SOBE
Bovespa
Petróleo

DESCE
Risco-País
Dólar


Bovespa
A queda na taxa básica de juros para 17,25% e o desempenho positivo do mercado acionário dos Estados Unidos deram fôlego para a Bolsa de Valores de São Paulo ontem, que fechou com alta de 2,94% e inéditos 36.858 pontos. No horário do encerramento dos negócios na Bovespa, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subia 0,96%. A Bolsa eletrônica Nasdaq avançava 0,82%.


Investidores
Segundo analistas, o corte de 0,75 ponto percentual nos juros, de 18% para 17,25%, embora dentro do esperado, acaba atraindo mais compras de investidores estrangeiros. Para a Bolsa, juro menor na economia é favorável, já que deixa os investimentos em ações mais atrativos do que as aplicações em renda fixa -cujos rendimentos são atrelados aos juros.

Contas
Colaboraram com o movimento positivo da Bolsa paulista o recuo do risco Brasil e os bons resultados das contas brasileiras. No final da tarde, o risco-país caía quase 4%, para 280 pontos. A conta de transações correntes do país registrou um recorde histórico em 2005. O saldo ficou positivo em US$ 14,199 bilhões, o melhor desde o início da série do Banco Central, em 1947. Em 2004, o superávit dessa conta foi de US$ 11,738 bilhões. Foi o terceiro ano seguido em que o Brasil ficou com saldo positivo nessa conta. A conta corrente é importante porque reflete as principais transações do país com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferências de renda.


Destaques
As 57 ações que fazem parte do Ibovespa fecharam em alta hoje. As cinco maiores valorizações do índice foram: Celesc PNB (+7,64%), Unit do Unibanco (+6,12%), TIM Participações ON (+5,84%), Banco do Brasil ON (+5,73%) e Copel PNB (+5,20%). O volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 2,065 bilhões.


Câmbio
O dólar fechou em alta de 0,21%, vendido a R$ 2,328, depois de começar o dia negativo e chegar a cair 0,68%, refletindo a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa Selic. No início da tarde, a divisa dos EUA inverteu a direção acompanhando o movimento do dólar no mercado internacional. Na máxima do dia, atingiu alta de 0,73%, aos R$ 2,34, mas reduziu o avanço após atuação do Banco Central no câmbio à vista.


Juros
O mercado de juros teve um dia de ajuste à decisão do Copom de reduzir a taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, já que a aposta era de 0,50%. Mas, observam operadores, o tom conservador do comunicado, divulgado após a decisão, limitou a correção, especialmente nos DIs mais longos. ''As taxas caíram menos do que seria natural, porque o comunicado alertou para os riscos da inflação'', afirma um operador. Na BM&F, os DIs encerraram o dia com as seguintes taxas: DI janeiro/07, 15,87% (16,02% na quarta); DI abril/06, 16,90% (17,31%); DI janeiro/08, 15,22% (15,32%).


Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram US$ 1,10 ontem e fecharam em US$ 66,83 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nível mais elevado desde 19 de setembro, impulsionados por compras de grandes fundos de commodities de olho nos temores relacionadas a oferta, disseram analistas. A taxa de ocupação da capacidade das refinarias caiu para o menor nível em 10 semanas. Além disso, os preços também receberam suporte das persistentes preocupações relacionadas com as turbulências na Nigéria e impasse nuclear com o Irã.

Na Europa
As principais Bolsas de Valores da Europa se recuperaram das perdas de quarta-feira e fecharam no azul ontem. O índice CAC-40 de Paris subiu 0,88%, fechando a 4.814,09 pontos. Em Londres, o FT-100 ganhou 0,52%, ficando a 5.693,2 pontos. O DAX de Frankfurt teve alta de 0,65%, encerrando a sessão a 5.430,84 pontos. A bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 113,40 pontos (1,06%), para 10.821,50 pontos, impulsionado pelos ganhos das ações do setor de serviços públicos.


Tóquio
A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em alta de 355,10 pontos, ou 2,31%, aos 15.696,28 pontos, em sessão mais curta pelo segundo dia consecutivo e recuperando-se das perdas dos dois pregões anteriores. Foi o maior ganho em pontos desde junho de 2002, estimulado pela compra de ações de internet e corretoras.

Livedoor
Como era de se esperar, as ações da Livedoor - empresa suspeita de fraudar sua contabilidade - não acompanharam o bom desempenho do setor de tecnologia. Os papéis da provedora de internet tiveram apenas ofertas de compra a 416 ienes, no limite mínimo de baixa, uma queda de 30,2% em comparação como fechamento na terça-feira, depois de não terem sido negociadas na quarta-feira. Ações influenciadas pela demanda doméstica, como as dos setores de construção, imóveis e financeiro, tiveram bom desempenho, com os investidores voltando a se concentrar nos fundamentos.

Influência
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 189,21 pontos, ou 1,22%, aos 15.670,42 pontos, acompanhando os ganhos em Tóquio e em outros mercados da região. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 7,73 pontos, ou 0,57%, aos 1.360,64 pontos. A recuperação do Nikkei também ajudou. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 13,37 pontos, ou 0,21%, aos 6.512,29 pontos, também em movimento de correção das perdas anteriores. Empresas de tecnologia foram destaque entre as altas. Na China, o índice Shangai Composto subiu 1,5% e o Shenzen Composto, 1,0%.

Das agências Estado e Folhapress

mockup