MERCADO FINANCEIRO
Bovespa acompanha Wall Street
A Bolsa de Valores de São Paulo caiu 2,01% ontem e fechou com 29.132 pontos, atrelada ao desempenho negativo do mercado acionário norte-americano, que teve um dia de perdas influenciado por resultados corporativos negativos. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, recuou 1,11%. A Bolsa eletrônica Nasdaq fechou com perda de 1,73%.
General Motors
Também pesou negativamente no mercado norte-americano ontem a informação de que a fabricante de automóveis americana General Motors recebeu intimações da Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, em um caso de investigação sobre as políticas da empresa quanto ao pagamento de benefícios para funcionários aposentados, além das negociações entre a companhia e a Delphi - maior fabricante de autopeças do mundo e ligada à GM até 1999. A GM ainda informou que sua unidade financeira, a GMAC, também recebeu a intimação de um grande júri federal, em ligação com a investigação sobre as práticas da empresa sobre suas políticas de seguros. As ações da GM caíram mais de 6% na Bolsa de Valores de Nova York, empurrando o índice Dow Jones para baixo.
Otimismo da ata
Com o cenário externo negativo, a Bovespa pouco refletiu o tom otimista da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, quando o juro básico caiu de 19,5% para 19% ao ano. Segundo o documento, divulgado ontem pelo BC, a redução da taxa de juros ocorrida nos dois últimos meses não compromete as conquistas no combate à inflação. Na última reunião do Copom, a Selic caiu de 19,5% para 19% ao ano. Para o comitê, a atuação ''cautelosa'' da política monetária tem feito com que ocorra a convergência da trajetória de inflação para as metas, que é de 5,1% neste ano e de 4,5% no ano que vem.
CST
Das 57 ações que fazem parte do Ibovespa - principal índice da Bolsa paulista -, apenas quatro subiram. Entre as quedas, um dos destaque foi a ação preferencial da Companhia Siderúrgica Tubarão (CST), que teve perdas de 4,57% no dia. A empresa fechou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 173,262 milhões, resultado 52% menor do que em igual período do ano passado. Apesar da queda no trimestre, o lucro acumulado de janeiro a setembro deste ano ainda supera em 6% o do mesmo período de 2004, passando de R$ 1,124 bilhão para R$ 1,193 bilhão.
Dólar sobe
O dólar registrou ontem a terceira alta seguida ao fechar com valorização de 0,48%, a R$ 2,291 na venda. O cenário externo e as atuações do Banco Central no câmbio vêm pressionado a cotação da moeda norte-americana nos últimos dias. Segundo analistas, o avanço dos juros pagos pelos títulos norte-americanos tem reduzido o apetite dos investidores externos por aplicações em países emergentes, como o Brasil. Com isso, entram menos recursos no país, o que a afeta o câmbio. Além disso, o Banco Central tem comprado dólares no câmbio à vista diariamente, o que também força o valor da moeda para cima.
Volátil
A autoridade monetária pagou hoje no máximo R$ 2,2855 por dólar e aceitou propostas de venda de 12 bancos. Pela manhã, o dólar chegou a recuar 0,13%, a R$ 2,277, com a venda de divisas por parte de exportadores. ''Hoje foi um dia bastante volátil no mercado de câmbio'', avaliou o analista da corretora Novação, Mário Battistel.
Futuro
Na BM&F, todos os contratos de câmbio fecharam em alta. O dólar para novembro avançou 0,49%, para R$ 2,292. Foram negociados 234.870 contratos, com giro financeiro de US$ 11,85 bilhões.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo subiram modestamente na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os contratos para dezembro fecharam em US$ 61,09 o barril, em alta de US$ 0,43 (+0,71%). Em Londres, no sistema eletrônico da International Petroleum Exchange (Nymex), os contratos de petróleo Brent para dezembro fecharam em US$ 59,14 o barril, em alta de US$ 0,27.
Na Europa
As bolsas européias fecharam em queda ontem influenciadas pelo desempenho de Wall Street e pela divulgação de balanços de empresas importantes. O índice FT-100 da bolsa de valores de Londres fechou em queda de 0,86%. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em queda de 1,73% (nível de fechamento mais baixo em 14 semanas). A Bolsa de Frankfurt fechou em queda de 1,93%; o índice S&P/MIB, da Bolsa de Milão caiu 2,17%; e o índice Ibex 35, da bolsa de valores de Madri, encerrou em queda de 1,38%, em meio ao declínio generalizado dos mercados globais.
Asiáticas
A bolsa de Hong Kong fechou com o índice Hang Seng em baixa de 0,53%, em linha com os demais mercados da região. As preocupações com a gripe aviária pesaram. Na Coréia do Sul, o índice Kospi fechou em baixa de 1,07%. Em Taiwan, o índice Weighted cedeu 0,69%, o menor nível desde 20 de agosto do ano passado. O mercado chinês também foi pressionado pelas preocupações com a gripe aviária e pelos resultados trimestrais ruins de algumas companhias. O índice Shangai Composto subiu 0,1%, mas o Shenzen Composto recuou 0,2%.
Tóquio em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo, com os papéis de companhias financeiras e de empresas do setor de construção na liderança. O índice Nikkei terminou o dia em alta de 0,2%. As ações da Mitsubishi UFJ Securities subiram 2,5%, com anúncio de balanço favorável. Sua controladora, o banco Mitsubishi UFJ Financial Group, fechou em alta de 1,4%. As ações da Sharp e da Seiko-Epson caíram levemente com a divulgação de queda no lucro do primeiro semestre. As ações da NEC recuaram 1,5%, com a revelação da companhia de que poderá fechar o ano com prejuízo. A Goldman Sachs reduzir sua recomendação para a companhia.
Das agências Estado e Folhapress





