Investimentos
O início do ciclo de reduções da taxa básica da economia ainda não afetou a rentabilidade das aplicações atreladas às oscilações dos juros. Em outubro, investir em CDBs e fundos DI e de renda fixa foram as melhores opções. A alta do mercado acionário no pregão de ontem não tirou a Bovespa do vermelho no acumulado do mês. O Ibovespa, principal índice e referência da Bolsa local, teve desvalorização de 4,40% em outubro.


CDBs
Os CDBs prefixados - títulos emitidos pelos bancos que pagam juros para quem os adquire - chegaram a dar retorno de 1,48% no mês. Os fundos de renda fixa e DI - que carregam títulos públicos e privados atrelados a taxa de juros - renderam, na média, 1,36% e 1,34%, respectivamente.

Ações
''Depois de dois meses de expressivas altas, houve um movimento de realização de lucros mais forte na Bolsa. Houve também uma diminuição no fluxo de recursos para os emergentes, o que afetou o mercado brasileiro'', afirma André Castro, gestor de renda variável da Sul América Investimentos. A Bovespa subiu 12,62% em setembro e 7,69% em agosto. No acumulado do ano, as aplicações que rendem juros se destacam, mas a Bolsa também está bem. Com as perdas de outubro, o Ibovespa ainda registra elevação de 15,27% no ano. Um fundo DI teve ganho de 14,89% em 2005. Uma aplicação de renda fixa rendeu 14,49% no período.

FGTS
O trabalhador que colocou parte de seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGRS) nas ações da Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce não teve bom retorno no mês (até o último dia 26). Segundo os últimos dados fornecidos pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), os fundos FGTS-Petrobras tinham perdas de 9,41% em outubro, até o dia 26. No período, os fundos FGTS-Vale registraram baixa de 5,89%. Mas no ano os retornos obtidos pelos trabalhadores é bem superior ao restante do mercado: os FGTS-Petrobras registram valorização anual de 36,97%, e os da Vale, de 23,31%.

Poupança
No caso da caderneta de poupança, que carrega um patrimônio em torno dos R$ 160 bilhões, a rentabilidade paga no mês foi de 0,71%. Esse retorno ficou só um pouco acima da inflação medida pelo IGP-M, que marcou alta de 0,60% em outubro.


Dólar
O dólar caiu 0,48% ontem mas ainda assim terminou outubro com alta acumulada de 1,03%, após dois meses de queda. A divisa norte-americana encerrou o dia a R$ 2,253. Segundo analistas, as atuações diárias do Banco Central no câmbio acabaram pressionando o dólar ao longo deste mês. A preocupação com o cenário externo, principalmente com o avanço dos juros norte-americanos também contribuíram com a alta da divisa em outubro. Entretanto, os ingressos de recursos no país por meio de captações e das exportações minimizaram os efeitos das ações do BC e do quadro externo.

Taxa média
Ontem, segundo José Roberto Carreira, da corretora Novação, predominou no mercado a disputa para a formação da ptax -média diária da divisa norte-americana- entre ''comprados'' e ''vendidos'' em contratos de dólar futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A ptax de ontem servirá de referência para a liquidação dos contratos na BM&F hoje. Por conta da formação da ptax, ontem a autoridade monetária ficou fora do mercado.

Indicadores
Segundo Carreira, indicadores positivos da economia brasileira também surpreenderam positivamente o mercado. A economia feita pelos governos federal, estaduais e municipais e pelas empresas estatais para o pagamento dos juros da dívida nos primeiros nove meses já ultrapassou a meta prevista para 2005. Entre janeiro e setembro, o superávit primário (receitas menos despesas, excluindo juros) alcançou R$ 86,502 bilhões, o equivalente a 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro projetado para o ano. A meta para todo este ano estipulada pelo governo federal é atualmente de R$ 83,849 bilhões, ou 4,25% do PIB.

Bovespa
O desempenho positivo do mercado acionário norte-americano e o avanço das ações do setor bancário impulsionaram ontem o índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que fechou em alta de 2,99%. No mês, entretanto, o Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista- acumulou queda de 4,4%, depois de subir mais de 12% em setembro. No ano, ainda acumula ganhos acima de 15%.

Horário de verão
Com o fim do horário de verão nos EUA, as Bolsas norte-americanas abriram mais tarde ontem, às 12h30 (horário de Brasília). Mesmo assim, a Bovespa começou o dia positiva e ampliou os ganhos no período da tarde. No horário de fechamento da Bovespa, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, subia 0,76%, e a Bolsa eletrônica Nasdaq avançava 1,68%, influenciadas por indicadores econômicos positivos nos EUA, apesar dos estragos causados pelos furacões.

Gastos
O Departamento do Comércio dos EUA anunciou ontem um crescimento de 0,5% nos gastos do consumidor em setembro, depois de uma queda de 0,5% no índice de agosto. A renda pessoal dos norte-americanos, por sua vez, teve crescimento de 1,7% no mesmo mês.

Bancos
O setor bancário ficou em evidência ontem no Ibovespa -principal índice da Bolsa paulista. Os papéis preferenciais do Itaubanco e da Itaúsa subiram 5,29% e 4,49%, respectivamente. A ação preferencial do Bradesco teve alta de 4,41%. Hoje, o Itaú divulga balanço financeiro referente ao período de julho a setembro. Na próxima segunda-feira, será a vez do Bradesco. Também na semana que vem, dia 10, o Unibanco divulga resultados. O balanço do Banco do Brasil está marcado para o dia 14. O Banespa divulgou seus números no último dia 25. A instituição lucrou R$ 1,297 bilhão de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 3,7% em relação a igual período de 2004.

Bradesco
No primeiro semestre, o campeão de ganhos no sistema financeiro brasileiro foi o Bradesco, com lucro de R$ 2,621 bilhões no período. Já o Itaú teve ganhos de R$ 2,475 bilhões de janeiro a junho e o BB, de R$ 1,979 bilhão. O Unibanco lucrou R$ 854 milhões até junho e o Banespa, R$ 878,027 milhões.

Das agências Estado e Folhapress

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