MERCADO FINANCEIRO
Bolsa cai
Os temores de alta dos juros ainda ditaram o movimento do mercado acionário brasileiro, que encerrou o dia com a terceira queda consecutiva. O Ibovespa registrou uma queda de 0,36%, aos 37.289 pontos. O volume financeiro somou R$ 2,749 bilhões. Nesta semana, o Ibovespa acumula queda de 4,97%. No fim da sessão, ao acompanhar a recuperação das Bolsas americanas, a Bovespa reduziu de forma significativa as perdas nas últimas horas de negócios. Na mínima do dia, chegou a atingir uma queda de 2,61%.
Dólar em alta
O dólar encerrou em alta pelo terceiro dia consecutivo em uma sessão marcada pela volatilidade. A divisa norte-americana registrou incremento de 0,78%, cotado a R$ 2,186 para venda. No mesmo horário, o risco-país operava em alta de 0,85% aos 237 pontos. Na mínima, o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,139. Na máxima atingiu R$ 2,198.
Ouro em baixa
Os contratos futuros de ouro caíram de forma acentuada na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), pressionado por uma liquidação de posições compradas de especuladores, gerada pela preocupação com relação as taxas de juro mais elevadas, acentuada queda nos preços do petróleo e recuo do preço do metal para abaixo da média de 50 dias, disseram analistas. Os contratos de ouro para abril fecharam em US$ 544,30 por onça-troy, queda de US$ 10,20. A mínima foi de US$ 539,50 e a máxima de US$ 548,20.
PIB do Ipea
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea, órgão ligado ao Ministério do Planejamento) manteve em 3,4% sua previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano. O resultado é superior aos 2,3% registrados em 2005, ano em que o Brasil teve um crescimento superior apenas ao do Haiti entre os países da América Latina.
PIB do Palocci
A previsão, no entanto, é inferior ao que vem sendo prometido pela equipe econômica. No final do ano passado, o ministro Antonio Palocci (Fazenda) afirmou que em 2006 a economia teria um crescimento semelhante ao de 2004 (4,9%). Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) vê uma alta de 4%.
Falências caem
Os registros de falências diminuíram em fevereiro de 2006 em comparação ao mesmo mês do ano passado no País, conforme pesquisa divulgada ontem pela Serasa. No período, a companhia de análise de crédito constatou que as falências requeridas apresentaram queda de 62,6% e que as decretadas caíram 43,5%.
Concordatas
Quanto às concordatas deferidas, apenas um caso foi registrado no mês passado, o que resultou em uma redução significativa de 83,3%, na comparação com fevereiro de 2005. Sem base de comparação, por causa da vigência somente em junho do ano passado da Nova Lei de Falências, os requerimentos de recuperação judicial totalizaram 20 registros em fevereiro e não houve pedido de recuperação extrajudicial no período (veja infográfico).
Bolsas da Europa
A bolsa de valores de Londres fechou em queda de 0,76%. Em Paris, queda de 0,45%. A bolsa de Frankfurt fechou em baixa de 1,15%. Milão caiu 0,42%. A bolsa de Madri apresentou queda de 0,62%. E Lisboa recuou 0,15%.
Bolsas da Ásia
A grande maioria das bolsas de valores da Ásia fechou em baixa na quarta-feira. Em Tóquio, caiu 0,63%. Hong Kong fechou em baixa de 0,70%. Na Coréia do Sul, caiu 0,20%. Na China, queda dos índices Shangai Composto (-0,8%) e Shenzen Composto (-0,6%). Em Taiwan, cedeu 0,53%. Na bolsa de Jacarta, baixa de 1,02%. Nas Filipinas, queda de 1,07%. Em Kuala Lumpur, na Malásia, caiu 0,18%. A bolsa da Cingapura foi na contramão dos demais mercados asiáticos e fechou com o índice Straits Times em alta de 0,54%, ajudada pela procura por ações com preços baixos.





