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Em alta
O dólar fechou em alta ontem pelo terceiro dia consecutivo. O mercado de câmbio continua reduzindo suas posições vendidas, numa ação preventiva diante dos seguidos leilões que o Banco Central (BC) vem fazendo. O fôlego desse movimento de valorização do dólar, no entanto, ainda é uma dúvida. O mercado de DI mantém a expectativa majoritária de corte de 0,50 ponto na Selic, a despeito de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro ter recuado ante outubro. E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), depois de dois dias em queda, voltou a subir acompanhando Nova York. O movimento financeiro, no entanto, foi reduzido.
Influências
Hoje, o risco país e o petróleo foram citados como fatores que influenciaram o humor do mercado. No início da noite, os contratos futuros de petróleo caíam pouco mais de 2% na New York Mercantile Exchange (Nymex), com os contratos para janeiro abaixo de US$ 60,00 o barril. E o risco país recuava oito pontos para 316 pontos base.
Dólar
Em alta desde quarta-feira, o dólar comercial encerrou a semana a R$ 2,253 (+1,30%), maior cotação desde 28 de outubro a R$ 2,264. Na contramão da queda histórica do risco Brasil esta semana - para 316 pontos base à tarde -, o dólar subiu nesses três dias úteis 3,49% impulsionado por um movimento de redução de posições vendidas. No mês, a alta acumulada ante o real está em 2,18% e, no ano, a queda apurada é de -15,11%.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com alta de 1,36%, aos 32.921 pontos, após dois pregões consecutivos de quedas. Na semana, entretanto, a Bovespa acumulou alta de apenas 0,27%. Segundo analistas, o movimento positivo na Bovespa ontem foi impulsionado por três fatores: desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, do IBGE), valorização do dólar e desempenho positivo em Wall Street.
IPCA
De acordo com os profissionais do mercado, a desaceleração do IPCA de 0,75% para 0,55% entre outubro e novembro elevou as apostas de corte mais acentuado nos juros básicos (Selic). A Selic está em 18,5% ao ano e as apostas são de corte de 0,5 a 0,75 ponto percentual na taxa na última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece na próxima semana.
Exportadoras
Além disso, os analistas ressaltam que a alta do dólar em relação ao real beneficia as empresas exportadoras. Tanto que as ações preferenciais ''A'' da Companhia Vale do Rio Doce - grande exportadora - ficaram entre as mais negociadas do Ibovespa e subiram 2,72%. Também se destacaram entre as mais negociadas as ações preferenciais das exportadoras Gerdau e Caemi, que tiveram altas de 1,49% e 1,52%, além da ordinária da Companhia Siderúrgica Nacional (+1,52%).
Destaques
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, as maiores altas foram BRT Par PN (+7,09%), Comgás PNA (+5,16%) e Tele Leste Celular PN (+4,45%). As maiores baixas foram Sadia PN (-3,28%), Light ON (-3,17%) e Cemig PN (-0,91%).
Nos EUA
O mercado acionário norte-americano apontou um pouco de instabilidade no início dos negócios ontem, mas registrava alta no horário do fechamento da Bovespa. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subia 0,50%. A Bolsa eletrônica Nasdaq tinha valorização de 0,45%.
Juros
A corrida por apostas mais ousadas para a próxima reunião do Copom provocou a queda das taxas de juro projetadas no mercado futuro. Apesar disso, os contratos de curto prazo continuam projetando uma redução de 0,5 ponto porcentual na Selic. Segundo as contas dos operadores, o DI mais curto, com vencimento em janeiro/06, encerrou com um prêmio compatível com um corte de 0,59 ponto percentual na Selic. Essa taxa estava em 17,98% (18,04% ontem). No médio prazo, no entanto, a queda foi mais expressiva: o DI com vencimento em janeiro/07, o mais líquido, recuou de 16,66%, no fechamento de ontem, para 16,56% hoje.
Européias
Os índices dos principais mercados europeus registraram perdas ontem. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 diminuiu 0,19%, a 4.661,01 pontos. Em Londres, o Footsie-100 caiu 0,25%, a 5.517,4 pontos. Em Frankfurt, o Dax teve queda de 0,09%, a 5.282,13 pontos.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 0,21%. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em baixa de 0,51%. Em Taiwan, o índice Weighted fechou em alta de 0,24%. Na China, o índice Shangai Composto ganhou 1,4%, enquanto o Shenzen Composto avançou 1,6%, com a expectativa de que as duas bolsas do país irão criar em breve índices para as companhias que concluíram sua reforma de ações. A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 1,5% com giro financeiro recorde.
Das agências Estado e Folhapress





