MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
Das agências Estado e Folhapress 
Fim de festa
Após permanecerem fechadas segunda-feira e ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) reabrirão hoje às 13h. Os bancos - segundo nota divulgada pela Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) - iniciam o expediente às 12 horas. As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês que vencerem nos dias 27 e 28 poderão ser pagos hoje sem incidência de multa.
Risco
A agência Standard & Poor's elevou ontem a classificação de risco (rating) da dívida brasileira devido à menor exposição à variação do dólar e à taxa básica de juros da economia (Selic). O rating da dívida externa de longo prazo passou de ''BB-'' para ''BB'', duas notas abaixo do chamado ''grau de investimento'' (investment grade). A nota estava sob perspectiva positiva desde novembro do ano passado. Apesar de ser o segundo aumento em menos de dois anos, o rating do Brasil passa agora a ser equivalente ao de países latino-americanos como Colômbia, Peru e Panamá.
Estável
O rating passa a ter perspectiva estável, o que desagradou parte dos analistas de mercado, que esperavam que a nota continuasse com um viés de alta. O risco Brasil, que mede a vulnerabilidade da dívida, sobiu ontem 2,79%, para 221 pontos. Em seu comunicado, a S&P afirmou que ''a perspectiva de uma queda importante na vulnerabilidade da dívida do governo atrelada ao câmbio e a flutuações das taxas de juros'' levaram ao aumento do rating.
Nos EUA
A bolsa americana iniciou a semana com ganhos. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subiu ontem 0,32, e o Nasdaq teve alta de 0,88%, com o anúncio do resultado da varejista do setor de casa e construção Lowe''s Cos e a queda no preço do petróleo. Os ganhos da empresa no quarto trimestre dissipou o temor dos investidores com relação ao desempenho das empresas com um ritmo mais lento da economia ao longo do ano passado. As ações da Lowe subiram 4,5%, para US$ 68,45, depois do anúncio que superou as expecativas de Wall Street.
Petróleo
O preço do barril de petróleo cru fechou cotado a US$ 61 dólares no mercado de Nova York ontem, uma queda de US$ 1,91. Na última sexta-feira, o barril havia atingido os US$ 63 em reação ao ataque terrorista a uma refinaria na Arábia Saudita.
Européias
Após alta recorde de ontem, as bolsas européias fecharam em baixa, com a realização de lucros de investidores. O movimento foi influenciado também por um temor sobre a taxa de juros nos Estados Unidos, que pode levar a um aumento da venda de ações em Wall Street. O índice CAC 40 de Paris fechou em baixa de 1,58%. O índice FT 100 da Bolsa de Londres caiu 1,44%, com a queda do preço do petróleo afetando as gigantes do setor. Em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 2,01%, e em Milão, a Bolsa teve baixa de 1,75%.


