Captação
O Tesouro Nacional conseguiu ontem captar mais US$ 500 milhões com a segunda reabertura de uma emissão externa de bônus que vencem em 2034 (Global 2034). Com isso, sobe para US$ 3,5 bilhões o total que o governo já antecipou para 2006. Os investidores que adquiriram papéis brasileiros na emissão realizada ontem terão uma taxa de retorno de 8,311% ao ano. Na emissão original do Global 2034, ocorrida em janeiro do ano passado, a captação foi de US$ 1,5 bilhão, com retorno de 8,75% aos investidores. Já na primeira reabertura, realizada em maio, a taxa de retorno foi de 8,814% ao ano.

Recursos
Os recursos da operação, que foi liderada pelos bancos Merril Lynch e Barclays Capital, entrarão nas reservas no dia 6 de dezembro. O pagamento dos juros irá ocorrer nos dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano, até o vencimento do papel (20/01/2034). A última captação do governo brasileiro foi realizada no último dia 9. Na ocasião, o Tesouro emitiu US$ 500 milhões com o Global 2015, que teve taxa de retorno de 7,765% ao ano.

Cronograma
As operações até agora concluídas antecipam o cronograma de emissão do Tesouro para 2006. O objetivo do governo é captar US$ 9 bilhões nos próximos dois anos. Desse total, o governo já conseguiu US$ 3,5 bilhões -incluindo a de ontem. Quanto mais o governo emite títulos, mais cresce sua dívida externa. No entanto, ao trazer dólares do exterior para pagar sua dívida, o governo também protege as reservas internacionais do Banco Central, que servem como garantia aos investidores de que o país pagará sua dívida em momentos de turbulência econômica internacional.

Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 0,94% ontem, após dois pregões seguidos de baixa. A melhora das Bolsas dos EUA ao longo do dia contribuiu com o desempenho positivo no mercado doméstico. No horário do fechamento da Bovespa, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, tinha valorização de 0,13%. A Bolsa eletrônica Nasdaq, entretanto, caía 0,11%, depois de subir 0,61%.

Influência
Pesou positivamente nos EUA dados que apontaram melhora na confiança do consumidor daquele país. Segundo o instituto privado de pesquisa The Conference Board, a confiança do consumidor norte-americano atingiu 98,9 pontos neste mês, contra os 85,2 pontos registrados em outubro. O dado reverteu a tendência de queda dos dois meses anteriores. O resultado também superou a expectativa dos analistas, que previam um aumento mais modesto, para 90 pontos.

Destaques
O volume financeiro da Bovespa somou R$ 1,475 bilhão, menos do que ontem (R$ 1,557 bilhão). Entre os papéis que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram TIM Par ON (7,94%), Cesp PN (4,16%) e TIM Par PN (2,73%). As maiores baixas foram Itaubanco PN (-1,39%), Acesita PN (-0,97%) e Bradespar PN (-0,90%).

Dólar
O dólar registrou ontem a terceira queda seguida no fechamento, apesar de o Banco Central realizar por dois dias consecutivos o leilão de ''swap cambial reverso'' e manter a atuação no mercado à vista. A divisa norte-americana caiu 0,59% e encerrou os negócios a R$ 2,189. Os ingressos de recursos por meio das exportações, captações e aplicações de investidores estrangeiros no Brasil continuam empurrando o dólar para baixo.


Européias
Os principais mercados europeus reagiram positivamente aos indicadores divulgados nos Estados Unidos. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,25%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,29%. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax-30 em alta de 0,44%. Em Milão, o índice S&P/MIB subiu 0,15%. A Bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 0,01%. Em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,17%.


Tóquio
A Bolsa de Tóquio interrompeu oito sessões de alta, influenciada pelas perdas das ações em Nova York, as quais favoreceram realização de lucros em blue chips. O índice Nikkei terminou a sessão em baixa de 0,4%. Traders e estrategistas consideraram natural a queda do mercado, diante a alta de 6,4% acumulada pelo índice Nikkei nas últimas oito sessões. Segundo eles, a maior parte dos gráficos dava sinais de superaquecimento do mercado. Mesmo assim, o índice Topix das ações das maiores companhias negociadas na primeira sessão fechou em alta de 1,14 ponto (0,1%), em 1.544,57 pontos.

Ouro
A cotação da onça de ouro superou os US$ 500 dólares ontem na Ásia, pela primeira vez nos últimos 18 anos, alavancada por um otimismo generalizado em relação ao metal amarelo. A onça do ouro chegou a US$ 502,30 durante as negociações nos mercados asiáticos (23H de segunda-feira em Brasília). Este é o valor mais alto da commodity desde 14 de dezembro de 1987, quando chegou a US$ 502,97.

Escudo
Os investidores procuram cada vez mais diversificar sua carteira e vêem no ouro um investimento alternativo às obrigações e às moedas. O metal amarelo é, além disso, tido como um escudo contra os riscos de inflação. Este sopro de otimismo atinge também outros metais preciosos e, principalmente, a platina, que ultrapassou os mil dólares a onça pela primeira vez em 25 anos. A cotação deste metal nobre, muito usado como liga nas joalherias, subiu 19% desde o início do ano.

Das agências Estado, Folhapress e AFP

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