MERCADO FINANCEIRO
SOBE
Petróleo
DESCE
Bovespa
Dólar
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo interrompeu ontem uma sequência de quatro altas consecutivas ao fechar em queda de 0,40%, aos 32.701 pontos, ''puxada'' por uma realização de lucros. Segundo analistas, após uma valorização de 4,7% em quatro pregões, é normal que alguns investidores realizem lucros, ou seja, embolsem ganhos. O movimento foi motivado pelo desempenho negativo nos EUA. No horário de fechamento da Bovespa, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caía 0,44%. A Bolsa eletrônica Nasdaq recuava 0,76%.
Estrangeiros
Dados divulgados ontem pela Bovespa apontam que os investidores estrangeiros colocaram R$ 328,412 milhões no mercado acionário paulista em novembro, resultado de compras de ações no valor de R$ 12,207 bilhões e de vendas de R$ 11,879 bilhões, contra retiradas de R$ 59 milhões no mês anterior.
Telefonia
Apesar da queda no Ibovespa ontem, as ações das operadores de telefonia móvel do grupo Vivo - controlado pela Portugal Telecom e Telefónica Moviles- registraram altas expressivas ao longo de todo o dia, impulsionadas pela notícia de reestruturação societária das empresas do grupo.
Altas
A maior alta do Ibovespa ficou com o papel preferencial da Tele Leste Celular, que subiu 89,36% e terminou o dia valendo R$ 32,76. Tele Centro Oeste PN e CRT Celular PNA subiram, respectivamente, 8,16% e 5,26%. Já o papel preferencial da Telesp Celular Participações fechou com leve queda de 1,52%, depois de subir mais de 13% durante o dia. Na sexta-feira passada, a ação fechou em alta de 15%.
Reestruturação
Os conselhos de administração da TCP (Telesp Celular Participações), da TCO (Tele Centro Oeste Celular Participações), da TSD (Tele Sudeste Celular Participações), da TLE (Tele Leste Celular Participações) e da CRTPart (Celular CRT Participações) aprovaram uma reestruturação societária das empresas, todas da Vivo -controlada pela Portugal Telecom e pela espanhola Telefónica Móviles.
Maior liquidez
Com a restruturação societária, os acionistas da TCO, TSD, TLE e CRTPart receberão novas ações da TCP, que passará a ser denominada Vivo Participações S.A., após a aprovação da operação em assembléia geral extraordinária, prevista para 8 de fevereiro. ''As companhias acreditam que a reestruturação societária permitirá aos acionistas participar de uma organização com maior liquidez, com redução de custos por contar com uma estrutura societária simplificada, além de facilitar sinergias entre as companhias'', divulgou.
Dólar
Mais uma vez as atuações do Banco Central no câmbio não foram suficientes para conter a tendência de queda do dólar. A divisa norte-americana caiu 0,58% e fechou ontem a R$ 2,196. No leilão de ''swap cambial reverso'' -operação que tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro-, dos 12,5 mil contratos ofertados, o Banco Central vendeu 11,3 mil, o equivalente a US$ 565 milhões. Como vem fazendo diariamente, a autoridade monetária atuou também no câmbio à vista. Segundo analistas, a instituição aceitou 20 propostas para compra e pagou no máximo R$ 2,1960 por dólar. Entretanto, a moeda norte-americana manteve a baixa em relação ao real.
Superávit
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 671 milhões na primeira semana de dezembro, que teve apenas dois dias úteis. Entre os dias 1 e 4, as exportações somaram US$ 1,290 bilhão e as importações, US$ 619 milhões. Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento. Com o resultado da primeira semana de dezembro, o saldo comercial no ano subiu para US$ 41,104 bilhões, um crescimento de 35,4% sobre o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 30,366 bilhões). Além disso, o valor acumulado no ano já supera o registrado em todo o ano passado, que foi de US$ 33,664 bilhões. De janeiro até a semana passada, o país exportou US$ 108,702 bilhões.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram acima de US$ 60,00 barril na New York Mercantile Exchange, impulsionados pela chegada do frio nas regiões nordeste e meio-oeste dos EUA, contudo, terminaram a sessão abaixo desse patamar. Os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 59,91 o barril, em alta de US$ 0,59 (+0,99%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam em US$ 57,73 o barril, em alta de US$ 0,68.
Na Europa
O mercado europeu reagiu negativamente ao índice de atividade no setor de serviços divulgado nos Estados Unidos, que ficou abaixo das previsões. As principais bolsas fecharam em baixa influenciadas pela abertura em queda das bolsas norte-americanas. O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou com recuo de 0,32%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 0,26%. Frankfurt caiu 0,77; Milão, 0,27% e a bolsa de valores de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 1,11%. Traders disseram que o mercado foi pressionado pela alta dos preços dos petróleo, fracos indicadores divulgados nos Estados Unidos e uma onda de realização de lucro antes do feriado nacional desta terça-feira, na Espanha.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 0,27%. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 0,38%. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 1,92%, o maior nível de fechamento desde 12 de agosto. Na China, o índice Shangai Composto cedeu 1,4% e o Shenzen Composto caiu 2,3%.
Nikkei
Os dados sobre os investimentos das empresas no Japão - que cresceram 9,6% no terceiro trimestre - alimentaram mais compras na Bolsa de Tóquio, projetando o índice Nikkei para nova máxima em cinco anos. O índice terminou a sessão em 15.551,31 pontos, depois de somar 129,71 pontos (0,8%). Foi o nível mais elevado desde 10 de outubro de 2000. O índice Topix, de todas as ações negociadas na primeira sessão, avançou 13,85 pontos (0,9%), para 1.597,57 pontos, maior patamar desde outubro de 2000.
Das agências Estado e Folhapress





