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Dia calmo
Depois de dois dias de correção de preços e realização de lucros, a Bovespa voltou a fechar em alta ontem. A queda do risco Brasil e a melhora nas bolsas em Nova York, além do fluxo estrangeiro, deram sustentação à bolsa. No mercado de DI, os juros se ajustaram para cima, depois da divulgação do IPCA de janeiro, de 0,59%. O dólar fechou em baixa de 0,73%, refletindo o ingresso positivo de investimento externo.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,05%, com 36.882 pontos, após cair por dois pregões seguidos, puxada por um movimento de realização de lucros. Gustavo Alcântara, da Mercatto Gestões, avalia que o ambiente continua positivo para o mercado acionário paulista. ''O que atrapalhou um pouco hoje (ontem) foi a virada em Nova York no final da tarde'', disse.

Norte-americanas
Em Nova York, às 18h15, depois de as bolsas norte-americanas terem passado quase todo o dia com vigorosas altas, o Dow Jones operava em alta de 0,38%, o Nasdaq registrava ligeira queda de 0,07% e o S&P 500 recuava 0,08%. O risco Brasil, por sua vez, caía 2 pontos, para 256 pontos-base. ''O risco vem caindo aos poucos. E isso está sendo bem visto pelo mercado'', disse um operador.


Petrobras
De acordo com analistas, a Bolsa paulista só não subiu mais ontem por causa da queda da Petrobras. Os papéis ordinários e preferenciais da companhia recuaram 0,65% e 0,44%, respectivamente, puxados por uma realização de lucros e pelo petróleo. O preço do barril do petróleo chegou a recuar nos EUA, mas fechou estável, a US$ 62,55.


Destaques
A Bovespa movimentou R$ 2,224 bilhões. Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Cesp PN (8,27%), Net PN (5,41%) e Souza Cruz ON (2,83%). As maiores baixas foram Celesc PNB (-1,24%), Tele Leste Celular PN (-0,91%) e Gerdau PN (-0,89%).

Dólar
Os ingressos de recursos garantiram mais um dia de queda para o dólar em relação ao real. A moeda norte-americana caiu 0,73% e fechou ontem a R$ 2,170 na venda, menor cotação desde 11 de novembro do ano passado (R$ 2,164). Carlos Alberto Abdalla, da corretora Souza Barros, afirmou que parte do mercado já cogita a possibilidade de o dólar voltar aos R$ 2,10 no curto prazo. O cenário externo tranquilo e a queda do risco-país brasileiro contribuíram com a queda do dólar hoje.

Sem influência
As atuações do Banco Central não influenciaram o movimento do dólar ontem. A instituição vendeu 4.100 dos 4.550 contratos de ''swap cambial reversos'' -operação que tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro. A autoridade comprou divisas também no câmbio à vista, por R$ 2,1710.

Juros
O mercado de juros ajustou para cima a maior parte das taxas projetadas nos contratos de DI, na esteira do resultado para o IPCA fechado no mês de janeiro, que ficou em 0,59%. O número veio dentro das estimativas do mercado (entre 0,48% a 0,64%, com mediana em 0,56%), mas ainda assim parece ter incomodado: os núcleos permaneceram bastante elevados - todos acima das projeções, independente do cálculo - e já começam a aparecer, aqui e ali, observações de que o que parece ser uma possível resistência para a inflação começa a tomar forma.


Alta geral
Misturando o incômodo com a oportunidade de realizar lucros, as taxas mais curtas dos DIs registraram alta generalizada durante os negócios, ainda que o consenso de um corte de 0,75 ponto na próxima reunião do Copom tenha se mantido intocável. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2007 projetou taxa de 15,74% ao ano, contra 15,70% do ajuste quarta-feira. O giro financeiro do contrato, de maior liquidez na BM&F, somou R$ 21,5 bilhões. O DI de abril fechou com taxa anual de 16,88%, contra 16,87% do ajuste, e o DI com vencimento em julho de 2006, em 16,27% ao ano, ante 16,25% da véspera.

Europa
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em alta de 1,46%. Traders atribuíram a alta à recuperação das ações do setor de commodities, especialmente mineradoras e petróleo. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 1,24%. Traders atribuíram a alta ao bom desempenho das ações do setor financeiro e à influência dos ganhos nas Bolsas dos EUA. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX avançou 1,36%. As ações da Volkswagen subiram 1,89%, decido à expectativa positiva em relação a seu informe de resultados, que sai nesta sexta-feira. Na bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta 1,15%. A Bolsa de Madri fechou em alta de 1,27%; e Lisboa recuou 0,02%.

Tóquio
As ações avançaram na Bolsa de Tóquio com as compras dos investidores voltadas para blue chips de tecnologia e ações mais sensíveis a dados econômicos, embora o Nikkei 225 tenha recuperado menos da metade das perdas de 2,7% registradas na quarta-feira. O índice avançou 1,0%. Ações de bancos e papéis mais sensíveis a dados econômicos estiveram mais fortalecidos, diante da expectativa de que o governo revisaria para cima sua avaliação sobre a economia do país no relatório de fevereiro. As ações dos principais bancos, como Mitsubishi Tokyo Financial, Mizuho e Sumitomo Mitsui Financial encerraram a sessão em alta.

China
As ações encerraram em baixa na China com realização de lucros após ganhos fortes na semana diante da expectativa de adoção de politicas favoráveis ao mercado durante reunião anual do Congresso chinês, marcada para o início de março. O índice Xangai Composto encerrou em queda de 1,6%, em 1.269,45 pontos. O índice Shenzhen Composto recuou 1,3%, para 312,45 pontos.

Das agências Estado e Folhapres

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