Bovespa em queda
Os temores sobre a elevação de juros nos Estados Unidos contaminaram a bolsa de valores de São Paulo pelo quarto dia consecutivo. Trata-se da quarta sessão de fortes quedas no mercado acionário brasileiro. O Ibovespa fechou com recuo de 2,62%, aos 36.312 pontos. O volume negociado ficou em R$ 2,125 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula desvalorização de 7,46%. Durante a manhã, o Ibovespa ensaiou uma recuperação, mas não resistiu. Na mínima do dia chegou a uma baixa de 3,23%.


Dólar cai
Após três dias de altas consecutivas, o dólar encerrou a quinta-feira com recuo de 1,14%, vendido a R$ 2,161 em um dia de ajustes. Na semana, a divisa acumula desvalorização de 2,27%. Ontem, o Banco Central atuou no câmbio à vista e pagou no máximo R$ 2,172 por dólar, aceitando propostas de dez instituições, de acordo com operadores. O risco-país, no fechamento deste edição, recuava para 234 pontos.


Ouro
Os contratos futuros de ouro fecharam em leve alta na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), sustentados por compras especulativas e transações de compras, algumas descritas como de caça as pechinchas, segundo traders e analistas. Os contratos de ouro para abril fecharam em US$ 547 por onça-troy, alta de US$ 2,70 (0,5%). A mínima foi de US$ 545,50 e a máxima de US$ 551,70.


Tarifas bancárias
Estudo divulgado ontem pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região apontou que a soma do valor arrecadado por meio de tarifas por sete dos maiores bancos do País em 2005 superou o orçamento de 25 Estados e do Distrito Federal. De acordo com o levantamento, juntos, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander/Banespa e Nossa Caixa cobraram de seus clientes R$ 31 bilhões pela prestação de serviços, montante inferior apenas ao orçamento do Estado de São Paulo (R$ 65,724 bilhões) em 2004, ano utilizado como referência pelo sindicato, com base na mais recente pesquisa consolidada do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Previ
A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, fechou 2005 com um superávit recorde de R$ 9,1 bilhões, acumulando nos últimos três anos um resultado positivo de R$ 18,9 bilhões. Com isso, a entidade soma um patrimônio de R$ 83,1 bilhões. Desde 1997, a fundação não contabiliza três superávits consecutivos. Segundo o presidente da Previ, o resultado é uma ''resposta'' às investigações da CPI do Congresso que questionaram investimentos realizados pela entidade no passado.


Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em alta na quinta-feira em Nova York, num mercado preocupado diante da persistência das ameaças geopolíticas, em particular no Irã, apesar das abundantes reservas nos Estados Unidos. No New York Mercantile Exchange, o barril do ''light sweet'' para entrega em abril fechou em alta de 45 centavos, a 60,47 dólares.


Juro inglês
O Banco da Inglaterra manteve sua taxa de recompra de títulos inalterada em 4,50%, depois de uma reunião de dois dias de seu comitê de política monetária. A decisão era esperada por todos os 23 analistas consultados pela agência Dow Jones. A taxa básica de juros da economia britânica está nesse patamar desde agosto do ano passado, quando foi reduzida de 4,75%. O Banco anunciou sua decisão sem comentar nada, lembrando apenas que a ata da reunião será publicada no próximo dia 22.


Produção industrial
A produção industrial caiu 1,3% em janeiro ante dezembro na série com ajuste sazonal, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado ficou abaixo do piso das estimativas apuradas pelo AE Projeções, que era de -0,40% (mediana de 0% e teto de +1%). A queda ocorre após uma sequência de três resultados positivos nessa mesma base de comparação. Em relação a janeiro de 2005, a produção da indústria cresceu 3,2% e acumula em 12 meses um aumento de 2,9%. Esse crescimento em relação ao mesmo mês de 2005 também veio abaixo do piso das projeções de mercado, que era de +4,70% (mediana de 5,35% e teto de +6,10%).


Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,74%. Em Paris, subiu 0,77%. Em Madri, alta de 0,61%. Em Lisboa, +0,37%. Em Frankfurt, alta de 1,04%. Em Milão, subiu 0,80%.


Bolsas da Ásia
A bolsa de valores de Tóquio fechou em alta de 2,62%. Em Hong Kong fechou com alta de 0,11%. Na Coréia do Sul, cedeu 0,22%. Em Taiwan, alta de 0,42%. Na China, os índices Shangai Composto e Shenzen Composto fecharam em baixa de 0,4% cada um. Nas Filipinas, alta de 0,50%. Em Jacarta, Indonésia, subiu 0,48%. Em Cingapura, alta de 0,07%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, alta de 0,81%.

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