SOBE
Nasdaq
Dow Jones

DESCE
Dólar
Risco País

Mittal e Arcelor
A notícia mais quente de ontem foi a oferta hostil de 18,6 bilhões de euros feita pela indiana Mittal para adquirir a francesa Arcelor. A informação provocou uma procura aos papéis do setor siderúrgico no mundo todo. Aqui, a bolsa chegou a girar R$ 3,120 bilhões e o Ibovespa bateu novo recorde de alta. No final da tarde, no entanto, não resistiu à realização de lucros. O dólar fechou em baixa com a queda do risco Brasil, o fluxo cambial positivo e o leilão de swap cambial. No mercado de DI, apesar de indicadores de inflação terem vindo dentro do esperado, não houve fôlego para manter os juros em queda mais acentuada. Analistas ainda querem avaliar melhor qual será o comportamento do Copom na próxima reunião.

Bovespa
A Bovespa deu mais uma demonstração de força e consistência. O índice de ações chegou perto dos 39 mil pontos, batendo recorde intraday. O volume financeiro superou os R$ 3 bilhões. O mercado foi puxado principalmente pelo setor siderúrgico, que refletiu a oferta hostil de compra da francesa Arcelor pela indiana Mittal. No final da tarde, a bolsa perdeu força e realizou lucros.

Índice
O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,51%. Com esse resultado, a bolsa passou a acumular alta de 13,05% em janeiro. O movimento financeiro disparou, ficando em R$ 3,120 bilhões. No encerramento dos negócios, Petrobras PN liderava em giro financeiro (R$ 312 milhões). As preferenciais da estatal fecharam em baixa de 1,12%. A segunda ação em volume financeiro foi Arcelor ON (R$ 276 milhões), seguida por Vale PNA (R$ 230 milhões), Siderúrgica Nacional ON (R$ 172 milhões), Usiminas PNA (R$ 165 milhões) e Gerdau PN (R$ 131 milhões).


Siderúrgicas
As maiores altas do Ibovespa acabaram ficando, quase todas, com papéis de siderúrgicas. Entre os papéis que compõem o índice, as maiores altas foram Arcelor ON (14,24%), Siderúrgica Nacional ON (5,30%), TIM Par ON (+3,70%), Acesita PN (3,08%), Gerdau Metalúrgica PN (2,53%), Gerdau PN (2,19%). As maiores baixas foram Cesp PN (-5,56%), Copel PNB (-5,27%) e Embratel Par PN (-4,22%).

Nova York
Em Nova York, pouco antes do fechamento, o Nasdaq avançava 0,83%, o Dow Jones subia 0,99% e o S&P 500 operava em alta de 0,82%. O risco Brasil caía 5 pontos, para 260 pontos-base.


Juros
Na Bolsa de Mercadorias e Furutos (BM&F), o DI com vencimento em janeiro/07 fechou com taxa de 15,89% (ante 15,90% de quinta-feira); DI abril/06 com taxa de 16,96% (ante 16,95%); e DI janeiro/08 com taxa de 15,26% (ante 15,29%).

Dólar
O dólar teve mais um dia de queda ontem, apesar das atuações do Banco Central. Depois de encostar nos R$ 2,20, a divisa reduziu a baixa para 0,62% e fechou a R$ 2,217, ainda assim a menor cotação desde 7 de dezembro do ano passado. Com a queda de ontem, a moeda norte-americana acumulou na semana desvalorização de 2,67% em relação ao real. Nesta semana, o dólar registou alta apenas na quarta-feira, de 0,18%, por conta da redução no volume de negócios com o feriado de aniversário da cidade de São Paulo.

Efeito fundamental
Segundo analistas, a oferta menor de contratos de ''swap cambial reverso'' do Banco Central tem sido fundamental para a queda do dólar. Desde a última sexta-feira, a instituição reduziu de 8.800 para 4.250 o número de contratos ofertados no leilão. Apesar disso, ontem e hoje não vendeu a oferta total ao mercado. Ontem, dos 4.250 contratos de ''swap'' oferecidos pelo BC, 2.950 foram vendidos - o equivalente a cerca de US$ 138 milhões. Já no câmbio à vista, segundo operadores, a autoridade monetária aceitou 14 propostas para compra e pagou no máximo R$ 2,2090 por dólar.

Futuro
''Com o ambiente externo favorável e a redução do volume de 'swaps' pelo BC, a predominância das apostas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) é de queda da moeda norte-americana. Com isso, o dólar deve continuar sua trajetória rumo aos R$ 2,20'', avalia Miriam Tavares, diretora da corretora AGK. No final da tarde, o dólar para vencimento em fevereiro era negociado abaixo dos R$ 2,21 na BM&F, a R$ 2,209, contra R$ 2,231 na abertura de ontem.

Na Europa
Capitaneadas pelo anúncio da negociação entre a Mittal e a Arcelor, as Bolsas européias também terminaram o dia de ontem com fortes altas. O FT-100 de Londres subiu 1,1%. O índice pan-europeu FTSEurofirst 300, que agrega as ações das principais empresas européias, teve alta de 1,2 %, encerrando o dia em 1.319.67 pontos, o patamar mais elevado desde agosto de 2001. O alemão Dax e o francês CAC 40 tiveram alta de 1,8% e 1,6%, respectivamente. No mercado, esse movimento de alta das Bolsas européias é visto como uma recuperação gradual e ainda com espaço para novos recordes.

Asiáticas
A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em alta de 3,6%, seu maior nível desde setembro de 2000. As ações da Sony dispararam 14% depois de a companhia ter feito na quinta-feira, após o fechamento do mercado, uma forte revisão para cima de suas projeções de lucro para o atual ano fiscal, que termina em 31 de março. A Sony espera agora um lucro líquido de 70 bilhões de ienes e lucro operacional de 100 bilhões de ienes. Antes, a previsão era de prejuízo líquido de 10 bilhões de ienes e prejuízo operacional de 20 bilhões de ienes. A Deutsche Securities, o Goldman Sachs e outros bancos de investimento elevaram seus ratings para a fabricante de produtos eletrônicos.

Das agências Estado e Folhapress

mockup