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Dia nervoso
O temor de novos ataques terroristas no Reino Unido mexeu com o humor dos investidores ontem. Depois de acumular alta de 15,03% no ano, a Bovespa finalmente realizou lucros. Caiu pouco mais de 3%, com giro financeiro pesado de R$ 2,5 bilhões. Nova York ajudou, com mais um dia negativo para as bolsas em Wall Street. Já o mercado de DI se descolou do ambiente internacional e derrubou as taxas, num movimento técnico depois que os prêmios atingiram um ponto de risco. No segundo dia da roda de dólar pronto na BM&F, as cotações do câmbio no balcão e na bolsa fecharam no mesmo nível. A moeda fechou praticamente estável.
Bovespa
A tensão no cenário externo contaminou os negócios e fez a Bolsa de Valores de São Paulo fechar com queda de 3,07%, maior desvalorização percentual em um dia desde 20 de outubro do ano passado (-3,25%). Nos três pregões anteriores, o Ibovespa -principal índice da Bolsa composto por 57 ações- havia fechado em alta.
Temor
Segundo analistas, o temor de novos atentados terroristas no Reino Unido gerou nervosismo no mercado internacional ontem e foi motivo para uma realização de lucros mais forte na Bovespa, após uma alta de 14,7% em janeiro e expansão de 27,7% em 2005.
Alerta
O organismo que avalia a aplicação das leis antiterroristas no Reino Unido alertou que a ameaça persiste e ''deve-se esperar que haja mais atentados suicidas'' no país. O diretor do organismo, o parlamentar Alex Carlile, assegurou que teve acesso a documentos ''alarmantes'' do Ministério do Interior que o levam a afirmar que a ameaça continua sendo ''real e presente''. ''Devemos esperar mais atentados suicidas no Reino Unido, e os alvos são imprevisíveis'', alertou
Destaques
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram Banco do Brasil ON (5,06%), Cesp PN (2,03%) e VCP PN (1,84%). As maiores baixas foram Usiminas PNA (-5,81%), Gerdau PN (-5,17%) e Gerdau Metalúrgica PN (-5,13%).
Dólar
O dólar fechou em alta de 0,17%, vendido a R$ 2,227, depois de cair 0,72% ao longo do dia e encostar nos R$ 2,20. Na roda de dólar à vista da na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), inaugurada na quarta-feira, a moeda norte-americana era cotada também a R$ 2,227 perto do encerramento dos negócios, igual ao fechamento do dia anterior.
Ajustes
''As Bolsas pioraram lá fora, causando impacto no risco-país brasileiro e no mercado doméstico'', disse Flávio Ogoshi, do RaboBank. No cenário doméstico prevaleceram ainda os ajustes de posições, após o dólar acumular queda de 4,7% em janeiro e a posição vendida dos bancos atingir US$ 4,69 bilhões no mês passado.
Nos EUA
Em Nova York, às 18h30, o Dow Jones caía 0,88%, o Nasdaq recuava 1,10% e o S&P 500 operava em baixa de 0,84%. O risco Brasil, que chegou a cair até a mínima de 257 pontos-base, estava em alta de dois pontos, com 264 pontos-base. As Bolsas européias também sofreram com o dia ruim: queda de 0,94% em Londres, de 1,34% em Frankfurt e baixa de 1,43 em Paris.
Juros
Na BM&F, os Dis encerraram o dia com as seguintes taxas: DI janeiro/07, 15,85% (ante 15,90% na quarta-feira); DI julho/07, 15,61% (ante 15,63%); DI janeiro/08, 15,33% (15,35%); e DI abril/06, 16,90% (16,92%).
Asiáticas
As ações subiram em Tóquio, com investidores animados com os balanços favoráveis de algumas empresas de tecnologia e com o fortalecimento do dólar. O índice Nikkei terminou o dia em nova máxima em cinco anos, a 16.710,55 pontos, depois de somar 230,46 pontos (1,7%). As ações da Konica Minolta subiram 11%, com o anúncio de que o lucro líquido do grupo para o trimestre outubro/dezembro mais que dobraram, em consequência de robustas vendas e dólar mais forte. As montadoras beneficiaram-se da alta do dólar. Honda fechou com ganhos de 2,5%. A Bolsa de Hong Kong terminou a quinta-feira em baixa, refletindo cautela dos investidores. O índice Hang Seng fechou o dia em queda de 0,32%. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em leve baixa de 0,11%. As Bolsas da China, Taiwan e da Malásia permaneceram fechadas, por causa de feriado.
Das agências Estado e Folhapress





