MERCADO FINANCEIRO
SOBE
Dólar
DESCE
Bovespa
Ano bom
O ano começou bem para o mercado de fundos de investimento. Considerando todas as categorias, houve captação líquida de R$ 13 bilhões em janeiro, segundo dados apresentados pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
Renda fixa
Apesar do atual processo de queda das taxas de juros, as aplicações de renda fixa foram as que receberam os maiores montantes de recursos. Somando as três categorias principais que rendem juros aos investidores - renda fixa, DI e curto prazo-, a captação líquida - diferença entre aplicações e resgates- totalizou R$ 11,45 bilhões. Com esse fluxo de dinheiro novo, o patrimônio líquido administrado pela indústria de fundos alcançou a cifra recorde de R$ 749,7 bilhões.
Fundos de ações
Os fundos de ações, campeões de rentabilidade em 2006 até o momento, tiveram captação de R$ 597,69 milhões em janeiro, segundo o site Fortuna, que acompanha o mercado de fundos. Para o trabalhador que aplicou parte do FGTS em ações, o mês de janeiro foi bastante favorável. Os fundos FGTS/Petrobras renderam 25,24% no primeiro mês do ano. Já os formados com ações da Vale do Rio Doce renderam 15,38%.
Bovespa
Ontem a Bolsa de Valores de São Paulo não teve um dia muito favorável. O Ibovespa, seu principal índice, registrou queda de 2,04%. O desempenho negativo do mercado acionário em diferentes lugares do mundo afetou a Bovespa. Nem o resultado melhor que o esperado da produção industrial em dezembro chegou a animar os investidores. Em Buenos Aires, o índice Merval caiu 1,78%.
Novo Mercado
No pregão de hoje da Bovespa, as ações ON da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) passarão a fazer parte do Novo Mercado. Com a entrada da Copasa, o Novo Mercado - destinado a empresas comprometidas com práticas diferenciadas de governança corporativa - contará com 20 ações listadas.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar subiu um pouco (0,14%), encerrando vendido a R$ 2,188. O BC manteve sua política de intervenções, comprando cerca de US$ 213 milhões do mercado futuro e outros aproximados US$ 50 milhões diretamente das instituições financeiras.
Juros
As projeções embutidas nos contratos futuros de juros negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) encerraram o dia em alta generalizada. O contrato de DI com vencimento em julho de 2006 fechou com taxa de 16,29%, contra os 16,25% do ajuste anterior. O contrato de DI de janeiro de 2007 fechou o dia com taxa embutida de 15,74%, ante 15,68% do ajuste de terça. O giro financeiro para esse contrato, o de maior liquidez, somou R$ 28,2 bilhões.
Reação
Essa parte mais curta da curva de juros reagiu aos dados da produção industrial de dezembro divulgados pelo IBGE. O crescimento de 2,3% na produção, ante o mês anterior, ficou acima da média das expectativas e levou parte do mercado a ajustar algumas apostas mais ousadas de corte da Selic na próxima reunião do Copom.
Apostas
Como bem resume um gestor de recursos, se a produção em dezembro viesse fraca, como se esperava, o corte de 0,75 ponto porcentual em março se tornaria uma aposta longe do risco de uma surpresa mais conservadora por parte do Copom. Por exemplo, um corte de 0,50 ponto. ''Com a produção fraca, o corte de 0,75 seria uma certeza e cortes mais ousados, de 1 ponto, seriam o risco. Agora esse quadro muda um pouco'', destaca o gestor.
Acesso facilitado
A novidade do dia foi a confirmação de que o governo enviará mesmo ao Congresso (não se sabe ainda se por medida provisória ou projeto de lei complementar) a proposta de facilitar o acesso do investidor estrangeiro no mercado doméstico, da qual consta, entre outras, a isenção do Imposto de Renda para investimentos em títulos públicos (provavelmente condicionada a um tempo mínimo da aplicação) e a criação de uma espécie de conta investimento para esse perfil de investidor.
Pequena revolução
A medida, junto com o projeto de Lei Cambial que deve ser colocada para tramitação nesta semana no Senado, pode significar uma pequena revolução no lento processo de liberalização do mercado de renda fixa no País. Convencidos de que os investidores locais dificilmente mudariam uma enraizada cultura do ''DI'', os representantes da equipe econômica acreditam que o acesso do estrangeiro poderá contribuir para o alongamento e barateamento da dívida pública interna, com impactos diretos sobre a área fiscal e monetária e, claro, sobre a curva de juros doméstica.
Petróleo
Os preços dos contratos futuros de petróleo caíram ontem mais de US$ 2,00 e fecharam pouco acima de US$ 63,00 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), em meio às expectativas de novo aumento dos estoques comerciais norte-americanos, enquanto os temores relacionados ao impasse nuclear com o Irã diminuíram. Na Nymex, os contratos de petróleo para março fecharam em US$ 63,09 o barril, queda de US$ 2,02 (3,10%). Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para março fecharam em US$ 61,56 o barril, queda de US$ 1,77.
Das agências Estado e Folhapress





