MERCADO FINANCEIRO
Expectativas
O principal evento do dia veio ao encontro das expectativas do mercado. O Federal Reserve fez tudo aquilo que os analistas esperavam que fizesse: elevou os juros para 4% e manteve as palavras ''comedido'' e ''acomodatícia'' em relação à sua política monetária. Por aqui, a decisão do Fed pegou a bolsa paulista aberta e os outros mercados fechados. A Bovespa teve vigorosa alta, com melhora no movimento financeiro. O dólar encerrou o dia em baixa, mesmo com a atuação do Banco Central na ponta de compra. A liquidez foi considerada boa, principalmente tendo em vista o feriado hoje. No mercado de DI, as taxas tiveram queda forte. A decisão do Copom de reduzir suas reuniões ordinárias em 2006 foi o motivo encontrado ontem pelo mercado para ajustar os juros para baixo.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com alta de 2,34% ontem, depois de o Fomc (o comitê de política monetária do Federal Reserve, BC dos EUA) aumentar os juros norte-americanos de 3,75% para 4% ao ano, conforme o esperado. A decisão sobre os juros dos EUA continua a refletir uma preocupação moderada com a evolução dos preços no país. Em setembro, o PPI (sigla em inglês para índice de preços no atacado) registrou uma alta de 1,9%, enquanto o CPI (sigla em inglês para índice de preços ao consumidor) dos EUA apontou evolução de 1,2%. O movimento financeiro da Bovespa também aumentou hoje e atingiu R$ 1,893 bilhão.
Bancos
As ações do setor bancário figuraram entre os destaques de alta, como a preferencial do Bradesco, que subiu 5,26%, e as units do Unibanco, com avanço de 4,14%. O desempenho dos papéis do setor reflete as perspectivas positivas para os resultados do terceiro trimestre. O banco Itaú divulgou ontem que registrou lucro líquido recorde de R$ 3,827 bilhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, resultado 39,4% superior ao de igual período do ano passado, que foi de R$ 2,745 bilhões. As ações preferenciais do banco, entretanto, fecharam em baixa de 0,42%, pois na segunda-feira já tinham registrado a maior alta do Ibovespa, ao subirem 5,29%.
Dólar cai 0,35%
O dólar começou novembro em baixa, apesar da atuação do Banco Central no câmbio. A divisa norte-americana caiu 0,35% ontem e fechou a R$ 2,245. Para Júlio César Vogeler, da corretora Didier Levy, o consenso de que o Fomc (o comitê de política monetária do Federal Reserve, BC dos EUA) promoveria um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros norte-americanos ontem, de 3,75% para 4% ao ano, reduziu a pressão no câmbio. Além disso, ele considera que o mercado repercutiu bem o anúncio do Banco Central de que a partir de 2006 o Comitê de Política Monetária (Copom) fará 8 reuniões anuais em vez de 12.
Juros
O mercado não chegou a um consenso sobre o que significa, na prática, a decisão do Banco Central de aumentar o intervalo entre as reuniões do Copom em 2006, de 30 para 44 dias. Mas, na dúvida, a reação foi de reduzir as taxas projetadas. O DI com vencimento em janeiro/07, o mais negociado, teve sua taxa reduzida em 0,10 ponto percentual, para 17,46%.
Wall Street
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,32%. O Nasdaq fechou em queda de 0,29%. Às 18h20, em Nova York, o risco Brasil, apontava 356 pontos-base, caindo 3 pontos.
Petróleo
O preço do petróleo fechou em ligeira alta ontem, com a expectativa dos investidores de que o inverno nos EUA neste ano seja menos intenso, o que pode aliviar o crescimento acentuado da demanda por combustível para calefação, aliviando a preocupação sobre uma eventual escassez do produto e sobre uma disparada das cotações da commodity. O barril do petróleo cru para entrega em dezembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrou o dia negociado a US$ 59,85, em ligeira alta de 0,15%.
Européias
O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em alta de 0,51%. O volume alcançou 3,29 bilhões de ações negociadas. A alta foi liderada pelas ações dos setores de incorporação imobiliária e de construção. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 0,04%. O volume foi reduzido, por causa de um feriado local. A Bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax-30 em queda de 0,13%, com as preocupações relacionadas com a incerteza política na Alemanha pesando sobre o sentimento do mercado, disseram traders. Em Milão, o índice S&P/MIB fechou em baixa de 0,12%. A Bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 0,63%, em linha com outros mercados europeus após os sólidos ganhos de segunda-feira. Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou em alta de 0,37%. impulsionado pelo acentuado ganho das ações do Banco Comercial Português.
Asiáticas
A bolsa da Coréia do Sul fechou com o índice Kospi em alta de 2,66%. Os investidores estrangeiros atuaram fortemente na ponta de compra, principalmente de ações do setor financeiro, estimulados pelo dados econômicos positivos, tanto dos EUA quanto locais. A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em alta de 1,29%. Em Taiwan, o índice Weighted fechou em alta de 0,59%. Na China, os índices Shangai Composto e Shenzen Composto cederam 0,3% cada um.
Tóquio
As ações fecharam em alta forte na Bolsa de Tóquio, onde a sessão foi reduzida a 90 minutos por problemas no sistema de computadores. O índice Nikkei terminou o dia com alta de 1,9%. O índice acumula a alta de 4% nos últimos dois pregões. O mercado foi sustentado pela queda do petróleo, que fechou abaixo de US$ 60,00 o barril na Nymex pela primeira vez em mais de três meses. As ações foram favorecidas ainda por expectativa de novas reformas estruturais no Japão, com a indicação de um novo gabinete.
Resultados
Os investidores centraram foco em companhias que divulgaram resultados. Entre elas, TDK, que informou aumento de 9% no lucro líquido do grupo no primeiro semestre e elevou suas projeções para o ano. As ações da TDK fecharam em alta de 6,7%. Os papéis da Suzuki avançaram 7,3%, depois de elevar suas projeções para ganho no ano. Os papéis da Mitsui Fodosan avançaram 4%, diante à informação de lucro líquido no semestre, revertendo situação de prejuízo no mesmo período do ano passado.
DAs agências Estado e Folhapress





