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Semana de recordes
Na semana em que o fraco PIB do terceiro trimestre reativou as críticas às políticas econômica e monetária, a Bovespa bateu dois recordes seguidos de alta e o risco Brasil renovou dois recordes de baixa. Ontem, o ministro Palocci, em Londres, e o presidente Lula, em São Paulo, reafirmaram a continuidade da política monetária. Na bolsa, as mesas de operações registram fluxo de investimento externo. No mercado de DI, os juros tiveram ligeira queda, enquanto os analistas trabalham novos indicadores de atividade. Ontem, por exemplo, a forte venda de automóveis em novembro só foi divulgada após o encerramento dos negócios na BM&F. Já o dólar voltou a cair. Na próxima segunda-feira, no entanto, esse sinal pode mudar com o leilão de swap reverso anunciado no início da noite de hoje pelo BC.
Risco
O risco Brasil chegou a cair até 322 pontos-base à tarde. Operadores observam que o risco atingiu sua mínima pontuação histórica justamente na semana em que saiu o PIB do terceiro trimestre, que mostrou queda de 1,2% em relação ao trimestre anterior e alta de 1% ante o mesmo período de 2004. ''Na bolsa, o investidor está olhando para a frente. E na frente está vendo a redução dos juros e o crescimento da economia'', comentou um operador. Ele ainda acrescentou que o quadro político está mais calmo e assim deve permanecer neste fim de ano. Com isso, nesta semana, o Ibovespa acumulou alta de 2,86%.
Palocci
O ministro Palocci falou ontem em Londres que a queda do risco Brasil mostra que o investidor estrangeiro aposta no Brasil. De acordo com operadores, é isso o que o mercado doméstico vem observando nos últimos três dias, quando a Bovespa operou em alta e teve fluxo externo positivo. Nesses mesmos dias, o risco País despencou, batendo seguidos recordes históricos.
Efeito
Operadores ainda comentaram que as declarações de Palocci caíram muito bem nas mesas de operações. O ministro da Fazenda afirmou, por exemplo, que a produção deverá crescer no Brasil no quarto trimestre, que a política monetária não será alterada, que quem decide por ela é o Copom e que o PIB do terceiro trimestre foi apenas um momento da economia, medido por itens sazonais que não deverão se prolongar no último trimestre.
Fenabrave
Na linha da retomada do aquecimento econômico, a Fenabrave divulgou ontem um dado vigoroso na tarde de ontem. As vendas de automóveis cresceram 15,4% em novembro ante outubro e 15,6% sobre novembro do ano passado. Lá fora, os dados sobre emprego em novembro nos EUA (payroll) veio em linha com as expectativas. Em Nova York, as bolsas tiveram um dia volátil. Às 18h15, o Nasdaq recuava apenas 0,03%, o Dow Jones operava em queda de 0,38% e o S&P 500 caía 0,07%.
Bovespa
A Bovespa subiu 0,66% ontem. No fim do pregão, o Ibovespa _ principal índice do mercado acionário local _ registrava inéditos 32.832 pontos. O Ibovespa é formado pelas 57 ações de maior liquidez da Bolsa. E a pontuação do índice é calculada de acordo com as oscilações dos preços dessas ações. À medida que esses preços vão subindo, a pontuação do Ibovespa atinge níveis maiores.
Destaques
O pregão foi liderado pelos papéis do setor de telecomunicações. No topo das altas, ficou Telesp Celular Participações PN (15,02%), seguida por Tele Centro Oeste PN (11,87%) e Tele Leste Celular PN (10,12%). O Itel _ formado por ações do setor de telecomunicações_ era, até o início do mês, o índice com o pior desempenho entre os diferentes que existem na Bolsa. Até quinta-feira, o Itel tinha alta anual de 0,01%. O IEE, formado por ações de empresas de energia elétrica, tinha valorização de 40,3% no período.
Estrangeiros
O interesse dos estrangeiros por papéis de emergentes têm dado fôlego ao mercado brasileiro. O saldo de compras e vendas de ações feitas por estrangeiros em novembro, até o dia 29, ficou positivo em R$ 277 milhões. No mercado internacional, os títulos da dívida externa brasileira voltaram ontem a ser procurados.
Dólar
Sem o ''swap'' do Banco Central ontem, o dólar voltou a cair e fechou em baixa de 0,54%, a R$ 2,209 na venda. Na semana, a divisa acumulou queda de 1,12%, apesar de quatro leilões de ''swap cambial reverso'' realizados pelo BC. A operação tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro e os investidores ganham com a diferença entre a variação cambial e os juros pagos pela instituição.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva na New York Mercantile Exchange (Nymex), subindo acima de US$ 59,00 o barril para próximo da máxima do mês. Traders e analistas disseram que os preços foram impulsionados pela queda da temperatura nos EUA, preocupações relacionadas com a oferta e compras técnicas.
Alta seguida
Na Nymex, os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 59,32 o barril, em alta de US$ 0,85 (+1,45%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam em US$ 57,05 o barril, em alta de US$ 0,90 (+1,60%).
Das agências Estado e Folhapress





