MERCADO FINANCEIRO
Apostas
A aposta majoritária do mercado foi a de que o Copom iria cortar a Selic em 0,50 ponto. Mas a perspectiva de que havia espaço técnico para um corte de 0,75 ponto provocou uma corrida de última hora às operações com DI futuro. O volume de contratos de DI para dezembro/05 bateu recorde ontem. A Bovespa fechou em alta, com melhora no giro financeiro e percepção de fluxo estrangeiro favorável. O clima político tranquilo também ajudou. No mercado cambial, o dólar encerrou os negócios em baixa.
Juro
A reunião do Copom, quem diria, provocou um fortíssimo movimento no mercado de juros, que enxergou espaço para ajustar posição - tanto apostando em corte de 0,75 ponto porcentual como também realizando lucros. O resultado desse embate foi um giro recorde no DI mais curto, com vencimento em dezembro/2005: 1,225 milhão de contratos. O DI janeiro/06 também estourou: somou 606 mil contratos. Para se ter uma idéia, em dias de forte movimento, o DI mais líquido soma apenas 250 mil contratos. No encerramento, o DI com vencimento em dezembro/05 fechou com taxa de 18,47%, precificando pouco mais de 0,5 ponto de corte.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,44% ontem e fechou com inéditos 31.942 pontos, maior patamar da história da Bovespa. O recorde anterior era de 3 de outubro deste ano, quando registrou 31.856 pontos. A menor tensão política, após os depoimentos do ministro Antonio Palocci (Fazenda), e a perspectiva de mais uma redução de 0,5 ponto percentual no juro básico -de 19% para 18,5% ao ano- animaram os investidores.
Saldo negativo
Nem mesmo o saldo negativo de investimentos estrangeiros na Bovespa e o feriado de hoje nos Estados Unidos (Dia de Ação de Graças) desanimaram os investidores. Os estrangeiros tiraram R$ 305 milhões da Bovespa em novembro até o dia 18, segundo balanço divulgado ontem. Esse montante é resultado de vendas de ações no valor de R$ 7,549 bilhões e de compras de R$ 7,244 bilhões.
Nos EUA
O desempenho positivo nos EUA também ajudou a Bovespa a sustentar a alta no dia. No horário de fechamento da Bolsa paulista, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subia 0,55%. A Bolsa eletrônica Nasdaq avançava 0,30%.
Destaques
Entre as ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram TIM Par ON (10,90%), TIM Par PN (8%) e Contax PN (5,80%). As maiores baixas foram Tele Lese Celular PN (-3,17%), Telesp Celular Par PN (-1,92%) e Contax ON (-1,80%).
Dólar
O leilão de compras do Banco Central no mercado à vista fez o dólar reduzir o ritmo de queda no período da tarde e fechar em baixa de 0,22%, vendido a R$ 2,242. A autoridade monetária aceitou 11 propostas para compra de divisas e pagou no máximo R$ 2,2370 por dólar. A moeda iniciou a quarta-feira em baixa e, na mínima do dia, foi negociada a R$ 2,230 -desvalorização de 0,75%-, influenciada pela sinalização de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos está perto do fim e pela menor tensão no quadro político doméstico.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve baixa na New York Mercantile Exchange (Nymex), depois que o relatório do Departamento de Energia (DOE) revelou um crescimento acima das expectativas nos estoques de petróleo bruto e destilados - que inclui óleo para aquecimento e diesel - na semana passada. Na Nymex, os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 58,71, queda de US$ 0,13 (-0,22%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam em US$ 56,21 o barril, em queda de US$ 0,20.
Européias
Assim como outros mercados europeus, a Bolsa de Londres reagiu positivamente à abertura em alta dos mercados norte-americanos e fechou com o índice FT-100 em alta de 0,26%. O dia foi marcado por informes de resultados de empresas e por notícias sobre fusões e aquisições. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,61%. A Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 0,41%; Milão subiu 0,61%, a Bolsa de Madri fechou em alta de 0,99% e Lisboa subiu 0,37%.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 1,19%. Foi a primeira vez desde 5 de outubro que o índice fechou acima da marca psicologicamente importante de 15 mil pontos. Na Coréia do Sul, o índice Kospi avançou 3,01%, ajudado pela valorização das ações norte-americanas, por compras programadas e pelo forte desempenho do setor de semicondutores. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em alta de 1,06%. Na China, as ações do setor de alumínio foram destaque de alta, ajudadas pelo otimismo com a demanda pelo metal. Os índices Shangai Composto e Shenzen Composto fecharam em alta de 0,7% cada um.
Das agências Estado e Folhapress





