O dia seguinte
No day after da reunião do Copom, os DIs devolveram os prêmios mais altos e ajustaram as taxas ontem. Mas, no longo prazo, os juros caíram. O mercado está otimista em relação a futuros cortes da Selic. Esse otimismo ficou evidente no leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que pagou taxas inferiores ao consenso. Já na Bovespa e no mercado cambial, o volume de negócios caiu bastante em virtude do feriado nos EUA. Na BM&F, no entanto, os futuros de câmbio tiveram forte giro financeiro. Dólar à vista e bolsa fecharam praticamente estáveis, registrando ligeira alta.


LTNs
O Tesouro vendeu ontem 1 milhão de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) com vencimento em 1/7/2006 a taxas máxima e média de 17,39% (o consenso havia ficado em 17,40% com 17,42%); 4 milhões de títulos com vencimento em 1/4/2007 a taxas máxima e média de 17,20% (ante consenso de 17,22% com 17,24%); e 3 milhões de LTN do vencimento 1/1/2008 à taxa máxima de 17,05% e taxa média de 17,04% (ante consenso de 17,07% com 17,09%). O resultado da oferta de LTNs foi considerado positivo, expressa o apetite do investidor por títulos prefixados - o que, do ponto de vista de gestão de dívida mobiliária, é uma boa notícia - e pode ser uma indicação de que o mercado está inclinado a apostar em uma aceleração no ritmo de corte de juros.

Juros
Os juros futuros tiveram ontem um dia de ajuste à decisão do Copom. Os DIs curtos devolveram o excesso de gordura, que se referia à corrente minoritária que aposta em um corte de 0,75 ponto porcentual. O contrato com vencimento em janeiro/06, agora o mais curto, encerrou o dia com taxa de 18,18% ante 18,16% de quarta-feira. E, na parte longa, as taxas caíram, exibindo otimismo em relação ao rumo da política monetária. O DI com vencimento em janeiro/07 fechou o dia com taxa de 16,94%, ante 16,96% de quarta.

Bovespa
Sem a referência do mercado acionário norte-americano, a Bolsa de Valores de São Paulo operou ontem com tendência indefinida e fechou praticamente estável, com variação positiva de 0,01%. Ao longo do dia, o Ibovespa -principal índice da Bovespa- oscilou entre baixa de 0,82% e alta de 0,56%. As Bolsas dos EUA não funcionaram por conta do feriado do Dia de Ação de Graças. Com isso, o volume financeiro na Bovespa ficou abaixo da média diária do mês, em R$ 1,230 bilhão, menor valor desde a segunda-feira da semana passada - véspera do feriado de Proclamação da República no Brasil-, quando o movimento somou apenas R$ 870,1 milhões. A média diária da Bolsa, até quarta-feira, estava em R$ 1,8 bilhão. Entretanto, o saldo de investimentos estrangeiros na Bolsa paulista voltou a ficar positivo, acumulando R$ 18,1 milhões nos primeiros 21 dias úteis de novembro. Até o dia 18 deste mês estava negativo em R$ 305 milhões.

Destaques
As quedas de ações com pesos importantes no Ibovespa impediram que o índice terminasse o dia positivo. As ações preferenciais da Petrobras e da Telemar recuaram, respectivamente, 0,86% e 0,11%. Além disso, os papéis ficaram entre os três mais negociados do dia. Já as baixas mais expressivas do Ibovespa foram das ações preferenciais da Tele Centro Oeste, de 5,36%, e das preferenciais ''B'' da Copel, de 5,17%.


Dólar
O volume reduzido de negócios e a atuação do Banco Central fizeram o dólar inverter o movimento no período da tarde. Depois de cair 0,62% ao longo do dia, a divisa mudou de direção e fechou com leve valorização de 0,04%, vendida a R$ 2,243. No momento do anúncio do leilão do BC, perto das 15h20, a moeda norte-americana caía 0,26%, negociada a R$ 2,236.

Futuro
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o giro financeiro com dólar futuro aumentou 9,31%, atingindo US$ 6,46 bilhões. Os investidores reduziram posições vendidas em câmbio na expectativa de eventual anúncio de um leilão de swap cambial reverso, afirmaram operadores consultados. Por isso, os três vencimentos mais curtos, além dos contratos para outubro/06 e abril/07 (mais longo), projetaram altas. Já os vencimentos de março/06 a julho/06 e novembro/06 indicaram ligeiras quedas. O contrato mais curto, para 1.º de dezembro, sinalizou alta de 0,16%, a R$ 2,2475: e para 1º de abril/07, maior prazo, +0,19% a R$ 2,60.

Cautela
De acordo com José Roberto Carreira, da corretora Novação, o volume movimentado no câmbio à vista ontem não superou US$ 1 bilhão. Em dias normais, o mercado movimenta mais de US$ 1,5 bilhão. A expectativa de que o BC anuncie um leilão de ''swap cambial reverso'' para hoje também gerou cautela no mercado. Os leilões de ''swap cambial reverso'', operação que tem o efeito de uma compra de dólares no mercado futuro, foram retomados pelo BC na sexta-feira passada.


Européias
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em queda de 0,37%. O mercado londrino acompanhou as baixas de outras bolsas européias, depois de a pesquisa do instituto IFO, da Universidade de Munique, surpreender ao mostrar uma queda na confiança do empresariado alemão. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 0,47%. A bolsa de valores de Frankfurt fechou com o índice Dax-30 em queda de 0,16%. Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 51 pontos (0,15%).


Asiáticas
A Bolsa de Hong Kong fechou em alta pelo sétimo pregão consecutivo, com papéis do setor imobiliário favorecidos pela expectativa da estréia do primeiro fundo de investimento imobiliário do governo. O índice Hang Seng encerrou a sessão com ganhos de 0,15%. Na China, o mercado foi puxado por compras das ações. O índice Shanghai Composto, que negocia ações A e B, fechou em alta de 0,7%. O índice Shenzhen Composto subiu 0,3%. A Bolsa sul-coreana fechou com seu principal índice em nível recorde de alta, sustentada pelos ganhos de quarta-feira em Nova York. O índice Kospi terminou o dia em alta de 9,69 pontos (0,76%).


Tóquio
O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, terminou a sessão de quinta-feira em alta pelo sexto dia. Mas o movimento não foi generalizado. O desempenho do índice Topix na primeira sessão, quando são negociados todos os papéis das maiores empresas, fechou em queda pela terceiro pregão consecutivo. O índice Nikkei fechou o dia em alta de 0,2%. Nas últimas seis sessões, o Nikkei acumulou alta de 4,6%. Foi a primeira vez desde 17 de junho que o índice registrou seis dias seguidos de ganho. O índice Topix fechou em baixa de 8,90 pontos ou 0,6%. Na quarta-feira, a Bolsa de Tóquio não operou em consequência de feriado nacional.

Das agências Estado e Folhapress

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