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Ritmo reduzido
Os mercados reduziram o ritmo de negócios ontem, véspera do longo feriado de carnaval. Sexta-feira também foi o último dia útil do mês. No período, o dólar acumulou queda de 3,91% ante o real na roda da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e baixa de 3,39% no balcão. Em 2006, a moeda já acumula perda de 7,96%. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o investidor estrangeiro está voltando aos poucos e a bolsa acabou fechando com alta discreta. Em fevereiro, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acumulou valorização de 0,59%.

Dólar
O dólar encerrou os negócios com queda de 0,23%, vendido a R$ 2,138, apesar do feriado prolongado de Carnaval. O mercado interbancário de câmbio só reabrirá na Quarta-Feira de Cinza, a partir das 12h. No mês de fevereiro, o dólar acumulou desvalorização de 3,5%. No ano, já registra queda de 8,04%.

Disputa
A disputa pela formação da ptax -média diária da cotação da moeda norte-americana- fez o dólar oscilar um pouco ontem, principalmente pela manhã, mas não chegou a gerar muita pressão sobre a divisa. Segundo analistas, os ingressos de recursos continuaram guiando o movimento do câmbio. No último dia útil do mês, aumenta a disputa entre ''comprados'' e ''vendidos'' em contratos de dólar futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) pela formação da ptax.

Referência
Os contratos futuros de câmbio que serão liquidados na próxima quarta-feira terão a ptax de ontem como referência. Assim, para a instituição que está vendida, uma cotação menor significa ganho mais representativo e para a que está comprada, o oposto.

Leilões
Como vem fazendo diariamente, o Banco Central ofertou ontem 4.550 contratos de ''swap cambial reverso'' e comprou divisa no mercado à vista. No leilão de ''swap reverso, a autoridade vendeu todo o lote ofertado. A operação tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro. No câmbio à vista, segundo operadores, o BC aceitou 13 propostas para compra e pagou R$ 2,134 por dólar.


Bovespa
Um movimento de realização de lucros e a saída de estrangeiros limitaram a alta da Bolsa de Valores de São Paulo neste mês. O Ibovespa - principal índice da Bolsa composto por 57 ações- subiu 0,53% ontem e fechou com o recorde de 38.610 pontos. Em fevereiro, acumulou valorização de apenas 0,96%.

Lucros
Segundo analistas, os investidores aproveitaram para embolsar lucros neste mês, por conta da alta de 14,7% acumulada em janeiro e da valorização superior a 27% em todo o ano de 2005. Os estrangeiros tiraram da Bovespa R$ 741,9 milhões em fevereiro, até o dia 21. Em janeiro, o saldo de investimentos externos havia ficado positivo em R$ 2,6 bilhões. Na avaliação de alguns analistas, os estrangeiros devem ficar ausentes da Bovespa por algum tempo, pois o índice subiu muito.

Bradies
O mercado acionário paulista ainda repercutiu positivamente ontem o anúncio do Tesouro Nacional feito na quinta-feira de resgate antecipado dos ''bradies'', títulos que foram emitidos pelo Brasil para refinanciar os contratos rompidos na moratória dos anos 80. No início da noite, o risco Brasil caía 0,9%, para 221 pontos -menor nível da história. O indicador é uma espécie de termômetro da confiança do mercado financeiro na capacidade de um país pagar sua dívida. Quanto mais alto o risco, maiores são os juros cobrados pelos investidores para comprar títulos desse país.


Destaques
Por causa do feriado prolongado, entretanto, o volume financeiro da Bovespa caiu para R$ 1,709 bilhão ontem, menor desde 23 de dezembro do ano passado (R$ 1,684 bilhão). Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas desta sexta-feira foram Light ON (+11,31%), Klabin PN (+6,16%) e Telesp Celular Par PN (+5,85%). As maiores baixas foram Eletrobrás ON (-3,87%), Eletrobrás PNB (-3,22%) e Siderúrgica Nacional ON (-3,12%).


Nos EUA
Em Nova York, o dia foi morno para os mercados de ações. O Dow Jones fechou em ligeira queda de 0,07%, o Nasdaq subiu 0,34% e o S&P 500 avançou 0,13%. Na Nymex, os contratos de petróleo para abril fecharam em US$ 62,91 o barril, alta de US$ 2,37 (3,91%).

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram quase 4% ontem e chegaram a superar brevemente os US$ 63,00 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), depois do fracassado ataque terrorista contra a maior instalação de petróleo do mundo, localizada na Arábia Saudita, disseram analistas. Terroristas suicidas guiando carros recheados de explosivos tentaram explodir a refinaria de Abqaiq na Arábia Saudita, mas eles não conseguiram atravessar os portões, pois os guardas detonaram os explosivos ao atirarem contra os veículos.

Maior do mundo
O ministro de petróleo saudita, Ali Naimi, negou os informes iniciais de que a explosão havia interrompido brevemente as operações da refinaria, mas traders nervosos em Nova York e Londres levaram o incidente sério o suficiente para alavancarem os preços da commodity. A refinaria de Abqaiq processa cerca de 7 milhões de barris/dia de petróleo, ou cerca de dois terços da produção diária da Arábia Saudita, sendo a maior do mundo.

Das agências Estado e Folhapress

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