Melhora externa
O quadro externo melhorou ontem, provocando uma reação positiva nos mercados domésticos. As bolsas subiram com força em Nova York, refletindo a queda dos juros dos Treasuries. Por aqui, a Bovespa encerrou o pregão na pontuação máxima do dia, puxada também pela alta das ações da Petrobras. A escolha do candidato tucano Geraldo Alckmin foi bem recebida, por ser considerado market friendly. O dólar caiu pelo quarto pregão consecutivo, ainda influenciado por uma pesada entrada de recursos. Os juros também fecharam em baixa, em consonância com os resultados positivos dos leilões de títulos públicos.


Bolsa em alta
Com o impulso do bom humor das Bolsas americanas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a sessão de ontem em forte alta. O Ibovespa avançou 2,03% para 37.541 pontos. O volume financeiro negociado atingiu R$ 1,934 bilhão. O cenário externo mais uma vez conduziu as atenções dos investidores. A notícia das vendas do varejo americano em fevereiro foram bem recepcionadas. As ações preferenciais da Petrobras tiveram alta expressiva de 4,41% e ficaram na quarta posição entre os maiores avanços do Ibovespa. A maior expansão ficou com a Cesp PN, com alta de 9,52%.


Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, +0,61%; Petrobras PN, +4,61%; Embratel Par. PN, +1,87%; Usiminas PNA, +4,33%; Telesp CL PA PN, +1,01%; Vale R. Doce PNA N1, +1,40%; Bradesco PN N1, +1,99%; Eletrobrás PNB, +6,78%; Sid. Nacional ON, +1,96%; Cemig PN N1, -0,16%.


JUROS
O mercado de juros manteve o tom positivo. As taxas dos DIs voltaram a cair - ainda que em intensidade menor do que anteontem - e o leilão de papéis prefixados do Tesouro também contou com uma demanda importante. O Tesouro vendeu 3,5 milhões de LTNs, a taxas próximos ou ligeiramente abaixo do consenso de mercado. CDB prefixado de 30 dias, 16,43% ao ano. Capital de giro, 24,41% ao ano. Hot money, 2,40% ao mês. CDI, 16,50% ao ano. Over a 16,54%. Na BM&F, o DI com vencimento em janeiro/07 encerrou o pregão com taxa de 15,01%, ante 15,02% de ontem; DI julho/06, 16,35%, ante 16,37% de ontem; DI janeiro/08 (que hoje foi o mais líquido do dia), 14,50% (14,54% ontem); DI janeiro/09, 14,28% (14,33%).


Dólar cai
O dólar encerrou a terça-feira em queda de 0,37%, vendido a R$ 2,126. Trata-se do quarto recuo consecutivo da moeda norte-americana, com o abrandamento dos temores quanto ao aumento dos juros americanos. Os investidores receberam com otimismo a notícia das vendas do varejo americano em fevereiro. Segundo o Departamento do Comércio dos EUA, as vendas registraram queda de 1,3% no mês passado, ante uma alta de 2,9% - dado revisado - em janeiro.


Ouro
Os contratos futuros de ouro receberam suporte da desvalorização do dólar e dos preços em alta do petróleo e subiram na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange. Os contratos futuros de ouro fecharam em US$ 553,00 por onça-troy, alta de US$ 5,50 (1,00%). A mínima foi de US$ 544,20 e a máxima de US$ 553,60. Ouro na BM&F a R$ 37,700 o grama, queda de 0,26%.


Bolsas da Europa
A maioria das bolsas européias fechou em alta na terça-feira, impulsionada pelos ganhos em Wall Street e por notícias sobre fusões e aquisições no setor de varejo. A bolsa de Londres, por exemplo, fechou com o índice FT-100 praticamente estável, em baixa de 2,20 pontos, ou 0,04%, aos 5.950,60 pontos, embora tenha operado em alta durante a maior parte do dia e atingido no intraday o maior nível desde junho de 2001, de 5.978 pontos. Em Paris, alta de 0,19%. Em Frankfurt, ganho de 0,27%. Em Milão, alta de 0,39%. A bolsa de Madri fechou em baixa de 0,09%. Em Lisboa, subiu 0,71%.


Bolsas da Ásia
As ações fecharam em queda de 0,80% na terça-feira na bolsa de valores de Tóquio. Em Taiwan cedeu 1,3%. Na Coréia do Sul, baixa de 0,9%. Os demais mercados da Ásia registraram os seguintes desempenhos: Hong Kong (-0,14%), Tailândia (+0,8%), Indonésia (+0,1%), Malásia (+0,3%), Filipinas (-0,04%), Cingapura (-0,2%) e China (-0,05%).


Petróleo
O contrato de petróleo para abril subiu mais de US$ 1,00 na Nymex na terça-feira e fechou acima da marca de US$ 63,00 o barril, seguindo a alta dos futuros da gasolina. O contrato de gasolina para abril disparou 12,27 cents, para US$ 1,8660 o galão, o maior nível de fechamento desde o início de outubro e o maior ganho porcentual não relacionado a vencimento desde setembro. Na Nymex, os contratos de petróleo para abril fecharam em US$ 63,10 o barril, alta de US$ 1,33 (2,15%); a mínima foi de US$ US$ 61,27 e a máxima de US$ 63,37. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para abril fecharam em US$ 63,75 o barril, alta de US$ 1,55 (2,49%). A mínima foi de US$ 61,83 e a máxima de US$ 64,09.


* Material das agências Estado e Folhapress

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