MERCADO FINANCEIRO
Risco
A decisão da Standard & Poor's (S&P) de elevar a perspectiva dos ratings da dívida brasileira movimentou os mercados domésticos na tarde de ontem. O dólar vinha em alta e inverteu o sinal depois da notícia, fechando em níveis que remetem a abril de 2001. Os juros, por sua vez, ampliaram o movimento de baixa, iniciado com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que mostram desaceleração no setor. E a Bovespa, que teve mais um pregão com forte volatilidade, encontrou na S&P um motivo para deixar Wall Street de lado e fechar com discreta valorização.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem com leve valorização de 0,06%, aos 30.970 pontos, em um dia que o mercado acionário operou sem tendência definida. O Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- mudou de direção diversas vezes ao longo do dia e oscilou entre queda de 1,18% e alta de 0,40%.
A notícia de que a Standard & Poor's elevou de estável para positiva a perspectiva do rating do Brasil contribuiu para a inversão de movimento na Bovespa no final do dia.
Usiminas
A melhora das ações preferenciais ''A'' da siderúrgica Usiminas, que fecharam em alta de 4,25% depois de caírem 0,42% ao longo do dia, também ajudou o Ibovespa a subir. O papel da empresa teve a maior alta do índice no dia. A Usiminas divulgou ontem que lucrou R$ 2,6 bilhões nos primeiros nove meses de 2005, volume 44,4% superior ao de igual período do ano passado. No terceiro trimestre, entretanto, o lucro da empresa somou R$ 782 milhões, 22% inferior ao resultado registrado de julho a setembro do ano anterior.
Giro
O volume financeiro da Bovespa, entretanto, continua abaixo da média de outubro e do início de novembro, o que aumenta a volatilidade do índice. Foram movimentados ontem R$ 1,426 bilhão, contra uma média diária de R$ 1,9 bilhão no mês passado e de R$ 1,8 bilhão na primeira semana de novembro.
Dólar
O dólar registrou ontem a sétima queda seguida e fechou abaixo dos R$ 2,20, o que não acontecia desde 19 de abril de 2001, influenciado pela notícia da S&P. A divisa terminou o dia em baixa de 0,40%, valendo R$ 2,195, depois de subir 0,49% pela manhã. A moeda acentuou a queda no período da tarde mesmo com a atuação do Banco Central no câmbio.
Futuro
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, as apostas para o dólar se dividiram. Cinco vencimentos de dólar futuro foram negociados, sendo que os dois vencimentos mais curtos (dezembro/05 e janeiro/06) indicaram baixas e os três mais longos (abril e outubro/06 e janeiro/07) projetaram altas. Para 1º de dezembro, a expectativa é de baixa de 0,45% a R$ 2,210; e para 1º de janeiro/07, alta de 0,20% a R$ 2,512. O volume movimentado cresceu 5% para US$ 5,99 bilhões, com 118.657 contratos.
Dívida
No mercado da dívida, os títulos brasileiros, que exibiam ligeira alta desde a abertura em reação à queda dos juros dos Treasuries, ganharam fôlego após o anúncio da S&P. Às 17h02, o Global 40, papel mais negociado, era cotado na corretora Icap/Garban a 120,90 centavos de dólar, alta de 0,75%. Às 17h51, o risco Brasil recuava 0,28% (1 ponto) a 352 pontos base - após oscilar entre a mínima em 348 pontos base (-1,42%) e a máxima em 355 pontos-base (0,57%).
Nos EUA
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda, depois de quatro pregões consecutivos de altas. Traders disseram que um alerta de redução nos lucros da construtora Toll Brothers e a alta dos preços do petróleo contribuíram para a queda. O índice Dow Jones fechou em queda de 0,44% e o Nasdaq caiu 0,28%.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta modesta ontem. Em Nova York, os contratos de petróleo para dezembro fecharam em US$ 59,71 o barril, em alta de US$ 0,24 (+0,40%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (IPE), os contratos de petróleo Brent para dezembro fecharam em US$ 57,81 o barril, em queda de US$ 0,23.
Na Europa
O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 0,1 ponto (0,002%). Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 0,03 ponto (0,0007%). O mercado francês vinha operando em alta até a abertura em queda das Bolsas dos EUA. As ações da Sanofi-Aventis, do setor farmacêutico, subiram 1,62%, em reação a seu informe de resultados. A Bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em alta de 0,19%. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 0,30%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX em queda de 0,31%.044 pontos. E em Milão, o índice S&P-Mib fechou em queda de 0,36%. A abertura negativa das Bolsas dos EUA motivou realização de lucros.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 0,26%. Os ganhos foram limitados pelas ações do setor imobiliário. As blue chips terminaram de forma mista. A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 0,68%. A bolsa de Taiwan fechou com o índice Weighted em baixa de 0,18%. Na China, o índice Shangai Composto subiu 0,9% e o Shenzen Composto avançou 0,7%. A bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em baixa de 0,18%.
Das agências Estado e Folhapress





