ALTAS
DÓLAR

BAIXAS
PETRÓLEO
IBOVESPA


Bovespa despenca
O estresse no mercado americano a respeito da continuidade da escalada dos juros fez a Bolsa de Valores de São Paulo desabar ontem e voltar ao patamar dos 37 mil pontos. O Ibovespa registrou desvalorização de 2,43% aos 37.422 pontos. Na mínima do dia, alcançou uma queda de 3,19%. O volume financeiro negociado atingiu R$ 3,175 bilhões. Os papéis da Vale do Rio Doce PNA lideraram as perdas, com desvalorização de 4,92%, após a empresa registrar um lucro de R$ 10,44 bilhões, que é 62% maior que o ano anterior.


Altas e baixas
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Embraer ON (4,88%), BRT Operadores PN (1,70%) e Acesita PN (0,87%). As maiores baixas foram Vale PNA (-4,93%), Caemi PN (-4,83%) e Cemig PN (-4,31%).


Blue Chips
Na Bovespa, Telemar PN, +0,37%; Petrobras PN, -4,23%; Embratel Par. PN, +0,19%; Usiminas PNA, -3,08%; Telesp CL PA PN, -3,74%; Vale R. Doce PNA N1, -5,02%; Bradesco PN N1, -2,84%; Eletrobrás PNB, -2%; Sid. Nacional ON, -3,99%; Cemig PN N1, -3,83%.


Juros
O mercado de juros mudou o tom, pressionado pelo movimento no mercado internacional. Segundo operadores, o mercado está revendo as expectativas para os juros das grandes economias mundiais. E o efeito disso foi sentido, especialmente, pelos contratos de DI de longo prazo - justamente os preferidos pelos investidores estrangeiros. Na BM&F, os DIs encerraram a terça-feira com as seguintes taxas: DI de janeiro/07, 15,24% (ante 15,20% de anteontem); DI janeiro/08, 14,67% (ante 14,54%); DI abril/06, 16,53% (16,55%); e DI julho/07, 14,93% (14,86%). CDB prefixado de 30 dias, 16,45% ao ano. Capital de giro, 25,06% ao ano. Hot money, 2,58% ao mês. CDI, 17,28% ao ano. Over a 17,30%.


Ouro
Ouro na Comex de Nova York a US$ 552,65 a onça-troy, em queda de 0,37%. Ouro na BM&F a R$ 38,50 grama, queda de 1,28%.


Dólar: nova alta
Pelo segundo dia consecutivo, o dólar fechou em alta influenciada pelos temores de alta dos juros nos Estados Unidos. Ontem, a divisa norte-americana subiu 1,26%, cotada a R$ 2,169 para venda. O risco-país registrava um incremento de 4,91% para 235 pontos. O temor de investidores quanto aos juros fez com que investidores migrassem para os Treasuries - títulos de dez anos da dívida dos EUA. Com isso, anteontem os rendimentos desses títulos subiram para 4,73%, o maior nível desde junho de 2004. Nesta terça, eles operavam a 4,74%.


Tensão pré-Copom
Ao atuar no mercado de câmbio, o Banco Central vendeu 3.300 contratos dos 4.550 que haviam sido ofertados, o que equivale a US$ 153,9 milhões, mas não comprou dólares no mercado à vista. Julio Cesar Vogeler, da corretora Didier Levy, afirma que além das pressões externas, o mercado sofreu ontem da ''tensão pré-Copom (Comitê de Política Monetária)''. Hoje, o comitê decide os rumos da taxa básica de juros. A maior parte dos analistas do mercado financeiro aposta em um corte de 0,75 ponto percentual. Atualmente a Selic está 17,25% ao ano.


IGP-DI tem deflação
O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,06% em fevereiro, ante alta de 0,72% em janeiro, segundo divulgou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (-0,11% a +0,05%), mas abaixo da mediana projetada de -0,01%.


Outros indicadores
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI de fevereiro: o Índice de Preços por Atacado (IPA), recuou de +0,81%, em janeiro, para -0,12%, em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de +0,65% para +0,01%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), de +0,34%, em janeiro, para +0,19%, em fevereiro. O período de coleta de preços para o IGP-DI de fevereiro foi do dia 1º a dia 28 do mês passado.


Bolsas da Europa
As principais bolsas de valores da Europa fecharam a terça-feira em baixa. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,68%. Paris recuou 0,37%. Em Frankfurt, queda de 0,26%. Em Milão caiu 0,55%. Em Madri fechou em baixa de 0,49%. Em Lisboa, caiu 0,33%.


Bolsas da Ásia
As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa ontem, pressionadas pelo fechamento negativo de anteontem de Wall Street, fraco desempenho das ações do setor de tecnologia e alguma realização de lucro dos ganhos recentes. A Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 1,10%. Em Seul caiu 1,23%. Na China, o índice Shangai Composite caiu 2,3%, enquanto o Shenzhen Composite recuou 2,4%. Em Hong Kong caiu 1,32%. Em Taiwan, baixa de 1,2%. Nas Filipinas, baixa de 1,23%. Na Tailândia, queda de 1,66%. Na Malásia, subiu 0,03%. Na Indonésia, baixa de 1,30%. Em Cingapura, caiu 0,94%.


Petróleo cai
O petróleo caiu pelo segundo pregão consecutivo, com uma série de fatores alimentando o movimento. O contrato de abril do petróleo negociado na Nymex caiu US$ 0,83 (1,33%) e fechou em US$ 61,59 o barril, depois de oscilar entre US$ 61,10 o barril na mínima e US$ 62,50 o barril na máxima. O contrato de abril do petróleo negociado na plataforma eletrônica ICE, de Londres, fechou em queda de US$ 1,30 (2,09%), em US$ 61,04 o barril. O contrato oscilou entre US$ 60,78 o barril na mínima e US$ 62,84 o barril na máxima.

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