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Dólar
O dólar registrou ontem a segunda queda seguida e fechou abaixo dos R$ 2,26, o que não acontecia desde o dia 9 de janeiro. Com a menor pressão por parte do Banco Central, a divisa recuou 0,87% e encerrou os negócios a R$ 2,258. Desde a última sexta-feira, quando caiu 2,14%, a moeda norte-americana já acumula desvalorização de 3% em relação ao real.

Oferta reduzida
Na sexta-feira, o Banco Central reduziu a oferta de ''swap cambial reverso'' de 8.800 para 4.250 contratos. O mesmo ocorreu ontem. A atuação menor da instituição no mercado diminuiu a pressão sobre o dólar. Segundo analistas, sem a presença forte do BC no câmbio a tendência é de queda da moeda. De acordo com eles, os juros continuam altos e atraindo investidores estrangeiros que buscam bons rendimentos para suas aplicações.


Sem efeito
Nem mesmo a compra de dólares efetuada pela autoridade monetária no mercado à vista empurrou a moeda para cima. O BC aceitou ontem 15 propostas para compra e pagou no máximo R$ 2,2580 por dólar. O Banco Central anunciou ontem que conseguiu zerar a dívida interna atrelada ao dólar, que já chegou a ultrapassar 40% do total dos débitos brasileiros durante a crise no mercado financeiro gerada pela eleição presidencial de 2002.


Resgate
Somente nos 20 primeiros dias de janeiro, o governo resgatou US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões) em títulos, o suficiente para zerar a dívida cambial, já incluindo as operações de ''swap reverso''. Apesar disso, o chefe do Demab (Departamento de Operações do Mercado Aberto) do BC, Ivan Lima, afirmou que a instituição pode manter os leilões de ''swap cambial reverso''. Segundo ele, a redução na oferta de contratos não está relacionada à zeragem da dívida interna.

Juros
As taxas de juro encerraram o dia em alta, refletindo a maior cautela que passou a dominar o mercado desde a reunião do Comitê de Política Monetária, semana passada. Por causa do comunicado do comitê, destacando a preocupação do Banco Central com a inflação, players reduziram o entusiasmo nos negócios. A ata da reunião será divulgada nesta quinta-feira, e poderá sinalizar de que forma o Banco Central está avaliando os recentes índices de inflação, que têm vindo mais salgados do que o previsto.

Novo corte
Por ora, a expectativa é que o documento ratifique uma aposta em um novo corte de 0,75 ponto porcentual. Mas, dizem operadores, ninguém vai pagar para ver. Na BM&F, os DIs encerraram o dia com as seguintes taxas: DI janeiro/07, 15,90% (ante 15,84% na sexta-feira); DI julho/07, 15,60% (ante 15,52%); e DI abril/06, 16,95% (16,96%).

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda ontem pelo segundo pregão consecutivo, influenciada por um movimento de realização de lucros e instabilidade no mercado acionário norte-americano. O Ibovespa - principal índice da Bolsa composto por 57 ações- recuou 0,17% e encerrou o dia com 36.631 pontos, depois de cair 1,31% ao longo do dia. O volume financeiro continuou abaixo dos R$ 2 bilhões. Somou R$ 1,685 bilhão.


Destaques
No ano, até a última quinta-feira, quando bateu novo recorde de pontuação (36.858 pontos), o Ibovespa acumulou alta superior a 10%. Portanto, segundo analistas, é normal que os investidores embolsem lucros. Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Net PN (3,60%), Comgás PNA (3,42%) e Light ON (2,85%). As maiores baixas foram Tele Centro Oeste PN (-3,96%), Braskem PNA (-3,39%) e Eletrobras ON (-2,85%).


Européias
As principais bolsas européias registram quedas próximas de 1% na manhã de ontem, pressionadas pelo preço do petróleo, cujo barril voltou à casa dos US$ 69, e também ainda sob o efeito da forte perda sofrida por Wall Street na sexta-feira - a pior num pregão em quase três anos - por causa dos fracos desempenhos de grupos como o Citigroup, General Eletric e Motorola. A Ásia também contabilizou perdas ontem, com o índice Nikkei da bolsa de Tóquio despencando 2,14% e a bolsa de Hong Kong declinando 1,24%.

Petróleo
O preço do barril de petróleo WTI negociado em Nova York chegou a US$ 69,20, seu patamar mais alto desde que o furacão Katrina assolou a costa do Golfo dos Estados Unidos no ano passado. Os investidores reagiram negativamente à explosão do principal gasoduto que liga a Rússia a Geórgia. Além disso, as tensões geopolíticas criadas em torno da retomada do programa nuclear do Irã adicionam um forte componente de incerteza sobre a oferta da commodity nos próximos meses.

Das agências Estado e Folhapress

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