MERCADO FINANCEIRO
Bolsa
Mais uma vez, a Bolsa de Valores de São Paulo inverteu a direção no final dos negócios e fechou positiva ontem. O Ibovespa - principal índice da Bolsa composto por 57 ações - subiu 0,27% e fechou com inéditos 38.484 pontos, depois de ficar a maior parte do pregão negativa e cair 1,29% ao longo do dia.
Lucros
É uma realização de lucros que está sendo absorvida diariamente pela entrada de dinheiro novo no mercado, avalia Álvaro Bandeira, da corretora Ágora Senior. Segundo ele, somente no último dia 30, os estrangeiros colocaram mais de R$ 300 milhões na Bovespa. Em todo o mês de janeiro, o Ibovespa acumulou ganhos de 14,7%, depois de subir mais de 27% em 2005. Ontem, o volume financeiro negociado na Bolsa paulista somou ontem R$ 2,701 bilhões.
Destaque
As ações preferenciais e ordinárias da TIM Participações caíram 4,71% e 3,38%, respectivamente. Foram as quedas mais expressivas do Ibovespa. Para Felipe Cunha, da corretora Brascan, a proposta da empresa de incorporação da TIM Celular, empresa do grupo de capital fechado, não agradou os investidores.
O mercado considerou que a relação de troca de ações deveria ser melhor, disse. De acordo com ele, os acionistas da TIM Celular receberão 45,8 ações da TIM Participações e darão em troca apenas uma ação ordinária.
Já os resultados da TIM Participações referentes a 2005, divulgados ontem, agradaram, segundo ele. A companhia lucrou R$ 399,2 milhões em 2005, resultado 50,1% acima ao de 2004, representando uma margem líquida de 13,7%.
Nos EUA
Em Nova York, às 18h40, o Dow Jones operava em alta de 0,88%, o Nasdaq subia 0,15% e o S&P 500 avançava 0,20%. O risco Brasil, nesse horário, caía 6 pontos, para 260 pontos-base.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo reverteram o movimento de alta ontem e recuaram abaixo de US$ 67,00 o barril no final da sessão na New York Mercantile Exchange (Nymex). Perto do fechamento na Nymex, os contratos de petróleo para março registravam queda de US$ 1,22 (1,80%), a US$ 66,70. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para março caíam US$ 1,02 (1,55%), para US$ 64,97 o barril.
Dólar
O dólar subiu 0,36% ontem e interrompeu uma seqüência de cinco quedas. A divisa fechou a R$ 2,223, influenciada pelos leilões do Banco Central e por um ajuste de posições no mercado. Hoje foi um dia de ajustes, depois das quedas anteriores. Além disso, ontem (terça-feira) o movimento foi atípico, por causa da formação da ptax (média diária da cotação do dólar que serve de referência para liquidação de contratos no mercado futuro), disse Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy. Em janeiro, o dólar acumulou queda superior a 4%, portanto, segundo o analista, é natural que ocorra uma correção.
Preocupação
Diante da queda consistente da moeda, apesar das atuações do Banco Central, o mercado já começa também a ficar preocupado com a possibilidade de a autoridade monetária tomar alguma nova medida no câmbio. O mercado está meio apreensivo com a possibilidade de o BC fazer alguma mudança na legislação (para impedir que a moeda continue caindo tanto), disse Vogeler.
Estréia
Ontem, após a estréia da roda de dólar à vista na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o diretor de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, afirmou que o banco trabalha para a modernização da regulação do câmbio.O Banco Central já vem promovendo uma flexibilização e uma modernização da legislação cambial para o mercado primário como vem trabalhando também no mercado secundário. Há uma série de aprimoramentos que vêm sendo feitos do ponto de vista de legislação cambial, afirmou. O dólar negociado no pregão à vista da BM&F era cotado a R$ 2,227 no final do dia, mas pode passar ainda por algum ajuste. O primeiro negócio de ontem saiu a R$ 2,226.
Européias
As principais bolsas européias fecharam em alta ontem. O FT-100 da Bolsa de Londres subiu 0,72%; o CAC-40 da Bolsa de Paris avançou 1,04%; a Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 0,92%; Milão subiu 0,85%; a Bolsa de Madri avançou 1,05% e Lisboa subiu 1,06%.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa com realização de lucros em ativos como bancos e empresas do setor imobiliário, após seis sessões consecutivas de alta. Investidores esperam, entretanto, que a perspectiva da divulgação de balanços favoráveis pelas empresas mantenha intacta a tendência de alta dos papéis. O índice Nikkei caiu 1%. Em seis dias, o índice subiu 8,4%.
Hong Kong
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 0,07%. A maior parte das ações do setor imobiliário fechou em baixa. Alguns operadores atribuíram esse declínio às preocupações com o rumo da taxa de juros norte-americana após a reunião do Fed na terça-feira. As ações relacionadas à economia chinesa, no entanto, terminaram em alta no primeiro dia de negócios do ano do cachorro (China Mobile +0,8%, China Merchants +3,2%, China Resources Enterprises +3,3%). A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em baixa de 1,70%. As bolsas de Xangai, Taiwan e Kuala Lumpur não abriram.
Das agências Estado e Folhapress





