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Alívio nas taxas
As taxas de inflação nos Estados Unidos e no Brasil divulgadas ontem recolocaram os juros domésticos na trajetória de queda. Os núcleos do CPI nos EUA e do IPCA-15 no Brasil levaram alívio aos mercados e justificaram tanto a queda dos juros por aqui quanto a alta das bolsas em Nova York. Com isso, a Bovespa também voltou a subir, com giro financeiro vigoroso, acima dos R$ 2 bilhões. No mercado cambial, o fluxo positivo provocou nova queda na cotação do dólar, que fechou em baixa de 0,74%.


Juros
Com a inflação dentro das expectativas, aqui e nos EUA, os vendedores reapareceram, e as taxas futuras caíram bem. O contrato de janeiro de 2007 projetou taxa de 15,38% ao ano, ante 15,46% na véspera; o de janeiro de 2008 fechou em 14,64%, contra 14,73% no dia anterior. O de abril de 2006 projetou 16,70% (16,71%). No curto prazo, a precificação para o corte de juro na próxima reunião do Copom se manteve em 0,77 ponto porcentual.


Dólar
Depois de abrir em alta e atingir valorização de 1,4%, o dólar retomou o movimento de queda e fechou em baixa, vendido a R$ 2,141. Paulo Fujisaki, da Socopa, avalia que os ingressos de recursos pesaram mais e fizeram o dólar cair. Na terça-feira, o dólar registrou a maior alta percentual em mais de dois meses, ao fechar com valorização de 1,79%, a R$ 2,156.

Análise
Parte do mercado avaliou na terça-feira que a alta da divisa foi provocada pelo déficit na balança de transações correntes do país. O Banco Central divulgou na terça-feira que as transações correntes registraram um déficit de US$ 452 milhões em janeiro - o que não acontecia desde novembro de 2004, quando a conta ficou deficitária em US$ 223,5 milhões.

Pontual
''Depois de analisado, o mercado percebeu que a queda no resultado das transações correntes foi apenas pontual, provocada por uma remessa de dividendos ao exterior, e que não vai se tornar regra'', disse. A conta de transações correntes é importante porque representa as principais transações do país com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferências de renda.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem com leve alta de 0,21%, aos 38.246 pontos, atrelada ao desempenho positivo nos EUA. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subiu 0,62%. A Bolsa eletrônica Nasdaq avançou 0,89%. Os negócios em Wall Street foram estimulados pela queda do preço do petróleo. O barril de petróleo caiu 1,8% em Nova York, para US$ 61,01, por conta das previsões de novo aumento dos estoques da commodity nos EUA.

Destaques
A ação ordinária da Petrobras caiu 1,69% ontem e ficou entre as maiores quedas do Ibovespa, refletindo o recuo do preço do petróleo. Já os destaques de alta do índice ficaram com os papéis ordinários da Eletrobras, que subiram 3,77%, e preferenciais da Cemig, que tiveram alta de 3,72%. A Bolsa paulista movimentou R$ 2,464 bilhões.

Bradesco
O Bradesco obteve em 2005 o maior lucro já registrado por um banco brasileiro. Com crescimento de 80,2% em relação a 2004, o Bradesco teve lucro líquido de R$ 5,514 bilhões, ou R$ 15,1 milhões em cada um dos 365 dias de 2005. A crescente demanda por crédito, principalmente nos segmentos de pessoa física e de pequenas e microempresas, turbinou o resultado do maior banco privado brasileiro - como tem acontecido com o setor bancário desde 2003.


Soma
Márcio Cypriano, presidente do banco, diz que o resultado pode ser explicado pela soma de alguns pontos, como o crescimento da carteira de crédito, a consolidação da segmentação da base de clientes e o forte controle de custos. O principal rival do Bradesco, o Itaú, teve lucro líquido de R$ 5,251 bilhões em 2005.


Rentabilidade
Analistas afirmam que talvez mais importante do que o crescimento forte do lucro foi a melhora da rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio do banco (conhecido como ROE), que subiu de 22% em 2004 para 32,1% em 2005. Esse indicador mostra o potencial de retorno do banco. Para os detentores de ações, o Bradesco destinará R$ 1,9 bilhão em dividendos e juros sobre o capital próprio.

Das agências Estado e Folhapress

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