MERCADO FINANCEIRO
Linhas gerais
O dólar fechou em baixa ontem, mas deve voltar a subir na abertura das operações hoje. Depois do fechamento dos negócios, o BC anunciou para esta terça-feira um novo leilão de swap reverso. Já as taxas de juros mantiveram a trajetória de queda, na aposta de que o Copom, amanhã, irá cortar a Selic em 0,50 ponto porcentual. Na Bovespa, o vencimento de opções marcou o período da manhã. À tarde, a bolsa ficou indefinida, à espera, para hoje, da minuta do Fed e da eventual convocação do ministro Palocci para depor na CPI dos Bingos. O ministro da Fazenda foi citado ontem à tarde, em discurso do presidente Lula, como o ''meu ministro''.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou estável ontem (+0,02%) depois de oscilar entre baixa de 0,42% e alta de 0,60% ao longo do dia, com os investidores à espera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que começa hoje e termina amanhã com a decisão sobre a trajetória da Selic.
Selic
Os analistas do mercado financeiro esperam um corte de meio ponto percentual na taxa básica de juros da economia. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, é prevista uma queda da taxa de 19% para 18,5% ao ano nesta semana.
Ganhos
Na avaliação de Álvaro Borges, agente autônomo de investimento, no final da tarde o mercado acionário realizou um pouco de lucros - embolsou ganhos - depois de três altas seguidas, o que fez o Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista - recuar um pouco. O volume financeiro totalizou R$ 2,652 bilhões ontem, inflado pelo exercício de opções, que movimentou R$ 1,07 bilhão. Do volume total das operações exercidas, R$ 906,1 milhões representaram opções de compra e R$ 168,557 milhões, de venda.
Destaques
Entre as ações que compõem o Índice Bovespa, as maiores altas foram Caemi PN (2,99%), Klabin PN (2,63%) e Telemar PN (2,22%). As maiores baixas foram Contax ON (-5,15%), Embraer ON (-4,27%) e Embraer PN (-4,03%).
Molho
O mercado também está de barbas de molho à espera da minuta da reunião do Fed, que sai hoje nos Estados Unidos. Ontem, as bolsas em Nova York operaram positivamente. Às 18h30, o Dow Jones subia 0,34%, o Nasdaq avançava 0,46% e o S&P 500 operava em alta de 0,42%.
Câmbio
O dólar recuou 0,31% ontem e fechou a R$ 2,223 na venda, depois de cair 0,80% ao longo do dia. A atuação do Banco Central no câmbio à vista fez a divisa diminuir o ritmo de queda. No momento do anúncio do leilão de compra da instituição, o dólar recuava 0,71%, negociado a R$ 2,214.
Futuro
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os dez vencimentos de dólar futuro negociados projetaram baixas. Para 1º de dezembro, próximo vencimento, a indicação é de queda de 0,34%, a R$ 2,227; e para 1º de outubro/2007, mais longo, recuo de 0,47% a R$ 2,705.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram modestamente ontem na New York Mercantile Exchange (Nymex), sustentados pelas previsões de temperaturas mais frias nos EUA, em meio a uma fraca atividade, disseram traders e analistas. Na Nymex, os contratos de petróleo para janeiro fecharam em US$ 57,70 o barril, em alta de US$ 0,49 (+0,86%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para janeiro fecharam em US$ 55,34 o barril, em alta de US$ 0,46 (+0,84%).
Londres e Paris
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em queda de 0,02%. Na sexta-feira, o FT-100 havia alcançado o nível mais alto em quatro anos. No setor farmacêutico, as ações da GlaxoSmithKline caíram 3,87%, em reação à exigência da FDA norte-americana, anunciada na sexta-feira, de que dois medicamentos contra asma da empresa tenham nova rotulagem. No setor de alimentos, as ações da Cadbury Schweppes caíram 0,44%, depois de a empresa anunciar que fundos ligados ao Blackstone Group e à Lion Capital ofereceram 1,85 bilhão de euros por suas unidades européias da área de bebidas. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,66%. No final do pregão, o mercado francês foi influenciado pela abertura positiva das bolsas dos Estados Unidos.
Japão
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio terminou a segunda-feira no maior nível do ano, arrastado por elevados ganhos entre as ações da Nissan, Sony e outras companhias exportadoras. Informações de que a Merrill Lynch elevou sua meta de preço para ativos de relevante importância no índice também sustentaram o Nikkei. Mas o setor financeiro operou pressionado, com perdas de ativos como Mizuho Financial evitando que a alta fosse generalizada. O índice Topix fechou em baixa. No fim do dia, o índice Nikkei registrava alta de 0,4%). O Topix fechou em baixa de 0,3%.
Das agências Estado e Folhapress





