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Volatilidade
A grande expectativa ontem para o mercado era a divulgação dos dados sobre emprego nos EUA. Os números vieram mostrando vigor da economia e, por causa disso, reforçou a aposta de que o juro deve voltar a subir por lá. A perspectiva mexeu com todos os mercados. A taxa de desemprego norte-americana em janeiro caiu para 4,7%, o menor nível em quatro anos. O número de vagas de trabalho criadas cresceu 193 mil, abaixo da previsão de 250 mil dos economistas, mas os dados relativos à oferta em dezembro e novembro foram revisados em alta. O ganho médio por hora trabalhada em janeiro sugeriu potencial de inflação. Subiu 0,4% em janeiro, contra previsão de alta de 0,3%.
Dólar
Por aqui, depois de subir por dois dias seguidos, o dólar fechou ontem com queda de 0,89%, a R$ 2,207, menor cotação desde 7 de dezembro do ano passado (R$ 2,195). A volatilidade guiou os negócios no câmbio. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 2,206 (baixa de 0,94%) e R$ 2,241 (alta 0,63%). Com o resultado do fechamento, o dólar acumulou na semana baixa de 0,45%.
Atenção
Pela manhã, os dealers operaram atentos ao cenário externo. Como as Bolsas norte-americanas estavam caindo muito, por causa de indicadores econômicos dos EUA, o dólar chegou a subir um pouco. Entretanto, à tarde, voltou a cair, influenciado pelos ingressos de recursos no mercado.
BC atuando
O Banco Central, como vem fazendo diariamente, vendeu hoje 4.550 contratos de ''swap cambial reverso'' - equivalentes a cerca de US$ 212 milhões. A operação tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro. Além disso, atuou no câmbio à vista. Segundo operadores, aceitou sete propostas para compra da divisa e pagou no máximo R$ 2,2125 por dólar.
Juros
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os DIs encerraram o pregão com as seguintes taxas: DI janeiro/07, 15,76% (ante 15,85% de quinta-feira); DI julho/07 15,50% (15,61%); DI janeiro/08, 15,18% (15,33%); e DI abril/06, 15,89% (16,90%).
Bolsa
A Bovespa voltou a ter um dia de forte volatilidade. Oscilou com mais um round no movimento de realização de lucros e também acompanhando as bolsas em Nova York, que chegaram a subir de manhã e caíram mais fortemente à tarde. O movimento financeiro voltou a superar os R$ 2 bilhões. No fim da tarde, a bolsa acabou encerrando no negativo. Na semana, acumulou perdas de 1,48%, configurando um período de realização de lucros.
Ibovespa
O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,11%, com 37.261 pontos. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular queda de 2,92% em fevereiro e alta de 11,38% em 2006. O movimento financeiro ficou em R$ 2,319 bilhões.
Sustentação
Um ponto destacado por um operador é que o fluxo de capital externo continua dando sustentação para a Bovespa. Ontem, por exemplo, o mercado paulista fechou em baixa de 0,11%, considerada tímida, mesmo com Wall Street tendo mais um dia no negativo. Às 18h20, o Dow Jones caía 0,40%, o Nasdaq recuava 0,75% e o S&P 500 operava em baixa de 0,40%.
Destaques
Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram BRT Operadora PN (5,45%), Comgás PNA (3,81%) e BRT Par ON (3,71%). As maiores baixas foram Banco do Brasil ON (-3,32%), Itaubanco PN (-3,28%) e AmBev PN (-3,04%).
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram 1% na New York Mercantile Exchange (Nymex), em meio a incerteza relacionada com as ambições nucleares do Irã, segundo traders e analistas. Os contratos de petróleo para março fecharam em US$ 65,37 o barril, alta de US$ 0,69 (1,07%). Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para março fecharam em US$ 63,39 o barril, alta de US$ 0,51.
Na Europa
Os principais mercados europeus abriram em baixa em reação às bolsas norte-americanas, mas reagiram no final dos negócios. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,21%. Na semana, o FT-100 acumulou uma queda de 0,48%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,20%. O mercado francês também abriu em baixa e se recuperou no final do pregão. Nesta semana, o CAC acumulou uma alta de 0,34%. Em Frankfurt, o DAX termina em alta de 0,13%. A Bolsa de Madri subiu 0,36%; Lisboa avançou 0,27%.
Asiáticas
As ações caíram em Tóquio, acompanhando as perdas de quinta-feira em Wall Street e diante de temores com a sustentabilidade dos ganhos registrados nas últimas semanas. O índice Nikkei terminou a sexta-feira em baixa de 50,91 pontos (0,3%), em 16.659,64 pontos. O índice subiu 8% nas últimas nove sessões. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda forte, com realização de lucros e preocupações com as perspectivas para o juro nos EUA. O índice Hang Seng terminou o dia em baixa de 1,67%. Na Coréia do Sul, o índice Kospi terminou o dia em baixa de 2,98%, o menor nível em quase três semanas.
Das agências Estado e Folhapress





