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Risco Brasil

Agenda fraca
Numa quarta-feira com a agenda econômica fraca, os mercados tiveram um dia sem fortes definições. Embora com intensidade modesta, os juros voltaram a fechar em baixa. O dólar fechou em ligeira queda, influenciado pela redução do risco Brasil para 258 pontos-base no final da tarde. A Bovespa teve mais um pregão com forte volatilidade e acabou caindo 0,17% no fechamento. O giro financeiro chegou a R$ 2,6 bilhões.

Câmbio
O dólar fechou em baixa de 0,09% ontem, vendido a R$ 2,186, depois de abrir em alta e chegar a subir 1%. Para Ricardo Martins, da corretora Concórdia, o mercado de câmbio iniciou o dia atento ao cenário externo e ao movimento do risco-país brasileiro. Segundo o analista, o comportamento dos Treasuries (títulos de 10 anos dos EUA) e dos títulos da divida brasileira em Nova York continuaram sendo monitorados de perto pelos agentes de mercado.

Indicadores
O rendimento dos títulos de 10 anos da dívida norte-americana subia um pouco à tarde, de 4,57% (na terça-feira) para 4,58%. Apesar disto, o risco Brasil voltou recuar, após subir um pouco pela manhã, o que mexeu com o câmbio no início dos negócios. No horário do fechamento do dólar, apontava queda de 0,77%, para 258 pontos. O Global 40 -principal título da divisa brasileira no exterior atualmente- tinha alta de 0,31% no final da tarde.


Leilão
No leilão de ''swap cambial reverso'' realizado ontem, o Banco Central vendeu os 4.550 contratos ofertados -equivalentes a cerca de US$ 214 milhões. No câmbio à vista, a instituição aceitou sete propostas de compra e pagou no máximo R$ 2,1875.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com leve baixa de 0,17%, aos 36.499 pontos, ainda influenciada por um movimento de realização de lucros. Foi a segunda queda seguida do Ibovespa - principal índice da Bolsa composto por 57 ações. Na terça-feira já havia recuado 2,04%.


Na onda
Durante o dia, entretanto, o Ibovespa chegou a subir 0,61%, acompanhando o desempenho positivo do mercado norte-americano. No horário de fechamento dos negócios no Brasil, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subia 0,93%. A Bolsa eletrônica Nasdaq registrava valorização de 1,10%.

Normal
Segundo analistas, depois da alta acumulada no ano passado e em janeiro, é normal e até ''saudável'' que ocorram realizações de lucros na Bovespa. No ano passado, o índice da Bolsa subiu 27,7% e, em janeiro deste ano, mais de 14%. Na estimativa do diretor de uma corretora, com as realizações de lucros, o Ibovespa deve voltar a ficar abaixo dos 36 mil pontos até o final deste mês, para depois retomar um movimento de alta consistente.


Destaques
Apesar da queda do Ibovespa ontem, as ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Vivax, empresa de TV a cabo, estrearam com forte alta na Bolsa paulista. O papel ordinário da Copasa, que foi lançado a R$ 23,50 na oferta pública, subiu 4,68% e fechou ontem a R$ 24,60. A unit (representativa de duas ações preferenciais e uma ordinária) da Vivax, subiu 10,61% e encerrou os negócios a R$ 27,10. Na oferta pública, o valor da unit foi fixado em R$ 24,50.

Juros
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) as projeções futuras para os juros fecharam em queda ontem. Hoje o mercado irá conhecer o resultado do IPCA de janeiro. O IPCA é o índice de preços utilizado pelo governo para monitorar a meta de inflação. Se o índice ficar dentro abaixo das expectativas, as taxas futuras devem recuar mais. No contrato DI (Depósito Interfinanceiro) mais negociado de hoje, que vence na virada do ano, a taxa caiu de 15,74% para 15,70%.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva na New York Mercantile Exchange (Nymex), com os dados sobre os níveis dos estoques comerciais norte-americano estimulando os traders a realizarem lucro, disseram analistas. Os estoques permanecem 30 milhões de barris acima da média de igual período do ano passado. Na Nymex, os contratos de petróleo para março caíram US$ 0,54 (0,86%), para US$ 62,55 o barril. Os contratos de gasolina para março caíram 459 pontos (2,88%), para US$ 1,5481 o galão.

Das agências Estado e Folhapress

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