Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo mais uma vez acompanhou o desempenho negativo em Wall Street e caiu 0,84% ontem. No horário do encerramento do pregão da Bovespa, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuava 0,49%. A Bolsa eletrônica Nasdaq caía 0,89%. Na quarta-feira, o Dow Jones fechou em baixa de 0,42% e a Nasdaq, de 0,39%. A Bolsa paulista caiu 1,40%.

EUA
O movimento negativo nas Bolsas dos EUA ontem foi impulsionado pela divulgação dos resultados da construtora de casas de alto padrão Toll Brothers, que apontou perda de força do mercado imobiliário. A Toll Brothers anunciou um crescimento de 72% em seu lucro entre agosto e outubro deste ano, mas informou que espera uma desaceleração em 2006 e disse que o mercado será incerto em 2007. Os sinais de fraqueza no mercado imobiliário podem indicar o estouro da bolha imobiliária nos EUA, o que acabaria por afetar toda a economia.


Destaques
Apesar da queda, o volume financeiro negociado na Bovespa somou R$ 1,947 bilhão hoje. O setor bancário foi destaque hoje entre as maiores quedas do Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista. O papel preferencial do Bradesco caiu 4,31% e o do Itaú, 3,85%. A ação ordinária do Banco do Brasil teve perda de 2,33%.

Dólar
O mercado de câmbio manteve ontem o movimento de ajustes iniciado na quarta-feira. Com isso, o dólar subiu mais 1,36% tem e fechou a R$ 2,225 na venda. Na quarta-feira, a divisa subiu 0,82%, após três quedas seguidas. Para Ideaki Iha, da corretora Souza Barros, como o ano está acabando é normal que haja uma correção no câmbio. De acordo com ele, o mercado ficou ''assustado'' com a posição ''vendida'' dos bancos, que superou US$ 3 bilhões em novembro, contra US$ 1,2 bilhão em outubro, e começou a se ajustar.

Risco
Além disso, a preocupação com a trajetória da política econômica do país no próximo ano voltou a tomar conta do mercado, o que mexeu também com o risco-país. O indicador apontava alta de quatro pontos no final da tarde, para 321 pontos básicos, após bater na terça-feira a mínima histórica -316 pontos.

Incertezas
Para Sidnei Moura Nehme, da NGO Corretora, as ofertas de contratos de ''swap cambial reverso'' e as atuações no câmbio à vista do Banco Central não são os principais responsáveis pela apreciação do dólar. ''Há incertezas no mercado quanto aos passos seguintes do governo na política monetária, o que provoca mudança de humor levando à 'zeragem' de posições e realização de lucros'', disse. O BC vendeu ontem apenas 10,9 mil dos 12,5 mil contratos de ''swap cambial reverso'' ofertados. A instituição atuou também no câmbio à vista e pagou no máximo R$ 2,217 por dólar.

Futuros
Na BM&F, os sete vencimentos de dólar futuro também indicaram preços mais altos: para 1º de janeiro/06, 1,35% a R$ 2,240; e para janeiro de 2008, vencimento mais longo, 1,02% a R$ 2,722. O volume negociado aumentou 9%, para US$ 8,5 bilhões, com 165.646 contratos.

Juros
A alta do dólar, que encerrou o dia acima dos R$ 2,22, provocou um ajuste nos contratos de DI de médio prazo. O contrato mais líquido, com vencimento em janeiro/07, fechou o dia com taxa de 16,66%, ante 16,63% de quarta-feira. Mas, no curto prazo, os DIs seguem ajustados à idéia de que o corte de juro, na semana que vem, será de 0,5 ponto porcentual. O DI mais curto, com vencimento em janeiro/2006, fechou o dia com taxa de 18,04%, ante 18,07%. Essa taxa sugere que há 83,33% de chance de a Selic ser reduzida em 0,5 ponto na reunião do Copom da próxima semana, e 16,67% de chance de o ritmo de corte ser acelerado para 0,75 ponto.


Boas notícias
Algumas boas notícias foram observadas hoje nas mesas de operações, mas sem poder de fogo para dar rumo aos negócios. Uma delas foi o ranking da AT Kearney, que mostrou que o Brasil ganhou dez posições, da 17 para a 7 posição, entre os países mais atraentes para investimentos estrangeiros diretos. Outra notícia foi a recomendação dada pelo HSBC aos investidores para que elevem sua exposição aos títulos da dívida externa do Brasil de ''neutral'' (na média do mercado) para ''overweight'' (acima da média do mercado). A terceira boa notícia foi dada pelo Instituto para Finanças Internacionais (IIF), que destacou Brasil, Chile, México, Coréia do Sul, Filipinas e Turquia como países emergentes que estão implementando relações com os investidores e programas de transparência de dados que refletem as melhores práticas num universo de 30 mercados emergentes.

Petróleo
Na Nymex, em Nova York, os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 60,66 o barril, em alta de US$ 1,45 (+2,45%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam em US$ 58,67 o barril, em alta de US$ 1,69.


Européias
O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,04%. O dia foi marcado pelo anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, que manteve sua taxa básica de juros inalterada em 4,50%, como o mercado previa. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,20%. O mercado francês também operou a maior parte do pregão em baixa e passou a subir depois da abertura positiva das Bolsas dos EUA. O mercado de ações da Alemanha fechou com o índice Xetra-DAX®MD77¯ ®MDNM¯(Frankfurt) em alta de 0,38%, influenciado pela abertura em alta das bolsas dos Estados Unidos. Na bolsa de Milão, o índice S&P-Mib fechou em alta de 0,22%. A Bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 0,10%. Em Lisboa, o índice PSI-20 também fechou em queda de 0,07%.

Das agências Estado e Folhapress

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