1%). As demais empresas somam 4% do total.
Dívida externa aumenta
O Banco Central estima que a dívida externa brasileira estava em US$ 169,001 bilhões no fim de fevereiro, ante US$ 168,613 bilhões em janeiro, de acordo com nota divulgada ontem pelo Departamento Econômico do BC. A dívida de médio e longo prazos, de acordo com a nota do BC, estava em US$ 150,903 bilhões em fevereiro ante US$ 150,859 bilhões em janeiro. A dívida de curto prazo, por sua vez, era projetada pelo BC, em fevereiro, em US$ 18,098 bilhões ante US$ 17,753 bilhões em janeiro. A nota do BC informou também que a relação entre reservas e dívida externa total aumentou de 33,8% em janeiro para 34% em fevereiro. A relação entre reservas e dívida externa de curto prazo, em contrapartida, recuou de 149,2% para 147,1%.
Contas externas tem superávit
Depois do susto de janeiro, o Brasil registrou saldo positivo na conta de transações correntes do balanço de pagamentos - que registra todas as operações de exportação, importação, serviços e rendas com o exterior. O superávit foi de US$ 725 milhões. O resultado, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), foi o melhor da série histórica do indicador - iniciada em 1947 - para meses de fevereiro. Em janeiro, a conta corrente havia registrado saldo negativo de US$ 452 milhões, rompendo uma sequência de 13 meses seguidos de superávits e causando apreensão sobre a possibilidade de uma mudança de tendência. Em fevereiro de 2005, a conta corrente teve superávit de US$ 130 milhões.
Novo índice da telefonia
O IST (Índice de Serviços de Telecomunicações), novo indexador das tarifas de telefonia, registrou em fevereiro variação de 0,004%, segundo informou ontem a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O índice, que vai ser utilizado no cálculo de parte do reajuste das tarifas de telefonia fixa em junho deste ano, foi maior que o IGP-DI de fevereiro (que registrou deflação de 0,057%). Esse indexador era utilizado para o cálculo do reajuste das teles até dezembro do ano passado. Entretanto, o IST ficou abaixo do IPCA (0,410%). No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), o índice ficou em 0,584%.





